Radio Católica On-line

Homens a Luz de Deus.

Aleluia! Tu é abênçoado, e a sua Graça ja estar sendo preparada por Jesus, chegará em uma boa hora, pois ele conhece o teu coração e seus problemas, ele sofre com vc, ele se alegra com vc, mais aquele seu desejo, será agora atendido, espere que um anjo trará sua Graça, apenas agradeça ao Senhor e assim que receber, fale em seu pensamento. AMEM !

2010/05/02

Pesar do Papa pelo falecimento do Cardeal Mayer - 30/04/2010


O Cardeal Paul Augustin Mayer "deixa a recordação indelével de uma operosa existência vivida com humildade e retidão na adesão coerente à própria vocação de monge e de pastor repleto de zelo pelo Evangelho e sempre fiel à Igreja". O Papa recorda com essas palavras o purpurado beneditino alemão, falecido esta manhã aos 98 anos.



Num telegrama ao Abade Primaz dos Beneditinos confederados, Dom Notker Wolf, o Pontífice recorda o qualificado empenho do Cardeal Mayer "no âmbito litúrgico e no âmbito das universidades e dos seminários e, especialmente, no apreciado serviço à Santa Sé".



O Santo Padre recorda os encargos do purpurado bávaro, "primeiro na comissão preparatória do Concílio Vaticano II" e, "depois, em diversos organismos da Cúria Romana". Bento XVI assegura as suas orações pelo purpurado e por seus confrades que "choram a perda de um tão generoso discípulo de Cristo".



As exéquias do Cardeal Mayer se realizarão na próxima segunda-feira, às 11h30 locais, no Altar da Cátedra da Basílica Vaticana. O rito será celebrado pelo Cardeal Decano Angelo Sodano. Ao término da celebração eucarística, Bento XVI dirigirá a sua palavra aos presentes e dirigirá o rito da última encomendação e despedida.



Prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e Presidente emérito da Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei", o Cardeal Mayer completaria 99 anos no dia 23 de maio próximo.



Após o Concílio Ecumênico Vaticano II, do qual participara como Secretário da Comissão preparatória, recebera a ordenação episcopal por imposição das mãos do Papa Paulo VI, em 1972. Em 1988 fora criado cardeal pelo Papa João Paulo II.



Com o falecimento do pupurado alemão, o Colégio cardinalício fica agora composto por 180 cardeais, 108 dos quais eleitores, e 72 não-eleitores num eventual Conclave.





Fonte: Rádio Vaticano

Encontro da Mãe com o Filho


Nos dias 22 a 30 de Abril ouve a Festa do Encontro da Mãe com o Filho na Cidade de Brazlândia.
Com Novenas, procissão, Santa Missa e um Belo Show com Anjos de Resgate.
Estiveram presentes romeiros, visitantes, Sacerdotes, diáconos, missionários e devotos de Nossa Senhora.
Um encontro com muito amor, alegria, Paz e Felicidades para todos.

Que o Menino Jesus de Praga sempre olhe por todos nós juntamente com Nossa Senhora Mãe e advegoda nossa.

Que os Santos anjos interceda por todos e que assim estejamos mais próximos da graça de Deus.

Relíquias de Santa Margarida Alacoque no Santuário


O Santuário Menino Jesus recebeu no dia 20 de setembro, as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque contendo parte do fêmur, da homoplata e do seu cérebro. As relíquias de Santa Maragarida permaneceram em Brasília até o dia 23 de setembro passando por diversas paróquias da Arquidocese. Após essa data, as relíquias que já passaram por outras 25 cidades, permanecem no Brasil ainda por tempo indeterminado.
Santa Margarida Maria Alacoque nasceu em Verosvres, França, em 1647, e morreu em Paray-le-Monial, em 1690. Ela foi uma religiosa do mosteiro das irmãsVisitandinas e é conhecida como aconfidente do coração de Jesus, por conta de suas visões de Cristo.
Em uma de suas aparições para a santa, Jesus surgiu com seu coração na mão e disse ser aquele o coração que ama a humanidade, mas só recebe em troca ingratidão da maior parte das pessoas. A partir daí, Santa Margarida Maria Alacoque passou a se dedicar a propagar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV

2010/05/01

Vocação, o que é?


A origem da palavra “vocação”: ela vem do verbo latino “vocare”, que quer dizer “chamar”. A vocação é, portanto, um chamado. No âmbito religioso, a vocação é sempre um chamado de Deus para alguma coisa.

A pessoa chamada se sente impelida, atraída para aquilo a que justamente é chamada. A pessoa do vocacionado se sente atraída para aquilo que considera belo, grandioso, importante e necessário que se faça. A vocação é sempre vista como algo que se pode fazer de útil para os outros, e que é, portanto, um serviço que se pode prestar aos outros.

É importante dizer que a vocação tem sempre essa dimensão da “alteridade”, é sempre “alter”, isto é, é sempre voltada para o outro. É um serviço, uma doação. Para nós, cristãos, a vocação é enriquecida de um sentido profundo, que nos é dado pelo próprio Cristo.

Todo batizado é chamado a ser - sempre e em todo lugar - “sal da terra e luz do mundo”. Essa incumbência de todo cristão já é, em si, uma vocação, chamada de vocação fundamental.

Os tipos de vocações são:

1. Leiga;

Leigos são todos os cristãos, que como batizados têm a missão de anunciar Jesus Cristo: caminho, verdade e vida. São pessoas não consagradas que trabalham na construção do reino de Deus, isto é, de uma sociedade justa e mais fraterna, conforme o desejo de Jesus. Exercem ministérios diversos na comunidade, conforme os dons que Deus lhes deu. Esses serviços são: catequese, obras sociais, animação da liturgia, etc. O leigo representa a Igreja no coração do mundo, atuando assim nos mais diversos ambientes (escola, trabalho, família), com o testemunho de sua vida, sua palavra oportuna, sua ação concreta. Por outro lado, ele é o homem do mundo no coração da Igreja.

2. Religiosa;

Os religiosos, ou religiosas, são pessoas que foram chamadas para seguir a Jesus dentro de uma congregação religiosa, consagrando-se a Ele através dos votos religiosos de pobreza, castidade e obediência além de outros específicos de cada congregação. Através do voto o religioso faz uma oferenda de si mesmo a Deus. O fundamento evangélico da vida consagrada está na relação que Jesus estabeleceu com alguns de seus discípulos, convidando-os a colocarem sua existência a serviço do Reino, deixando tudo e imitando mais de perto a sua forma de vida.

3. Sacerdotal.

O sacerdócio é uma forma de seguir o chamado de Deus exclusivamente para os homens. O padre é alguém tirado do meio do povo e consagrado por Deus para o serviço deste mesmo povo nas coisas que se referem a Deus. Ele é o grande mediador entre Deus e o povo. Seu papel é dar continuidade à missão de Jesus Cristo, cabeça da Igreja. Além de celebrar a missa e ministrar os sacramentos (como o Batismo, a Confissão), cabe a ele fazer crescer o amor nas comunidades, nas famílias, no coração das pessoas.

4. Familiar;

O casamento é um chamado cheio de amor que Deus faz a um homem e uma mulher para viverem juntos e constituírem família. São dois filhos de Deus que Deus mesmo entrega um para o outro, para que um seja do outro e para o outro. Quando a família vive verdadeiramente o amor está correspondendo ao amor de Deus, está educando os filhos nesse amor e está dando exemplo de fidelidade a Deus e a seu projeto de amor. Essa fidelidade se dá através de uma vivência dos valores cristãos. Assim a família se torna espaço e ambiente ideal para que os filhos possam discernir o chamado de Jesus. O lar fica sendo um templo vivo de Deus e uma Igreja em miniatura. Sendo a 1ª educadora, é na família que nascem e crescem as vocações, e onde se forma a responsabilidade vocacional de todos.





Por Tiago J. Theisen

Por que buscamos a Deus?


Diante da multiplicação dos pães, a multidão, no dia seguinte, procura novamente Jesus – talvez para pedir novo milagre e, assim, ter pão com fartura sem necessidade de se empenhar na solução do problema da fome. A partir disso, cabe uma pergunta também para nós: por que buscamos a Deus?

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É possível que muitos o procurem para ver se conseguem uma graça especial para solucionar algum problema particular: a saúde, o emprego, a harmonia familiar… Sim, tudo isso é importante e deve ser buscado com muito empenho, mas Jesus não no-lo oferece de forma mágica, ele nos ensinou como superar esses problemas. The Omega Code film The Dead Zone trailer

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Outras vezes nos interessamos por ele para pedir algum milagre e, assim, podermos “mostrar e dizer” aos outros que recebemos tal favor extraordinário, provando que somos melhores que muitos de nossos companheiros ou que a nossa religião é mais importante que as outras…

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Outros

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talvez pensem que Deus ajuda a quem é fiel em certas práticas religiosas e, portanto, têm “direitos” de serem atendidos por ele e serem livres de alguma desventura ou desgraça… Não é que não podemos pedir isso a Deus, mas nossa fidelidade a ele não deve depender de algum benefício recebido.

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A multidão lança outra pergunta a Jesus: o que, então, devemos fazer? O próprio Jesus responde que é preciso buscar o alimento que permanece até a vida eterna. Ninguém vive sem alimento, mas devemos reconhecer que há necessidade de outro alimento que mate nossas fomes. Esse alimento é o próprio Jesus (“eu sou o pão da vida”). Alimento que deve ser buscado continuamente, que não perece e que nos fortalece na fé e na missão. Jesus começou dando o pão material e agora dá-se a si mesmo como pão de vida e penhor de liberdade.


Por Pe. Nilo Luza, ssp

2010/04/30

VOCAÇÃO NA BÍBLIA



A palavra VOCAÇÃO é muito usada e, quase sempre, usada indevidamente. É comum identificarmos vocação com tendência pessoal ou profissional. Antes de tudo é bom ver a origem e o sentido desta palavra. Vocação vem da palavra latina vocare = chamar. Vocatio = chamamento, chamar, eleger, escolher.

Então, se vocação é chamamento, deve haver alguém que chama e alguém que é chamado. Portanto, não é simples tendência ou inclinação pessoal, mas é chamada. E, se alguém chama, chama para alguma coisa, não chama atôa...

Estamos falando de vocação numa perspectiva de fé e de Igreja. Então podemos definir a vocação como: o chamado que brota do mais íntimo do ser humano, onde ressoa a voz de Deus. Portanto, vocação aqui tem uma dimensão essencialmente religiosa.

Vamos tentar refletir um pouco sobre a vocação na Bíblia, a vocação num enfoque bíblico e religioso. E o fazemos sem nenhuma preocupação interpretativa ou exegética, mas simplesmente segundo o texto.



A. A vocação no Velho Testamento

Podemos dizer que a vocação é um fato bíblico. O nosso Deus é um Deus que fala, que escolhe e chama pessoas para o serviço, para missões concretas e determinadas. Esta sempre foi a convicção presente na consciência do povo bíblico. Deus conduz a história e a iniciativa é sempre dele. Javé elege Israel porque o ama (Dt. 7,6-8). - Não foram os discípulos que escolheram Jesus, mas foi ele que os escolheu. "Não foram vocês que me escolheram, mas foi eu que escolhí vocês. Eu os destinei para ir e dar frutos, para que o fruto de vocês permaneça" (Jo. 15,16). A vocação é profundamente pessoal - Deus conhece e chama. Aliás é convicção bíblica que Deus conhece e chama as pessoas desde o ventre de sua mãe. "Eu ainda estava no ventre materno e Javé me chamou; eu ainda estava nas entranhas de minha mãe, e ele pronunciou o meu nome" (Is. 49,1).
O Velho Testamento fala de diversos tipos de vocação. Em contexto histórico concreto Deus escolhe pessoas para missões específicas. Encontramos na vocação bíblica alguns elementos característicos de toda vocação. Podemos dizer que duas coisas são fundamentais:

Ø toda vocação comporta o envio para uma missão,
Ø toda vocação exige ruptura com o passado.

Deus chama patriarcas, reis, sacerdotes, profetas, homens e mulheres...

A primeira grande história de vocação na Bíblia e a vocação de Abraão (Gn. 12, 1...). Abraão é chamado o pai da fé. Ele é chamado, acredita, deixa o seu povo e parte para o desconhecido.
Vocação de Moisés - num momento difícil da vida do povo hebreu Deus escolhe, chama e envia Moisés (Ex. 3).


Vocação de Samuel (1 Sam. 3).

Como Samuel, Davi é escolhido menino para ser rei e condutor do povo. Deus envia Samuel para ungir quem ele escolhera para ser o seu sucessor. Deus diz a Samuel: "Não se impressione com a aparência e estatura dele. Não é esse que eu quero, porque Deus não vê como o homem, porque o homem olha as aparências, e Javé olha o coração" (1 Sam. 16,7).
No Vellho Testamento o sacerdote é alguém que recebe um chamamento para uma missão especial. Ele é ungido para o serviço do templo (Ex.28,1; 29,1;30,30). "A unção lhes conferirá o sacerdócio perpétuo..."(Ex.40, 15b).

Muito significativa na Bíblia é a vocação-chamamento e envio dos profetas. Os grandes profetas bíblicos falam da própria vocação, dando testemunho do chamado divino individual, direto e imediato.

Ø Vocação de Isaias - Is. 6. Uma visão que se dá em um ambiente de glória...
Ø Vocação de Jeremias - Jr. 1
Ø Vocação de Ezequiel - Ez. 2,8-3 - O profeta come o rolo... doce como mel...
Ø Vocação de Jonas - Jonas 1 - O profeta tenta fugir de Javé para não cumprir a ordem que lhe é dada... - 3, de novo Javé o envia a Ninive.

Quase todos os profetas começam dizendo que a palavra de Javé lhes é dirigida. É a credencial do profeta. Ele não fala nem age em nome próprio. Ele é porta-voz. Nele é Deus que age.
A história do povo de Deus é uma história de teofania. Deus sempre se manifesta e conduz a história. É um Deus presente no caminho, na luta, na vida...

Na história do povo hebreu há duas linhas: a sacerdotal e a profética. Mas os sacerdotes, que deveriam estar a serviço do templo e do povo, acabam formando uma casta, mais comprometida com uma política corrupta do que com a fé.

É interessante observar que os profetas nada têm de oficial ou institucional . O profeta não está ligado ao templo ou à religião oficial. É alguém chamado e enviado para missões específicas. Pela sua coragem de questionar a situação presente e as estruturas que oprimem ele quase sempre foi visado e perseguido. O profeta é alguém que tem coragem de falar e agir, mesmo ferindo as tradições. Ele está comprometido com o Deus de Moisés, o Deus do Exodo,, o Deus que liberta...
Há algo interessante na tradição bíblica: quase sempre o vocacionado coloca obstáculo e resiste ao chamamento:

Ø Moisés diz que é gago e tem dificuldade em se comunicar. Deus coloca Aarão ao seu lado... (Ex. 4,10 segs.)
Ø Isaias diz que é um pecador - tem os lábios impuros... Um anjo toca os seus lábios com uma brasa, para o purificar.
Ø Jeremias diz que é apenas uma criança... Javé responde: "não diga que você é uma criança, você irá para aqueles que eu mandar falar e falará em meu nome..."
Ø Jonas foge...
Ø Maria diz: "eu não conheço homem..."

O vocacionado que assume a missão já não é o mesmo. Ele rompe com o passado. Deixa as redes...



B. A Vocação no Novo Testamento

No Novo Testamento, em Cristo, Deus está muito mais perto de nós. Em Cristo, todos são chamados, vocacionados para a santidade. Aqui Deus nos fala pelo seu próprio Filho (Heb. 1,2). Jesus afirma mais vezes que ele é enviado pelo Pai. Ele é o grande vocacionado para o projeto de Deus no mundo.

Ø Podemos dizer que a primeira vocacionada do NT é Maria (Lc. 1,26 segs.)
Ø João Batista é chamado desde o seio de sua mãe para ser o precursor e o profeta que recebeu não só a missão de anunciar, mas de preparar a chegada do Senhor... O 4º Evangelho diz que "João é enviado por Deus para dar testemunho da luz" (Jo. 1,6-8).
Ø Vocação dos Apóstolos - No início da sua atividade pública Jesus escolheu um pequeno número de homens. Ele chama 12 para o seu seguimento e já lhes deixa entrever a sua missão - "farei de vocês pescadores de homens (Mc. l,16-20). O atendimento é imediato, eles "deixam as redes e o seguem"... Ele chama gente do povo, nem mesmo chama os melhores, pois ele não veio para os justos, mas para os pecadores, Mt. 9,13. Chama para que ficassem com ele.
Ø Chama os 72 - (Lc. 10)...
Ø Chama o jovem rico... (Mc. 10,17-22)
Ø Quem é chamado deve seguir incondicionalmente (Lc. 9,57-62)...
Ø Vocação de Paulo (At. 9,1-30).

Partindo da tradição bíblica de que Deus chama pessoas para um profetismo ou uma missão no seio do povo, a Igreja sempre acreditou que Deus continua chamando para a evangelização e articulação da fé no seio do povo. O nosso Deus não é um Deus que falou no passado, mas que continua falando, comunicando-se conosco, chamando aquele que ele quer.


Fr. Humberto Pereira de Almeida OP

Arcebispo Metropolitano de Brasília


Dom João Braz de Aviz

Nascimento: 24/04/1947
Ordenação presbiteral: 26/11/1972
Sagração episcopal: 31/05/1994


Biografia

Natural de Mafra-SC, nascido no dia 24 de abril de 1947, é um dos 8 filhos do casal João Avelino de Aviz e Juliana Hacke de Aviz, ambos falecidos. Ainda na infância, a família veio para Borrazópolis, pequeno município do Norte paranaense. Aí se criou juntamente com os irmãos.

Prestes a completar 11 anos, foi encaminhado, em 21 de abril de 1958, ao Seminário Menor São Pio X, dos padres do PIME - Pontifício Instituto das Missões Exteriores, em Assis-SP, onde estudavam na época os seminaristas menores da diocese de Londrina.

Com a criação, em março de 1964, da Diocese de Apucarana, para ela se transferiu, de vez que a Paróquia Imaculada Conceição de Borrazópolis passou à jurisdição da nova diocese.

Seus estudos de filosofia foram feitos no Seminário Maior Provincial Rainha dos Apóstolos, em Curitiba. Transferiu-se, a seguir, para Roma, onde obteve, na Pontifícia Universidade Gregoriana, a licenciatura em Teologia. Ordenou-se presbítero na Catedral de Apucarana, no dia 26 de novembro de 1972.

Entre os encargos pastorais exercidos contam-se: pároco de várias paróquias; diretor espiritual e reitor do Seminário Maior-Instituto de Filosofia de Apucarana; diretor espiritual no Seminário do Ipiranga-SP, e reitor e professor de Teologia Dogmática no Instituto Paulo VI, de Londrina-PR. De 1989 a 1992 esteve novamente em Roma, estudando na Pontifícia Universidade Lateranense para o doutorado que obteve em Teologia Dogmática.

Eleito bispo auxiliar de Vitória, recebeu, dia 31 de maio de 1994, em Apucarana, a ordenação episcopal. Todos sejam um (Jo 17, 21) é o lema de sua missão de bispo. Empossado a 9 de junho do mesmo ano, permaneceu na capital do Espírito Santo por 4 anos.

Recebeu a nomeação em 12 de agosto de 1998, de bispo diocesano de Ponta Grossa, sede que assumiu no dia 15 de outubro daquele ano.

Aos 17 de julho de 2002, surpreendeu-o a comunicação de sua transferência para Maringá, onde tomou posse como 3º Arcebispo de Maringá, no dia 4 de outubro de 2002 permanecendo no governo da mesma durante 14 meses.

No dia 28 de janeiro de 2004 foi nomeado pelo Santo Padre o Papa João Paulo II para Arcebispo Metropolitano de Brasília onde tomou posse dia 27 de março do mesmo ano.

Vocação


Vocação é uma palavra que vem do latim: "vocare" que significa chamar, chamado: ato de chamar, de escolher. O chamado é sempre uma iniciativa da parte de Deus; é Ele que escolhe e chama. Da pessoa chamada depende uma resposta livre e consciente, para que a vocação se concretize.
Deus nos chamou. Desde toda a eternidade destinou o ser humano a uma vocação natural: a existência, e nos chama constantemente em cada circunstância de nossa vida. Ele nos vocacionou à vida: ser gente, à imagem e semelhança d' Ele. (Gen 1,26). O verbo chamar sempre nos direciona a uma missão: somos chamados a realizar o que Deus nos confia.
Ele deixou toda criação aos cuidados do ser humano, vocacionando-o ao amor, à união e à perpetuação da espécie, mas essa vocação só se realiza plenamente, quando o homem e a mulher, criados à imagem e semelhança de Deus, entram em comunhão com a Trindade.
O ser humano é chamado a prosseguir no caminho do Senhor, Verdade e Vida. É no Batismo que a pessoa humana assume a verdadeira Identidade Cristã, tornando-se servidora do Reino.
A verdadeira vocação humana e cristã é de viver em comunhão e participação: ser povo de Deus. Logo, a vocação primeira de toda pessoa é a vocação "batismal". Pelo Batismo, o cristão é chamado pelo Pai, adotado como filho e justificado de seus pecados; é incorporado a Jesus Cristo, ungido pelo Espírito Santo. Começa a pertencer à Igreja e é enviado para a missão: povo de Deus comprometido com a Igreja.
Viver a vocação batismal exige: uma Igreja sem discriminação, onde a dignidade de cada um dos seus membros é respeitada; todos os batizados têm direito de participar, pois todos são vocacionados a serem Santos e Santas; Inspirar-se no Espírito de Jesus recebido no Batismo.
A redescoberta da vocação batismal, segundo o Concílio Vaticano II, nos leva a perceber que as vocações específicas são apenas desdobramento do batismo e não novas vocações. A única e verdadeira consagração é a que acontece no batismo.
As vocações específicas não são novas consagrações, mas sim a realização do batismo, através de uma resposta pessoal. O Mistério do nosso chamado, da nossa vocação, atua sempre no segredo do coração, nesse espaço do espírito, onde cada um de nós se encontra com Deus, qualquer que seja a maneira, esse encontro é sempre único para cada um.
O amor é a vocação fundamental e originária do ser humano (CIC 2392). Mas o encontro com o Deus amor, quando autêntico, sempre está acompanhado da tomada de consciência de pertencer a uma comunidade, que o próprio Deus reúne e convida à mesa, e somos introduzidos neste mistério pelo batismo, e como família compartilhamos da vida de Deus pela eucaristia, unidos no mesmo Espírito, convocados à missão de evangelizar.
Não há vida sem engajamento efetivo no serviço à igreja e à sua missão, cada um deve assumir a sua parte nas responsabilidades e nas tarefas, é exigência do batismo. Qualquer que seja a forma pela qual queremos viver concretamente o evangelho, qualquer que seja o nosso estado de vida, nenhum de nós pode se eximir dessa contribuição para a vitalidade da missão na Igreja. O Espírito de Jesus deve nos animar de tal modo que todas as nossas relações tenham a sua marca.
Nesta família de Deus, todos temos um rosto humano, e está situado em cada um de nós com as nossas raízes. Deus não desenraiza, não quebra vínculos, mesmo quando nos convida a deixar tudo para seguí-lo, nunca nos pede para renegar as nossas origens, nosso sangue, nosso meio, nosso país e nossa raça.
De fato pertencemos ao povo de Deus que é a Igreja, e por natureza o homem é um ser religioso, porque provém de Deus e para Ele caminha, e o homem só vai viver uma vida plenamente humana se viver livremente a sua vida com Deus. Cabe a todos nós corresponder ao desejo imenso de Deus que quer reunir todos os homens em tomo da sua mesa.


Eduardo Rocha Quintella

Eduardo Rocha Quintella
Bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora / Minas Gerais
Portal na Internet: www.eduardoquintella.com.br
E-mail: contato@eduardoquintella.com.br

O DESAFIO DE VIVER A VOCAÇÃO CRISTÃ NO MUNDO DE HOJE


Vivemos num mundo onde os valores do poder, do ter e do prazer são objetos de adoração e de idolatria. A luta pelo poder torna as pessoas desumanas. As guerras, o ódio e as tensões ameaçam o mundo que já encontra-se dividido entre ricos e pobres e divida-se cada vez mais em bandos antagônicos e inimigos que lutam para aniquilar o adversário. A sexualidade tornou-se presa fácil e objeto de prazer despojando o ser humano de sua dignidade e intimidade. A vida em seu conjunto perde a dimensão fraternal e comunitária e torna-se uma guerra onde os homens se desumanizam as serviço de valores-objetos como o poder, o ter e o prazer.

A secularização se expande cada vez mais e vai tomando conta das pessoas. O ser humano vai perdendo o sentido profundo de sua vida, sua razão de ser no mundo e tornando-se escravo de si mesmo, das leis criadas por ele mesmo e da máquina que deveria estar ao seu serviço.

É dentro dessa realidade toda que nos encontramos como pessoas cristãs, chamadas a transformá-la, vivendo o compromisso que assumimos no Batismo.

Lembro-me que, em 1989, o Papa João Paulo II fazia um apelo aos jovens da época, muito válido aos jovens e a todos os cristãos de todos os tempos:

“… não tenhais medo de ser santos! Tende a coragem de buscar e encontrar a verdade, para além do relativismo e da indiferença daqueles que tendem a edificar o nosso mundo como se Deus não existisse. Jamais sereis desiludidos se conservardes como ponto de referência na vossa busca, Cristo, verdade do homem. A revelar o mistério do Pai e do seu Amor, Ele ‘manifesta perfeitamente o homem ao próprio homem e descobre-lhe a sublimidade de sua vocação’ (GS 22).

Tende a coragem da solidariedade, na Igreja e no mundo: convidai todos a serem, juntamente convosco, os artífices da ‘civilização do amor’, que o evangelho exige que edifiquemos, superando as divisões e os ódios que se escondem no coração humano, reconciliando os homens com as criaturas, os homens entre si e os homens com Deus. Eis aqui o enorme projeto que se vos apresenta. Compete-vos pô-lo em prática!

… Ide também vós, por todos os lugares, sempre conscientes do desejo de (Jesus) Cristo: ‘Vim lançar fogo sobre a terra; e que quero eu senão que ele se tenha ateado?’ (Lc 12,49). Fazei com que arda este fogo que Jesus trouxe, o fogop do Espírito Santo, que queima toda a miséria humana, todo o mesquinho egoísmo, todo o mau pensamento. Deixai este fogo que se propague em seu coração”. (L’Osservatore Romano, nº 39/09/1991).

Em março de 1991, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, entre outras, o Papa dirige estas palavras à juventude em cadeia de rádio: “É tarefa dos jovens lembrar à humanidade, por palavras e pelo testemunho, que Deus é Pai de todos. (…) Exorto-vos a colocarem Cristo no centro de vossas vidas e a darem testemunho de Cristo, para construírem um mundo mais justo e mais fraterno”.

O desafio está lançado, transformar este mundo que está se estruturando como se Deus não existisse, de tal forma que as pessoas estão caindo na solidão, no vazio: drogas, alcoolismo, depressão, prostituição, ganância, corrupção, abortos, violência ... e aumenta cada vez mais o numero dos suicídios. O homem vai se afastando cada vez mais de Deus e atraindo para si a morte, pois está esquecendo que Deus é o princípio, o fim e a presença da vida. Ele é a Vida.

O homem está esquecendo que é imagem e semelhança de Deus. Que Deus lhe preparou todo um universo, o ambiente da vida, e que é a presença de Deus, a união, a intimidade com Ele que mantém a vida.

Estamos esquecendo que Deus se fez um de nós, encarnou-se, veio recuperar, resgatar em nós esta imagem e semelhança sua maculada pelo pecado. Que Ele veio resgatar e nos mostrar pessoalmente a dignidade da vida.

Esta perda da consciência daquilo que somos é visível. Basta nos perguntar sobre a postura que temos diante da vida. Basta ver a realidade do matrimônio e da família como centro de formação da vida. Olhar para o número de abortos praticados a cada ano. E tantas outras realidades onde as cenas de morte parece ser normais nos dias de hoje.

A proposta de Jesus vem ao encontro de todas essas realidades como uma proposta de VIDA, proposta de amor.

Jesus Cristo nos revela que o Pai é AMOR, que ele quer a vida de seus filhos, pecadores, e não a morte. Já o Livro de Ezequiel nos aponta para esta vontade do senhor quando diz: “Certamente não tenho prazer na morte do ímpio; mas antes na sua conversão, em que ele se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel” (Ez 33,11). Já Lucas nos apresenta as seguintes palavras de Jesus: “Os sãos não têm necessidade de médico e sim os doentes; não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento” (Lc 5,31).

Cristo tem uma proposta concreta, baseada no mandamento do amor. Esta proposta se concretiza em várias dimensões:

PERDÃO – Deus nos perdoa e vem fazer-se presente no meio de nós. Ele mostra que o perdão é essencial como caminho, como condição para voltar à verdadeira vida. Cristo é a união de Deus com os homens e disse: “Eu vim para que todos tenham vida” ( Jo 10,10).

ANÚNCIO DA BOA NOVA – Cristo ensina ao mundo qual é a Vontade de Deus, ou seja, o que é essencial para a vida do ser humano.

TESTEMUNHO – Cristo dá a sua vida pela nossa vida. Testemunha, vive tudo o que fala, e finalmente morre na cruz para nos reconciliar plenamente com Deus.

VIDA ETERNA – Ressurreição. Nos dá a razão, o sentido da fé. Garante-nos a eternidade.

Cristo mostra que todos são filhos de Deus e têm os mesmos direitos diante de Deus. Sua proposta é de fraternidade, de encontro e união entre todos. Para que isto aconteça, Ele propõe o AMOR: amor a tal ponto de amar os inimigos. Sua proposta é radical. Vai contra os valores individualistas do mundo.

A fim de que mude a situação de pecado é necessário que haja a conversão. A conversão é um “parto doído”, um sair das estruturas de pecado (do individualismo), para entrar numa nova estrutura: a comunidade do amor.

Nós já fomos perdoados por Cristo, através do seu mistério Pascal. Pelo Batismo assumimos o compromisso com Cristo: tornamo-nos cristãos. Somos herdeiros de Deus, elevados por Cristo à condição de filhos (cf. Gal 4, 1-7).

Ser cristão é reproduzir hoje a imagem de Cristo em nós. É perdoar a ponto de amar o inimigo. É anunciar ao mundo a Boa Nova que assumimos, testemunhando-a com a vida. Fazer do Evangelho, dos valores do reino a nossa conduta de vida. Viver o Evangelho no mundo de hoje como viveram as primeiras comunidades cristãs em seu tempo e em seu mundo (cf. At 2, 42 ss). Encontrar formas de mostrar ao mundo de hoje os valores nops quais nós acreditamos. Ter uma postura de vida coerente: traduzir a fé em gestos concretos, em atitude permanente. Tantas vezes temos medo de ser diferentes. Esquecemos que se é necessário conversão, temos que ser o testemunho vivo daquilo que diferencia a situação.

Ser cristão hoje, necessita “nadar contra a correnteza” que o mundo apresenta. E o próprio cristo nos alerta que o mundo nos odiará. Por isso Ele pede para vigiarmos sem cessar.

Portanto, é necessário perseverar na luta. E todos sabemos como isso é difícil. Mas o próprio Cristo nos mostra que o reino de Deus é conquistado com esta força: a força da nossa vontade, consoante com a vontade e a graça de Deus que se faz presente.

Para isso, necessitamos da oração, da leitura e reflexão da Palavra de Deus, do silêncio e da escuta, a fim de descobrirmos a Vontade de Deus que nos levará à caridade, à vivência desta proposta.

Tudo isto começa pela fé em Jesus Cristo. Como poderemos manifestar o nosso testemunho ao mundo se não estivermos convictos de que aquilo no que e em Quem acreditamos é a Verdade?

Nós afirmamos que Deus é Amor, é Vida, é Pai. Não estamos satisfeitos com a situação do mundo hodierno. Dizemos que o Evangelho é Verdade... Mas, nos perguntemos agora: quanto tempo por dia dedicamos à leitura e à meditação da Verdade – da Palavra de Deus? Como está a nossa freqüência à Eucaristia? Como tornamos presente, no cotidiano da vida, o Cristo que recebemos na Palavra e na eucaristia? Façamos um exame de consciência.

Nós, cristãos, temos as três grande virtudes: Fé, Esperança e Caridade. Estas virtudes nos identificam como cristãos. Mas, se não as vivermos, que esperança, que sinal seremos para o mundo? Não seremos sal e luz para o mundo. Como é triste um cristão sem esperanças!

Se a nossa vida no dia-a-dia, o nosso modo de ser e de viver, a partirem das menores coisas e momentos que sejam, a nossa honestidade, coerência, caridade, fidelidade, não esquentarem o coração das pessoas, não as atraírem para Deus, estamos sendo falsos cristãos, nossa vida não está sendo de acordo com a nossa fé.

Nosso momento é agora. Não importa os passos dados, mas os que estamos e estaremos dando a partir de agora.

Que São Paulo, o perseguidor que converteu-se no maior missionário e testemunho de Cristo de todos os tempos, nos sirva de modelo e inspiração em nossa vivência cristã do dia-a-dia.



Pe. Royk

Rumo ao XVI Congresso Eucarístico Nacional


Capital Federal sedia encontro durante comemoração de 50 anos de fundação da cidade



Em 2010, Brasília estará em festa. Não só pelos 50 anos de fundação da cidade, como também pelo Jubileu da Arquidiocese de Brasília e pela realização de mais um grande evento eucarístico na capital federal. O XVI Congresso Eucarístico Nacional (CEN) será realizado de 13 a 16 de maio e terá como tema Eucaristia, pão da unidade dos discípulos missionários e por lema Fica conosco, Senhor! (cf. Lc 24,29).



O Congresso Eucarístico Nacional será o ponto central das celebrações dos 50 anos da Arquidiocese de Brasília, que contarão também com uma retrospectiva histórica dos acontecimentos mais importantes da Arquidiocese como a primeira missa celebrada no marco inicial da construção da cidade em 1957 e o VIII Congresso Eucarístico Nacional, realizado em 1970.



Durante a 46ª Assembléia Geral da CNBB, realizada em abril de 2008, ao apresentar o tema e o lema do XVI Congresso Eucarístico Nacional, Dom João Braz de Aviz, Arcebispo Metropolitano de Brasília, declarou que, “para a Igreja, a realização do Congresso Eucarístico possibilita uma maior vivência da Eucaristia e é fonte inesgotável para a vida cristã, por isso deve haver um empenho para sua melhor realização”.



A programação do Congresso envolverá atividades de reflexão e estudo sobre temas atuais e relevantes para a vivência do sacramento da Eucaristia, celebrações eucarísticas, adoração ao Santíssimo Sacramento e atividades culturais. Para essa autêntica festa, toda a Igreja é convocada, e o evento deverá contar com a presença de cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos, diáconos permanentes, membros de institutos de vida consagrada, leigos e representantes de todas as dioceses do País.



O Congresso será antecedido pela realização da 48ª Assembléia Geral da CNBB, cuja missa de abertura, em 3 de maio de 2010, fará memória da Primeira Missa em Brasília, na Praça do Cruzeiro.



A Arquidiocese de Brasília, responsável pela organização do XVI CEN, vem trabalhando com empenho para providenciar toda a estrutura necessária ao Congresso. Já foram constituídas a Comissão Central e as Comissões Executivas, que trabalham em conjunto com diversos voluntários para a realização deste momento dedicado à celebração do grande dom da Sagrada Eucaristia.



Segundo Dom João Braz, “em nossos trabalhos queremos formar um corpo unido, onde cada parte desse, cada membro, e cada comissão, sejam um corpo vivo, um corpo que faz um trabalho unido a todos os outros. O Congresso Eucarístico deve ser a expressão de um trabalho de comunhão, que tem sua fonte na eucaristia”.

Papa Bento XVI fala sobre o XVI CEN


Saiba o que disse o santo padre em seu discurso às autoridades eclesiais da Conferência Nacional dos bispos do Brasil



O Santo padre, o Papa Bento XVI, falou hoje, do XVI Congresso Eucarístico Nacional que acontecerá em Brasília, entre 13 a 16 de maio.



Em discurso aos prelados da conferência Nacional dos bispos do Brasil, o Papa Bento XVI disse:



"Fica conosco, Senhor!» (cf. Lc 24, 29): estão rezando os filhos e filhas do Brasil a caminho do XVI Congresso Eucarístico Nacional, daqui a um mês em Brasília, que deste modo verá o jubileu áureo da sua fundação enriquecido com o “ouro” da eternidade presente no tempo: Jesus Eucaristia. Que Ele seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total. Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado!"

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORTE II) , 15.04.2010

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORTE II)

Alle ore 12.15 di questa mattina, il Santo Padre Benedetto XVI incontra gli Ecc.mi Presuli della Conferenza Episcopale del Brasile (Regione NORTE II), ricevuti in questi giorni, in separate udienze, in occasione della Visita "ad Limina Apostolorum", e rivolge loro il discorso che pubblichiamo di seguito:


DISCORSO DEL SANTO PADRE

Amados Irmãos no Episcopado,

A vossa visita ad Limina tem lugar no clima de louvor e júbilo pascal que envolve a Igreja inteira, adornada com os fulgores da luz de Cristo Ressuscitado. Nele, a humanidade ultrapassou a morte e completou a última etapa do seu crescimento penetrando nos Céus (cf. Ef 2, 6). Agora Jesus pode livremente retornar sobre os seus passos e encontrar-Se como, quando e onde quiser com seus irmãos. Em seu nome, apraz-me acolher-vos, devotados pastores da Igreja de Deus peregrina no Regional Norte 2 do Brasil, com a saudação feita pelo Senhor quando se apresentou vivo aos Apóstolos e companheiros: «A paz esteja convosco» (Lc 24,36).

A vossa presença aqui tem um sabor familiar, parecendo reproduzir o final da história dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 33-35): viestes narrar o que se passou no caminho feito com Jesus pelas vossas dioceses disseminadas na imensidão da região amazônica, com as suas paróquias e outras realidades que as compõe como os movimentos e novas comunidades e as comunidades eclesiais de base em comunhão com o seu bispo (cf. Documento de Aparecida, 179). Nada poderia alegrar-me mais do que saber-vos em Cristo e com Cristo, como testemunham os relatórios diocesanos que me enviastes e que vos agradeço. Reconhecido estou de modo particular a Dom Jesus Maria pelas palavras que acaba de me dirigir em nome vosso e do povo de Deus a vós confiado, sublinhando a sua fidelidade e adesão a Pedro. No regresso, assegurai-o da minha gratidão por tais sentimentos e da minha Bênção, acrescentando: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão» (Lc 24,34).

Nesta aparição, palavras - se as houve - diluíram-se na surpresa de ver o Mestre redivivo, cuja presença diz tudo: Estive morto, mas agora vivo e vós vivereis por Mim (cf. Ap 1,18). E, por estar vivo e ressuscitado, Cristo pode tornar-Se «pão vivo» (Jo 6, 51) para a humanidade. Por isso sinto que o centro e a fonte permanente do ministério petrino estão na Eucaristia, coração da vida cristã, fonte e vértice da missão evangelizadora da Igreja. Podeis assim compreender a preocupação do Sucessor de Pedro por tudo o que possa ofuscar o ponto mais original da fé católica: hoje Jesus Cristo continua vivo e realmente presente na hóstia e no cálice consagrados.

Uma menor atenção que por vezes é prestada ao culto do Santíssimo Sacramento é indício e causa de escurecimento do sentido cristão do mistério, como sucede quando na Santa Missa já não aparece como proeminente e operante Jesus, mas uma comunidade atarefada com muitas coisas em vez de estar recolhida e deixar-se atrair para o Único necessário: o seu Senhor. Ora, a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber… É óbvio que, neste caso, receber não significa ficar passivo ou desinteressar-se do que lá acontece, mas cooperar – porque tornados capazes de o fazer pela graça de Deus – segundo «a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos» (Const. Sacrosanctum Concilium, 2). Se na liturgia não emergisse a figura de Cristo, que está no seu princípio e está realmente presente para a tornar válida, já não teríamos a liturgia cristã, toda dependente do Senhor e toda suspensa da sua presença criadora.

Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa (cf. Redemptionis Sacramentum, 79)! O mistério eucarístico é um «dom demasiado grande – escrevia o meu venerável predecessor o Papa João Paulo II – para suportar ambigüidades e reduções», particularmente quando, «despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa» (Enc. Ecclesia de Eucharistia, 10). Subjacente a várias das motivações aduzidas, está uma mentalidade incapaz de aceitar a possibilidade duma real intervenção divina neste mundo em socorro do homem. Este, porém, «descobre-se incapaz de repelir por si mesmo as arremetidas do inimigo: cada um sente-se como que preso com cadeias» (Const. Gaudium et spes, 13). A confissão duma intervenção redentora de Deus para mudar esta situação de alienação e de pecado é vista por quantos partilham a visão deísta como integralista, e o mesmo juízo é feito a propósito de um sinal sacramental que torna presente o sacrifício redentor. Mais aceitável, a seus olhos, seria a celebração de um sinal que corresponda a um vago sentimento de comunidade.

Mas o culto não pode nascer da nossa fantasia; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação. A verdadeira liturgia supõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-Lo. «A Igreja pode celebrar e adorar o mistério de Cristo presente na Eucaristia, precisamente porque o próprio Cristo Se deu primeiro a ela no sacrifício da Cruz» (Exort. ap. Sacramentum caritatis, 14). A Igreja vive desta presença e tem como razão de ser e existir ampliar esta presença ao mundo inteiro.

«Fica conosco, Senhor!» (cf. Lc 24, 29): estão rezando os filhos e filhas do Brasil a caminho do XVI Congresso Eucarístico Nacional, daqui a um mês em Brasília, que deste modo verá o jubileu áureo da sua fundação enriquecido com o "ouro" da eternidade presente no tempo: Jesus Eucaristia. Que Ele seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total. Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado! Hoje e aqui, tudo isto desejo à esperançosa parcela deste Corpo que é o Regional Norte 2, ao conceder a cada um de vós, extensiva a quantos convosco colaboram e a todos os fiéis cristãos, a Bênção Apostólica.

[00519-06.01] [Texto original: Português]

[B0221-XX.01]

A Vocação Sacerdotal


A vocação sacerdotal
A vocação sacerdotal é algo que não se pode explicar e nem se compreender totalmente, pois é um mistério de Deus na vida daqueles que são chamados e escolhidos á serem ministro de deus no sacerdócio de Jesus Cristo foi o próprio Jesus quem instituiu tão sublime ministério (na ultima ceia) e dando a seus apóstolos total autoridade em celebrar os mistérios de seu corpo e de seu sangue. Algumas pessoas perguntam: como é que surge a vocação ao sacerdócio? Mas é algo que não dá pra explicar, só pode-se dizer que é um chamado que Jesus fez. Outras pessoas perguntam: porque você escolheu este caminho? Mas não se escolhe ser sacerdote, mas sim Jesus, Ele mesmo diz: “Não fostes vos que me escolhestes, mas fui eu que te escolhi, e te destinei para ir a dar frutos, e para que o vosso fruto permaneça.” ( Jo, 15,16). O mesmo Jesus que chamou Pedro e seu irmão André, Tiago e João à beira do mar da Galiléia, continua chamando hoje jovens a deixarem tudo para segui-lo e trabalhar na vinha do Senhor. O chamado do Senhor vem como uma brasa no coração, que só como o passar do tempo se pode perceber que é a voz de Deus dizendo: vem filho meu, preciso de ti para trabalhar na minha messe e salvar almas, pois ela é grande e poucos são os operários. Podemos resumir a vida sacerdotal em duas palavras: AMOR e RENUNCIA. Pois pra se tornar sacerdote do Senhor e necessário amar Cristo e nossos irmãos, e renunciar a tudo e a si próprio. Que todos os chamados e escolhidos dê o seu sim como fez Maria, a Mãe e Mestra das vocações. “Pela ordenação sacerdotal, o ordenado se torna como criança que se joga com toda a confiança nos braços do Pai ainda que não o veja. Acredita e confia nele porque Jesus disse: Não tenhas medo.” (Cf. A ordem sacerdotal- Pe. Erneste N. Roman).
Fonte: V M

2010/04/20

Congresso Eucarístico Nacional tem tudo a ver com os 50 anos de Brasília, diz dom João Braz de Aviz


“O 16° Congresso Eucarístico Nacional será um momento de celebrar o jubileu da arquidiocese juntamente com os 50 anos da cidade de Brasília, porque a história dessa capital tem tudo a ver com a história do nascimento da Igreja particular de Brasília”. A afirmação é do arcebispo de Brasília, dom João Braz de Aviz, durante a coletiva de imprensa que aconteceu na tarde desta terça-feira, 13, na cúria metropolitana.

Dom João comentou que foi secretário do 13º Congresso Eucarístico de Vitória (ES) e que o acontecimento mudou a cara da cidade durante a semana do evento. Ele destacou que sua pretensão, desde que chegou a Brasília, em 2004, é fazer um Congresso que marque também os 50 anos da capital. “Eu pensei para o aniversário de 50 anos de Brasília um acontecimento religioso que marcasse a cidade da mesma forma que o 13º Congresso mudou a cara de Vitória. Até mesmo o prefeito da cidade na época, hoje governador do estado, afirmou que o município viveu um ‘estado de graça’ nos dias do CEN. Impressionou a quantidade de violência que diminui em Vitória durante o evento”.

O arcebispo também falou sobre a programação do CEN. “A Esplanada dos Ministérios”, disse ele, “será um dos centros do evento ao longo dos dias 13 e 16 de maio”. O altar-monumento, com 23 metros de altura e 150 de largura, construído em frente ao Congresso Nacional, já está quase pronto para receber cerca de 300 bispos e 2 mil sacerdotes durante as celebrações. “Ali vamos realizar grandes celebrações eucarísticas e momentos de reuniões. Contamos com a participação de 300 mil pessoas ao longo do Congresso”, antecipou o arcebispo.

Para dom João, os 50 anos da capital brasileira representa muito também na vida da Igreja. Ele relembrou um pouco dessa história e ligação da Igreja com a nova capital, logo quando foi anunciada a construção de Brasília. “Celebrar o Congresso Eucarístico Nacional em Brasília no aniversário de 50 anos da capital é muito importante porque Brasília vai ser também a capital nacional da eucaristia e isso relembra grandes acontecimentos, pois nossa Igreja particular não existiria sem a capital e essa visão nós trazemos para o Congresso. É importante ressaltar também que a cidade, desde seu nascimento, teve um rosto voltado para a Igreja, algo importante que o Congresso irá resgatar com exposições, fotografias históricas”, disse dom João.

Outro ponto destacado pelo arcebispo é a participação do enviado da Santa Sé ao Congresso, o cardeal prefeito da Congregação para o Clero, dom Claudio Hummes. Ele vai participar de seis atividades durante o evento. Sobre a participação de outros bispos, dom João disse que a maioria, cerca de 300 a 350 bispos, deverá participar do Congresso, isso porque a 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil vai acontecer entre os dias 4 e 10 de maio, em Brasília, possibilitando assim a participação dos prelados no 16º CEN.

Simpósio de Teologia e Bioética

Nos dois primeiros dias, o Centro de Convenções Ulisses Guimarães receberá os simpósios de Teologia e Bioética. Os eventos terão como foco o tema “Pão da Unidade dos Discípulos Missionários” e o lema “Fica conosco, Senhor!”. Segundo dom João, os dois simpósios trarão para o Congresso temas ligados ao atual cenário político e social brasileiro, bem como a concepção da vida até a morte natural.

Fonte: Site CNBB

VOCAÇÃO: Chamamento de Deus


Padre Inácio José do Vale, OSBM

“O Senhor concedeu a uns para ser apóstolos, a outros profetas, a outros evangelistas, a outros pastores e mestres, para aperfeiçoar os santos em vista do ministério, para a edificação do Corpo de Cristo” (Ef 4, 11.12).

A palavra vocação vem do latim vocare, que quer dizer: convocar, chamar, escolher. Em geral é o chamado feito por Deus a determinada alma. Desde que a vida está sob a providência de Deus, as circunstancias da vida estão em funcionamento da vocação de cada um (1 Cor 7,20).

Em sentido teológico, vocação significa o chamamento de Deus a uma alma determinada para a vida religiosa ou ao sacerdócio.

Consiste nos três seguintes elementos;

1. Aptidão física, moral e intelectual para a vida escolhida, isto é, a pessoa deve ter saúde, estabilidade moral e inteligência suficiente para levar a vida que deseja abraçar.

2. Reta intenção, isto é, o desejo de abraçar a vida religiosa ou o sacerdócio, baseado em motivo reto e bom, que poderá ser, por exemplo, servir a Deus, salvar a própria alma mais seguramente, ajudar na salvação dos outros, etc.

3. Aceitação do candidato pela comunidade religiosa ou pelo bispo. Estes três elementos constituem a vocação divina. Como todos três dependem da providência de Deus, a vocação pode-se dizer “chamamento de Deus”.

O despertar vocacional é um caminho lindo que precisamos trilhar a fim de levar uma vida feliz. Este caminho é composto por algumas fases, com assinalamos a seguir.

ESCUTAR

É preciso estar atento à voz de Jesus Cristo que fala de diversos modos. Pode ser durante uma missa, através da homilia; numa palavra proclamada que salta ao coração; ao ler a Bíblia antes de ir dormir.

Jesus é capaz de falar coração de maneira inesperada. Mas escutar o que ele fala não é tudo, é preciso responder Àquele que fala, ou seja, participar ativamente do despertar vocacional.

PARTICIPAR

Somente quem é que da chance a si mesmo de despertar a própria vocação. Portanto, é preciso participar ativamente no processo do discernimento vocacional. Essa atitude ajuda a descobrir a vida plena. Vale a pena fazer este caminho.

PERSEVERAR

Jesus Cristo não se cansa de chamar. Em sua Igreja sempre há lugar para servir. Aquele que escutar a voz do Senhor precisa manter viva esta chama interior. Não deixar que outras vozes ocupem o lugar da voz de Jesus. Para isso existem meios concretos. Por exemplo, se inserir numa das diversas pastorais da Igreja.

OBSERVAR

Olhando com amor para a história de vida, procurar descobrir os momentos onde Jesus falou ao coração de modo mais intenso. Este auto-conhecimento é indispensável no processo de discernimento vocacional. Tal dinâmica nunca acontece num “mundinho” fechado, ao invés, ela se dá em diversos níveis de convivência: familiar, escolar, comunidade paroquial, grupo de amigos, local de trabalho etc. Jesus fala através das pessoas que estão ao nosso lado.

ORAR

Finalmente, o processo de discernimento vocacional não pode ser feito sem oração. A oração é um meio privilegiado de crescimento espiritual que nos proporciona intimidade maior com Jesus e desperta a sensibilidade do coração para as necessidades dos que sofrem. A oração perseverante leva a uma sintonia com os sentimentos mais íntimos e conseqüentemente com o apelo de Jesus. Mas como se aprende a orar? Orar se aprende orando. Ainda que às vezes o cansaço ou uma secura interior dê a impressão de que Jesus esta distante, não desistas da oração. Jesus esta ao seu lado, ou melhor, em seu interior. Basta silenciar o coração e deixar que ele fale: “Vem, segue-me e ide” (Mt 4, 19.20;28,19), “VEM, SEGUE-ME E IDE”, é o lema de Cristo para radicalidade do apostolado do Reino de Deus. “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus” (Lc 9,62). “Sê fiel até à morte, e eu te darei a coroa de vida” (Ap 2,10).

CONCLUSÃO

Neste momento devemos estar nos perguntando: “O que é vocação? Qual o sentido verdadeiro?” E chegamos a uma resposta: Vocação é um chamado de Deus, para exercermos uma determinada missão em nossa vida e caminhada, trabalhando com o que fomos escolhidos a realizar.

A vocação é o despertar em nosso intimo o amor pelo que fazemos pelo que assumimos verdadeiramente com servos que somos do bom Deus.

Em ‘Caminho de Perfeição’, escreve Santa Teresa de Ávila para as monjas descalças de Nossa Senhora do Carmo: “Ó irmãs, entendei, por amor de Deus a grande graça que o Senhor concedeu às que trouxe para cá, e que cada uma pense nisso profundamente consigo mesma: sendo apenas doze, quis Sua Majestade que cada uma de vós fosse uma delas”.

É o bom Deus que nos escolhe por amor a uma santa vocação. E nós respondemos pela graça de Cristo.

O bom Deus desperta em você o chamado vocacional e espera que você atenda o Seu chamado amorosamente. E tudo para o Senhor Deus acontece com total liberdade. “Onde se acha o Espírito do Senhor ai está á liberdade” (2 Cor 3,17).

Deixe-mo-nos amar pelo bom Deus nos mais profundo ser da nossa vocação. Esse amor a nossa chamada é de eterna graça e alegria.

A vocação é uma santa missão para a nossa feliz realização, para transformar vidas e para glória da Santíssima Trindade.

Pe. Inácio José do Vale

Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo

Professor de História da Igreja

Pregador de Retiros Espirituais

Email: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

Fonte

Divina Misericórdia, novembro de 2009, p.5.

Obras Completas, Teresa de Jesus.

São Paulo: Edições Carmelitanas e Loyola, 1995, p.326.

2010/04/18

O que é Vocação?


O que é Vocação?
06-Ago-2008
De acordo com o dicionário da língua portuguesa, Vocação significa “Talento”. Para nós cristão, o significado de vocação vai bem mais além do que um simples talento. Em nossa enquete passada, com a pergunta: “O que você entende por Vocação?”, a maioria respondeu perfeitamente que “Vocação é um chamado de Deus para um caminho religioso, que é atribuído para desempenhar funções em nossa missão para a construção do seu Reino".

Vocação é um dom que recebemos de Deus para bem realizarmos nosso papel na evangelização de seus filhos, a cada um é dado um dom. Deus nos deixou 07 Dons: Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor a Deus.

São Paulo, em sua carta aos Coríntios, cita alguns dos carismas que são provenientes dos Dons: “A cada um é dada à manifestação do Espírito para proveito comum. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito; a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito; a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz.” (I Cor 12,7-11).

Todos nós nascemos com uma vocação, Deus nos dá a vocação de acordo com a nossa necessidade. Você deve estar se perguntando: “Sim, ele falou, falou, mas não disse qual é a minha vocação?”. Nossa vocação é revelada através do Espírito Santo. “Sim, certo, mas como o Espírito Santo irá revelar a minha vocação?”. É bem simples, através da oração, do jejum, do anúncio do Evangelho, da Sagrada Eucaristia e, principalmente, através do Sacramento do Crisma . E através do Espírito Santo, somos capacitados para com nossa vocação seguir nossa missão, como construtores do reino de Deus.

“O Batismo , a Crisma e a Eucaristia são os Sacramentos da iniciação cristã, por isso, são a base da vocação comum de todos os discípulos de cristo, vocação à santidade e à missão de evangelizar o mundo. Conferem as graças necessárias à vida segundo o Espírito nesta vida de peregrinos a caminho da Pátria” (CIC 1533).

Tipos de vocação de acordo com o CIC:

■Vocação da Humanidade: consiste em manifestar a imagem de Deus e ser transformada à imagem do Filho único do Pai. Esta vocação implica uma dimensão pessoal, pois um é chamado a entrar na bem-aventurança divina, mas concerne também ao conjunto da comunidade humana.
■Vocação dos Leigos: é especifico dos leigos, por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus.
■Vocação para a Castidade: castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A virtude da Castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação.
■Vocação para o Amor: Deus, que criou o homem por amor, também o chamou para o amor, vocação fundamental e inata de todo ser humano. Pois o homem foi criado á imagem e semelhança de Deus, que é Amor. Tendo-os Deus criado homem e mulher, seu amor mútuo se torna uma imagem do amor absoluto e infalível de Deus pelo homem.
■Vocação para o Apostolado: toda a Igreja é apostólica na medida em que, por meio dos sucessores de S. Pedro e dos apóstolos, permanece em comunhão de fé e de vida com sua origem. Toda a Igreja é apostólica na medida em que é ‘enviada’ ao mundo inteiro; todos os membros da Igreja, ainda que de formas diversas, participam deste envio. “A vocação cristão é também por natureza vocação ao apostolado”. Denomina-se “apostolado” “toda a atividade do Corpo Místico” que tende a “estender o reino de Cristo a toda a terra”.
■Vocação ao Casamento: a intima comunhão de vida e de amor conjugal que o Criador fundou e dotou com suas leis é instaurada pelo pacto conjugal, ou seja, pelo consentimento pessoal irrevogável. A vocação para o Matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme sairão da mão do Criador. “A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar”. “Esse amor é bom, muito bom, aos olhos do Criador, que é amor” (I Jo 4,8.16). E esse amor abençoado por Deus é destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum de preservação da criação: “Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”. (Gn 1,28).
■Vocação Sacerdotal: os que recebem o sacramento da Ordem são consagrados para ser, em nome de Cristo, “pela palavra e pela graça de Deus, os pastores da Igreja”. Por sua vez, “os esposos cristãos, para cumprir dignamente os deveres de seu estado, são fortalecidos e como que consagrados por um sacramento especial”. A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portanto, o sacramento do ministério apostólico.
E não podemos falar de vocação sem falar da vocação de Maria. Para ser a Mãe do Salvador, Maria “foi enriquecida por Deus com dons dignos para tamanha função”. No momento da Anunciação, o anjo Gabriel a saúda como “cheia de graça”. Efetivamente, para poder dar o assentimento livre de sua fé ao anúncio de sua vocação era preciso que ela estivesse totalmente sob moção da graça de Deus. E se tornou o modelo de vocação perfeita, através da unção do Espírito Santo.



Oração pelas Vocações

Senhor da Messe, Pastor do Rebanho,
Faz ressoar em nossos ouvidos
Teu forte e suave convite:
"Vem e segue-me!"
Derrama sobre nós o Teu Espírito,
Que Ele nos dê sabedoria
Para ver o caminho,
E generosidade para seguir Tua voz!

Senhor, que a messe não se perca
Por falta de operários!
Desperta nossas comunidades para a Missão!
Ensina nossa vida a ser serviço!
Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino
Na vida consagrada e religiosa!

Senhor, que o Rebanho não pereça
Por falta de Pastores!
Sustenta a fidelidade de nossos bispos,
Padres, diáconos e ministros!
Dá perseverança a nossos seminaristas!
Desperta o coração de nossos jovens
Para o ministério pastoral em Tua Igreja!

Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
Chama-nos para o serviço de teu povo.
Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho,
Ajuda-nos a responder: "SIM". - Amém.



Projeto de Evangelização Anjos de Jesus
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Amar a Deus sobre todas as Coisas




Amar a Deus sobre todas as coisas, servir a Deus e servir com gratidão as suas perfeições.

Nós, cristãos somos cumulados de bênçãos e alegrias, principalmente por sermos amados por Deus que esta sempre acima de tudo e sobre os nossos corações. Quando tomamos posse da graça de Deus as coisas vão sendo clareadas a nossa volta e nos alegramos por estarmos sobre a proteção do Altíssimo.

Paz e Bem

2010/04/10


Permalink: http://www.zenit.org/article-22362?l=portuguese

Bento XVI: Maria e o sacerdócio


Audiência geral em Castel Gandolfo




CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 12 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Na manhã de hoje, Bento XVI falou aos peregrinos do balcão do pátio interno do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, na audiência geral de quarta-feira.

Após a audiência, cantou-se o Pater Noster e foi dada a Bênção Apostólica. Em seguida, o Papa foi ao balcão do pátio exterior do Palácio Apostólico, para saudar e abençoar outro grande grupo de fiéis.

Publicamos as palavras do Santo Padre na audiência.

* * *

Queridos irmãos e irmãs,

é iminente a celebração da Solenidade da Assunção da Virgem Maria, no sábado, e nós estamos no contexto do Ano Sacerdotal; então eu gostaria de falar sobre a relação entre Maria e o sacerdócio. É uma relação profundamente enraizada no mistério da Encarnação. Quando Deus decidiu tornar-se homem no seu Filho, ele precisava do "sim" de uma criatura livre. Deus não age contra nossa liberdade. E sucede uma coisa verdadeiramente extraordinária: Deus se faz dependente da liberdade, do "sim" de uma criatura, espera este "sim". São Bernardo de Claraval, em uma de suas homilias, explicou de modo comovente este momento decisivo da história universal, onde o céu, a terra e o próprio Deus esperam a palavra desta criatura.

O "sim" de Maria é a porta através da qual Deus é capaz de entrar no mundo, fazer-se homem. Então Maria é verdadeira e profundamente envolvida no mistério da Encarnação, de nossa salvação. E a Encarnação, o fazer-se homem do Filho, foi concebida a partir da doação de si; o doar-se com muito amor na Cruz, para tornar-se pão para a vida do mundo. Assim, sacrifício, sacerdócio e a Encarnação caminham juntos, e Maria está no centro deste mistério.

Voltemo-nos agora para a Cruz. Jesus, antes de morrer, vê sob a Cruz a Mãe, e vê o filho amado, e este filho amado é certamente uma pessoa, alguém muito importante, mas é mais: é um exemplo, uma prefiguração de todos os discípulos amados, de todas as pessoas chamadas pelo Senhor para ser "discípulo amado" e, consequentemente, de maneira particular os sacerdotes. Jesus diz a Maria: "Mãe, eis o teu filho" (Jo 19, 26). É uma espécie de testamento: confia à mãe a guarda do filho, o discípulo. Mas também diz ao discípulo: "Eis a tua mãe" (Jo 19, 27). O Evangelho nos diz que, a partir desse momento, São João, o filho amado, levou a mãe Maria “para a sua casa”. Assim é na tradução italiana, mas o texto grego é muito mais profundo, muito mais rico. Podemos traduzir: levar Maria no íntimo de sua vida, de seu ser, eis tà ìdia, na profundidade do seu ser. Levar consigo Maria significa introduzi-la na dinâmica completa da própria existência –não é algo exterior– e em tudo o que constitui o horizonte de seu apostolado. Assim se compreende portanto como a peculiar relação de maternidade existente entre Maria e os sacerdotes constitui a fonte primária, a razão fundamental da predileção que ela tem por cada um deles. Maria os prefere, de fato, por duas razões: porque eles são mais parecidos com Jesus, amor supremo de seu coração, e também porque, como Ele, estão envolvidos na missão de proclamar, testemunhar e dar Cristo ao mundo. Pela própria identificação e conformação sacramental a Jesus, Filho de Deus e Filho de Maria, cada sacerdote pode e deve sentir-se realmente filho amado desta suprema e humilde Mãe.

O Concílio Vaticano II convida os sacerdotes a olhar para Maria como o modelo perfeito da própria existência, invocando-a como "Mãe do sumo e eterno Sacerdote, como rainha dos Apóstolos, auxílio do seu ministério". E os padres –prossegue o Concílio– "devem amá-la e venerá-la com devoção e culto filial” (cfr. Presbyterorum ordinis, 18). O Santo Cura d'Ars, em quem pensamos em particular neste ano, gostava de repetir: "Jesus Cristo, depois de ter-nos dado tudo que podia dar, quer ainda tonar-nos herdeiros daquilo que ele tinha de mais precioso, sua Santa Mãe" (B. Nodet, Il pensiero e l’anima del Curato d’Ars, Torino 1967, p. 305). Isso vale para cada cristão, para todos nós, mas de modo especial para os sacerdotes. Queridos irmãos e irmãs, rezemos para que Maria volte-se para todos os sacerdotes, em todos os problemas do mundo de hoje, conforme à imagem de Seu Filho Jesus, dispensadores do inestimável tesouro de seu amor de Bom Pastor. Maria, Mãe dos sacerdotes, rogai por nós!

[Traduzido do italiano por Alexandre Ribeiro]

© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana

Ser Luz de Deus no chamado


Quando o senhor nos chama pelo nome, Ele nos convida a ser-mos um assim como Ele é com o Pai.

No Chamado somos convocados a por a mão no arado e não olhar mais para traz.

Somos chamados a ser LUZ do Mundo. Mostrar aos irmãos o quanto Deus os ama e o quanto Deus os quer no caminho. No caminho da Salvação e do Perdão, no caminho que os conduza com fé e sabedoria rumo a garça almejada por todos os que se dizem amar a Deus acima de todas as coisas.

Por amor a Cristo devemos abrir mão dos nossos sonhos, porque Jesus é o nosso próprio desejo, Ele nos alimenta de paz, alegrias e felicidades.

Quando nos aproximamos de Deus, Ele se deixa aproximar de Nós com amor e por amor.

Assim nos tornamos um na Eucaristia com o Sagrado que se Fez homem e padeceu pelos nossos pecados para também se mostra como LUZ.

Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida.

Ronaldo Alves

Clamor a Deus e a Sua Santa Misericórdia por minha Vocação.

Clamor a Deus e a Sua Santa Misericórdia por minha Vocação.



O que queres de mim, Senhor?
O que queres da minha vida?
Qual é o caminho que eu tenho que seguir?
Qual é o meu chamado, a minha missão em Ti?
O que queres da minha casa?
Em que sonhos podemos investir?
Qual é a história que tu queres escrever pra mim?
Pra que essa geração te ouça
E também responda “eis-me aqui...”
Toca em minha vida, toca em minhas mãos
Toca em meus lábios, Senhor
Toca em minha casa
Com a Tua brasa de fogo purificador
Toca em meus olhos, toca em meus ouvidos
Toca em cada sentido meu
Pra que as famílias troquem o pecado
Pela santidade de Deus
Toca em minha vida, toca em minha casa
Toca em Tua igreja com a tua brasa
Toca em minha vida, toca em minha casa
Toca em Teus filhos, Senhor, com o Teu amor.

Passa a frente Senhor, com Teu Poder
Que ao invez de ser Condenado
Alguem possa me amar
Para que assim eu possa também amar aos Seus.
Em tuas Mãos Senhor eu coloco
A minha Vocação, meu coração
MEU SIM.
Eu quero ser, um simples Servo
Em Nome dos que a Ti confiam
Eu coloco sobre a vossa Orla o meu SIM.
Coloco os meus desejos
As minhas Vontades
A minha história
O meu SIM.

Que a Igreja, Senhor, possa olhar para mim
Não com indiferença e sim
Com amor de Mãe para com filho
Os tempos são remotos
Os perseguidores estão tentando destruir
A nossa fé.

Mas, eu tenho fé
Eu acredito
No que prometestes a todos os que o Encontrou
Farei de Ti, Pescadores de Almas.
EIS-ME AQUI SENHOR.





Ronaldo Alves

2009/09/28

Sacerdote: chamado, consagrado e enviado


Sacerdote: chamado, consagrado e enviado
16/09/2009 por Everth Queiroz Oliveira
[Aproveitando o contexto do Ano Sacerdotal publico aqui as palavras do Santo Papa João Paulo II em sua viagem ao Brasil no ano de 1980 durante uma missa na cidade maravilhosa. Ele fala sobre três aspectos importantes do sacerdócio: que ele é um ministério que reflete o chamado de Deus, a consagração do sacerdote e o seu envio missionário. São reflexões importantes sobre o sacerdócio: dica para os sacerdotes nesse ano dedicado especialmente a eles. Que Deus se digne conceder ao clero católico no mundo inteiro uma conversão frutuosa, que seja fonte de crescimento espiritual para o povo de Deus. Boa leitura!]

Trecho da homilia do Papa João Paulo II em Viagem Apostólica ao Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, em 1980
Fonte: Vaticano
(…)
2. “Quem sou eu? Que se requer de mim? Qual é a minha identidade?”. É esta a pergunta ansiosa que mais frequentemente se põe hoje o sacerdote, certamente não a salvo dos contra choques da crise de transformação que abala o mundo.
Vós, caríssimos filhos, não sentis certamente a necessidade de fazer-vos estas perguntas. A luz que hoje vos invade vos dá uma certeza quase sensível daquilo que sois, daquilo a que fostes chamados. Mas pode acontecer que encontreis, amanhã, irmãos no sacerdócio, que, em meio à incerteza, se interrogam sobre a própria identidade. Pode acontecer que, adormecido e distante o primeiro fervor, chegueis também vós, um dia, a vos interrogar. Por isso, eu gostaria de propor-vos algumas reflexões sobre a verdadeira fisionomia do sacerdote, que servissem de poderoso auxílio para a vossa fidelidade sacerdotal.
Não é decerto nas ciências do comportamento inumano, nem nas estatísticas sócio-religiosas que procuraremos a nossa resposta, mas sim, em Cristo, na Fé. Interrogaremos humildemente o Divino Mestre e perguntaremos a Ele quem somos nós, como Ele quer que sejamos, qual é, diante d’Ele, a nossa verdadeira identidade.
3. Uma primeira resposta nos é dada imediatamente: somos chamados. A história do nosso sacerdócio começa por um chamamento divino, como aconteceu com os Apóstolos. Na escolha deles, é manifesta a intenção de Jesus. É Ele quem toma a iniciativa. Ele mesmo o fará notar: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15, 16). As cenas simples e enternecedoras que nos apresentam o chamado de cada discípulo revelam a atuação precisa de escolhas determinadas (cf. Lc 6, 13), sobre as quais é útil meditar.
Quem escolhe Ele? Não parece que Ele considere a classe social dos seus eleitos (cf. Mt 8, 19-22), nem que conte com entusiasmos superficiais. Uma coisa é certa: somos chamados por Cristo, por Deus. O que quer dizer, somos amados por Cristo, amados por Deus. Pensamos nisto bastante? Na realidade, a vocação ao sacerdócio é um sinal de predileção da parte d’Aquele que, escolhendo-vos entre tantos irmãos, vos chamou a participar, de um modo todo especial, da sua amizade: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que fez o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai” (Jo 15, 15). O nosso chamamento ao Sacerdócio, assinalando o momento mais alto no uso da nossa liberdade, provocou a grande e irrevogável opção da nossa vida e, portento, a página mais bela na história da nossa experiência inumana. Nossa felicidade consiste em não depreciá-la jamais!
4. Com o rito da Sagrada Ordenação sereis introduzidos, filhos caríssimos, em um novo gênero de vida, que vos separa de tudo e vos une a Cristo com um vínculo original, inefável, irreversível. Assim, a vossa identidade se enriquece com uma outra nota: sois consagrados.
Esta missão do Sacerdócio não é um simples título jurídico. Não consiste apenas num serviço eclesial prestado à comunidade, delegado por ela, e por isso revogável pela mesma comunidade ou renunciável por livre escolha do “funcionário”. Trata-se, ao contrário, de uma real e íntima transformação por que passou o vosso organismo sobrenatural por obra de um “sinete” divino, o “caráter”, que vos inabilita a agir “in persona Christi” (nas vezes de Cristo), e por isso vos qualifica em relação a Ele como instrumentos vivos da sua ação.
Compreendeis agora como o sacerdote se torna um “segregatus in Evangelium Dei” (escolhido para anunciar o Evangelho de Deus) (cf. Rm 1,1), não pertence mais ao mundo, mas se acha doravante num estado de exclusiva propriedade do Senhor. O caráter sagrado o atinge em tal profundidade que orienta integralmente todo o seu ser e o seu agir para uma destinação sacerdotal. De modo que não resta nele mais nada de que possa dispor como se não fosse sacerdote, ou, menos ainda, como se estivesse em contraste com tal dignidade. Ainda quando realiza ações que, por sua natureza são de ordem temporal, o sacerdote é sempre o ministro de Deus. Nele, tudo, mesmo o profano, deve tornar-se “sacerdotalizado”, como em Jesus, que sempre foi sacerdote, sempre agiu como sacerdote, em todas as manifestações de sua vida.
Jesus nos identifica de tal modo consigo no exercício dos poderes que nos conferiu, que a nossa personalidade como que desaparece diante da sua, já que é Ele quem age por meio de nós. “Pelo Sacramento da Ordem disse alguém com justeza, o sacerdote se torna efetivamente idôneo a emprestar a Jesus nosso Senhor a voz, as mãos e todo o seu ser. É Jesus quem, na Santa Missa, com as palavras da consagração, muda a substância do pão e do vinho na do seu corpo e do seu sangue” (cf. I. Escrivà de Balaguer, Sacerdote per l’eternità, Milano 1975, p. 30). E podemos continuar. É o próprio Jesus quem, no Sacramento da Penitência, pronuncia a palavra autorizada e paterna: “Os teus pecados te são perdoados” (Mt 9, 2; Lc 5, 20; 7, 48; cf. Jo 20, 23). É Ele quem fala quando o sacerdote, exercendo o seu ministério em nome e no espírito da Igreja, enuncia a palavra de Deus. É o próprio Cristo quem tem cuidado dos enfermos, das crianças e dos pecadores, quando os envolve o amor e a solicitude pastoral dos ministros sagrados.
Como vedes, encontramo-nos aqui nas culminâncias do sacerdócio de Cristo, do qual nós somos partícipes, e que fazia o autor da Carta aos Hebreus exclamar: “… grandis sermo et ininterpretabilis ad dicendum” (teríamos muitas coisas a dizer sobre isso, e coisas difíceis de explicar) (Hb 5, 11).
A expressão “Sacerdos alter Christus” (o Sacerdote é um outro Cristo), criada pela intuição do povo cristão, não é um simples modo de dizer, uma metáfora, mas sim, uma maravilhosa, surpreendente e consoladora realidade.
5. Este dom do Sacerdócio, lembrai-vos sempre disto, é um prodígio que foi realizado em vós mas não para vós. Ele o foi para a Igreja, o que quer dizer, para o mundo a ser salvo. A dimensão sagrada do sacerdócio é totalmente ordenada à dimensão apostólica, isto é, à missão, ao ministério pastoral. “Como o Pai me enviou, assim Eu vos envio” (Jo 20,21).
O sacerdote é, portanto, um enviado. Eis uma nova conotação essencial da identidade sacerdotal.
O sacerdote é o homem da comunidade, ligado de forma total e irrevogável ao seu serviço, como o Concílio o ilustrou claramente (cf. Presbyterorum Ordinis, 12). Sob este aspecto, vós sois destinados ao cumprimento de uma dupla função, que bastaria, ela só, para uma infindável meditação sobre o Sacerdócio. Revestindo a pessoa de Cristo, exercitareis de alguma forma a sua função de mediador. Sereis intérpretes da palavra de Deus, dispensadores dos mistérios divinos junto ao povo (cf. 1Cor 4, 1; 2Cor 6, 4). E sereis, junto de Deus, os representantes do povo em todos os seus componentes: as crianças, os jovens, as famílias, os trabalhadores, os pobres, os pequenos, os doentes, e até mesmo os distantes e os adversários. Sereis os portadores das suas ofertas. Sereis a sua voz orante e suplicante, exultante e gemente. Sereis a sua expiação (cf. 2Cor 5, 21).
Levemos por isso gravada na memória e no coração a palavra do Apóstolo: “Pro Christo legatione fungimur, tamquam Deo exhortante per nos” (Somos embaixadores de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós) (2Cor 5, 20), para fazer de nossa vide uma íntima, progressiva e firme imitação de Cristo Redentor.
(Papa João Paulo II, Homilia em Viagem Apostólica no Brasil, 2 de julho de 1980)

2010/05/02

Pesar do Papa pelo falecimento do Cardeal Mayer - 30/04/2010


O Cardeal Paul Augustin Mayer "deixa a recordação indelével de uma operosa existência vivida com humildade e retidão na adesão coerente à própria vocação de monge e de pastor repleto de zelo pelo Evangelho e sempre fiel à Igreja". O Papa recorda com essas palavras o purpurado beneditino alemão, falecido esta manhã aos 98 anos.



Num telegrama ao Abade Primaz dos Beneditinos confederados, Dom Notker Wolf, o Pontífice recorda o qualificado empenho do Cardeal Mayer "no âmbito litúrgico e no âmbito das universidades e dos seminários e, especialmente, no apreciado serviço à Santa Sé".



O Santo Padre recorda os encargos do purpurado bávaro, "primeiro na comissão preparatória do Concílio Vaticano II" e, "depois, em diversos organismos da Cúria Romana". Bento XVI assegura as suas orações pelo purpurado e por seus confrades que "choram a perda de um tão generoso discípulo de Cristo".



As exéquias do Cardeal Mayer se realizarão na próxima segunda-feira, às 11h30 locais, no Altar da Cátedra da Basílica Vaticana. O rito será celebrado pelo Cardeal Decano Angelo Sodano. Ao término da celebração eucarística, Bento XVI dirigirá a sua palavra aos presentes e dirigirá o rito da última encomendação e despedida.



Prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e Presidente emérito da Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei", o Cardeal Mayer completaria 99 anos no dia 23 de maio próximo.



Após o Concílio Ecumênico Vaticano II, do qual participara como Secretário da Comissão preparatória, recebera a ordenação episcopal por imposição das mãos do Papa Paulo VI, em 1972. Em 1988 fora criado cardeal pelo Papa João Paulo II.



Com o falecimento do pupurado alemão, o Colégio cardinalício fica agora composto por 180 cardeais, 108 dos quais eleitores, e 72 não-eleitores num eventual Conclave.





Fonte: Rádio Vaticano

Encontro da Mãe com o Filho


Nos dias 22 a 30 de Abril ouve a Festa do Encontro da Mãe com o Filho na Cidade de Brazlândia.
Com Novenas, procissão, Santa Missa e um Belo Show com Anjos de Resgate.
Estiveram presentes romeiros, visitantes, Sacerdotes, diáconos, missionários e devotos de Nossa Senhora.
Um encontro com muito amor, alegria, Paz e Felicidades para todos.

Que o Menino Jesus de Praga sempre olhe por todos nós juntamente com Nossa Senhora Mãe e advegoda nossa.

Que os Santos anjos interceda por todos e que assim estejamos mais próximos da graça de Deus.

Relíquias de Santa Margarida Alacoque no Santuário


O Santuário Menino Jesus recebeu no dia 20 de setembro, as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque contendo parte do fêmur, da homoplata e do seu cérebro. As relíquias de Santa Maragarida permaneceram em Brasília até o dia 23 de setembro passando por diversas paróquias da Arquidocese. Após essa data, as relíquias que já passaram por outras 25 cidades, permanecem no Brasil ainda por tempo indeterminado.
Santa Margarida Maria Alacoque nasceu em Verosvres, França, em 1647, e morreu em Paray-le-Monial, em 1690. Ela foi uma religiosa do mosteiro das irmãsVisitandinas e é conhecida como aconfidente do coração de Jesus, por conta de suas visões de Cristo.
Em uma de suas aparições para a santa, Jesus surgiu com seu coração na mão e disse ser aquele o coração que ama a humanidade, mas só recebe em troca ingratidão da maior parte das pessoas. A partir daí, Santa Margarida Maria Alacoque passou a se dedicar a propagar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV

2010/05/01

Vocação, o que é?


A origem da palavra “vocação”: ela vem do verbo latino “vocare”, que quer dizer “chamar”. A vocação é, portanto, um chamado. No âmbito religioso, a vocação é sempre um chamado de Deus para alguma coisa.

A pessoa chamada se sente impelida, atraída para aquilo a que justamente é chamada. A pessoa do vocacionado se sente atraída para aquilo que considera belo, grandioso, importante e necessário que se faça. A vocação é sempre vista como algo que se pode fazer de útil para os outros, e que é, portanto, um serviço que se pode prestar aos outros.

É importante dizer que a vocação tem sempre essa dimensão da “alteridade”, é sempre “alter”, isto é, é sempre voltada para o outro. É um serviço, uma doação. Para nós, cristãos, a vocação é enriquecida de um sentido profundo, que nos é dado pelo próprio Cristo.

Todo batizado é chamado a ser - sempre e em todo lugar - “sal da terra e luz do mundo”. Essa incumbência de todo cristão já é, em si, uma vocação, chamada de vocação fundamental.

Os tipos de vocações são:

1. Leiga;

Leigos são todos os cristãos, que como batizados têm a missão de anunciar Jesus Cristo: caminho, verdade e vida. São pessoas não consagradas que trabalham na construção do reino de Deus, isto é, de uma sociedade justa e mais fraterna, conforme o desejo de Jesus. Exercem ministérios diversos na comunidade, conforme os dons que Deus lhes deu. Esses serviços são: catequese, obras sociais, animação da liturgia, etc. O leigo representa a Igreja no coração do mundo, atuando assim nos mais diversos ambientes (escola, trabalho, família), com o testemunho de sua vida, sua palavra oportuna, sua ação concreta. Por outro lado, ele é o homem do mundo no coração da Igreja.

2. Religiosa;

Os religiosos, ou religiosas, são pessoas que foram chamadas para seguir a Jesus dentro de uma congregação religiosa, consagrando-se a Ele através dos votos religiosos de pobreza, castidade e obediência além de outros específicos de cada congregação. Através do voto o religioso faz uma oferenda de si mesmo a Deus. O fundamento evangélico da vida consagrada está na relação que Jesus estabeleceu com alguns de seus discípulos, convidando-os a colocarem sua existência a serviço do Reino, deixando tudo e imitando mais de perto a sua forma de vida.

3. Sacerdotal.

O sacerdócio é uma forma de seguir o chamado de Deus exclusivamente para os homens. O padre é alguém tirado do meio do povo e consagrado por Deus para o serviço deste mesmo povo nas coisas que se referem a Deus. Ele é o grande mediador entre Deus e o povo. Seu papel é dar continuidade à missão de Jesus Cristo, cabeça da Igreja. Além de celebrar a missa e ministrar os sacramentos (como o Batismo, a Confissão), cabe a ele fazer crescer o amor nas comunidades, nas famílias, no coração das pessoas.

4. Familiar;

O casamento é um chamado cheio de amor que Deus faz a um homem e uma mulher para viverem juntos e constituírem família. São dois filhos de Deus que Deus mesmo entrega um para o outro, para que um seja do outro e para o outro. Quando a família vive verdadeiramente o amor está correspondendo ao amor de Deus, está educando os filhos nesse amor e está dando exemplo de fidelidade a Deus e a seu projeto de amor. Essa fidelidade se dá através de uma vivência dos valores cristãos. Assim a família se torna espaço e ambiente ideal para que os filhos possam discernir o chamado de Jesus. O lar fica sendo um templo vivo de Deus e uma Igreja em miniatura. Sendo a 1ª educadora, é na família que nascem e crescem as vocações, e onde se forma a responsabilidade vocacional de todos.





Por Tiago J. Theisen

Por que buscamos a Deus?


Diante da multiplicação dos pães, a multidão, no dia seguinte, procura novamente Jesus – talvez para pedir novo milagre e, assim, ter pão com fartura sem necessidade de se empenhar na solução do problema da fome. A partir disso, cabe uma pergunta também para nós: por que buscamos a Deus?

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É possível que muitos o procurem para ver se conseguem uma graça especial para solucionar algum problema particular: a saúde, o emprego, a harmonia familiar… Sim, tudo isso é importante e deve ser buscado com muito empenho, mas Jesus não no-lo oferece de forma mágica, ele nos ensinou como superar esses problemas. The Omega Code film The Dead Zone trailer

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Outras vezes nos interessamos por ele para pedir algum milagre e, assim, podermos “mostrar e dizer” aos outros que recebemos tal favor extraordinário, provando que somos melhores que muitos de nossos companheiros ou que a nossa religião é mais importante que as outras…

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Outros

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talvez pensem que Deus ajuda a quem é fiel em certas práticas religiosas e, portanto, têm “direitos” de serem atendidos por ele e serem livres de alguma desventura ou desgraça… Não é que não podemos pedir isso a Deus, mas nossa fidelidade a ele não deve depender de algum benefício recebido.

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A multidão lança outra pergunta a Jesus: o que, então, devemos fazer? O próprio Jesus responde que é preciso buscar o alimento que permanece até a vida eterna. Ninguém vive sem alimento, mas devemos reconhecer que há necessidade de outro alimento que mate nossas fomes. Esse alimento é o próprio Jesus (“eu sou o pão da vida”). Alimento que deve ser buscado continuamente, que não perece e que nos fortalece na fé e na missão. Jesus começou dando o pão material e agora dá-se a si mesmo como pão de vida e penhor de liberdade.


Por Pe. Nilo Luza, ssp

2010/04/30

VOCAÇÃO NA BÍBLIA



A palavra VOCAÇÃO é muito usada e, quase sempre, usada indevidamente. É comum identificarmos vocação com tendência pessoal ou profissional. Antes de tudo é bom ver a origem e o sentido desta palavra. Vocação vem da palavra latina vocare = chamar. Vocatio = chamamento, chamar, eleger, escolher.

Então, se vocação é chamamento, deve haver alguém que chama e alguém que é chamado. Portanto, não é simples tendência ou inclinação pessoal, mas é chamada. E, se alguém chama, chama para alguma coisa, não chama atôa...

Estamos falando de vocação numa perspectiva de fé e de Igreja. Então podemos definir a vocação como: o chamado que brota do mais íntimo do ser humano, onde ressoa a voz de Deus. Portanto, vocação aqui tem uma dimensão essencialmente religiosa.

Vamos tentar refletir um pouco sobre a vocação na Bíblia, a vocação num enfoque bíblico e religioso. E o fazemos sem nenhuma preocupação interpretativa ou exegética, mas simplesmente segundo o texto.



A. A vocação no Velho Testamento

Podemos dizer que a vocação é um fato bíblico. O nosso Deus é um Deus que fala, que escolhe e chama pessoas para o serviço, para missões concretas e determinadas. Esta sempre foi a convicção presente na consciência do povo bíblico. Deus conduz a história e a iniciativa é sempre dele. Javé elege Israel porque o ama (Dt. 7,6-8). - Não foram os discípulos que escolheram Jesus, mas foi ele que os escolheu. "Não foram vocês que me escolheram, mas foi eu que escolhí vocês. Eu os destinei para ir e dar frutos, para que o fruto de vocês permaneça" (Jo. 15,16). A vocação é profundamente pessoal - Deus conhece e chama. Aliás é convicção bíblica que Deus conhece e chama as pessoas desde o ventre de sua mãe. "Eu ainda estava no ventre materno e Javé me chamou; eu ainda estava nas entranhas de minha mãe, e ele pronunciou o meu nome" (Is. 49,1).
O Velho Testamento fala de diversos tipos de vocação. Em contexto histórico concreto Deus escolhe pessoas para missões específicas. Encontramos na vocação bíblica alguns elementos característicos de toda vocação. Podemos dizer que duas coisas são fundamentais:

Ø toda vocação comporta o envio para uma missão,
Ø toda vocação exige ruptura com o passado.

Deus chama patriarcas, reis, sacerdotes, profetas, homens e mulheres...

A primeira grande história de vocação na Bíblia e a vocação de Abraão (Gn. 12, 1...). Abraão é chamado o pai da fé. Ele é chamado, acredita, deixa o seu povo e parte para o desconhecido.
Vocação de Moisés - num momento difícil da vida do povo hebreu Deus escolhe, chama e envia Moisés (Ex. 3).


Vocação de Samuel (1 Sam. 3).

Como Samuel, Davi é escolhido menino para ser rei e condutor do povo. Deus envia Samuel para ungir quem ele escolhera para ser o seu sucessor. Deus diz a Samuel: "Não se impressione com a aparência e estatura dele. Não é esse que eu quero, porque Deus não vê como o homem, porque o homem olha as aparências, e Javé olha o coração" (1 Sam. 16,7).
No Vellho Testamento o sacerdote é alguém que recebe um chamamento para uma missão especial. Ele é ungido para o serviço do templo (Ex.28,1; 29,1;30,30). "A unção lhes conferirá o sacerdócio perpétuo..."(Ex.40, 15b).

Muito significativa na Bíblia é a vocação-chamamento e envio dos profetas. Os grandes profetas bíblicos falam da própria vocação, dando testemunho do chamado divino individual, direto e imediato.

Ø Vocação de Isaias - Is. 6. Uma visão que se dá em um ambiente de glória...
Ø Vocação de Jeremias - Jr. 1
Ø Vocação de Ezequiel - Ez. 2,8-3 - O profeta come o rolo... doce como mel...
Ø Vocação de Jonas - Jonas 1 - O profeta tenta fugir de Javé para não cumprir a ordem que lhe é dada... - 3, de novo Javé o envia a Ninive.

Quase todos os profetas começam dizendo que a palavra de Javé lhes é dirigida. É a credencial do profeta. Ele não fala nem age em nome próprio. Ele é porta-voz. Nele é Deus que age.
A história do povo de Deus é uma história de teofania. Deus sempre se manifesta e conduz a história. É um Deus presente no caminho, na luta, na vida...

Na história do povo hebreu há duas linhas: a sacerdotal e a profética. Mas os sacerdotes, que deveriam estar a serviço do templo e do povo, acabam formando uma casta, mais comprometida com uma política corrupta do que com a fé.

É interessante observar que os profetas nada têm de oficial ou institucional . O profeta não está ligado ao templo ou à religião oficial. É alguém chamado e enviado para missões específicas. Pela sua coragem de questionar a situação presente e as estruturas que oprimem ele quase sempre foi visado e perseguido. O profeta é alguém que tem coragem de falar e agir, mesmo ferindo as tradições. Ele está comprometido com o Deus de Moisés, o Deus do Exodo,, o Deus que liberta...
Há algo interessante na tradição bíblica: quase sempre o vocacionado coloca obstáculo e resiste ao chamamento:

Ø Moisés diz que é gago e tem dificuldade em se comunicar. Deus coloca Aarão ao seu lado... (Ex. 4,10 segs.)
Ø Isaias diz que é um pecador - tem os lábios impuros... Um anjo toca os seus lábios com uma brasa, para o purificar.
Ø Jeremias diz que é apenas uma criança... Javé responde: "não diga que você é uma criança, você irá para aqueles que eu mandar falar e falará em meu nome..."
Ø Jonas foge...
Ø Maria diz: "eu não conheço homem..."

O vocacionado que assume a missão já não é o mesmo. Ele rompe com o passado. Deixa as redes...



B. A Vocação no Novo Testamento

No Novo Testamento, em Cristo, Deus está muito mais perto de nós. Em Cristo, todos são chamados, vocacionados para a santidade. Aqui Deus nos fala pelo seu próprio Filho (Heb. 1,2). Jesus afirma mais vezes que ele é enviado pelo Pai. Ele é o grande vocacionado para o projeto de Deus no mundo.

Ø Podemos dizer que a primeira vocacionada do NT é Maria (Lc. 1,26 segs.)
Ø João Batista é chamado desde o seio de sua mãe para ser o precursor e o profeta que recebeu não só a missão de anunciar, mas de preparar a chegada do Senhor... O 4º Evangelho diz que "João é enviado por Deus para dar testemunho da luz" (Jo. 1,6-8).
Ø Vocação dos Apóstolos - No início da sua atividade pública Jesus escolheu um pequeno número de homens. Ele chama 12 para o seu seguimento e já lhes deixa entrever a sua missão - "farei de vocês pescadores de homens (Mc. l,16-20). O atendimento é imediato, eles "deixam as redes e o seguem"... Ele chama gente do povo, nem mesmo chama os melhores, pois ele não veio para os justos, mas para os pecadores, Mt. 9,13. Chama para que ficassem com ele.
Ø Chama os 72 - (Lc. 10)...
Ø Chama o jovem rico... (Mc. 10,17-22)
Ø Quem é chamado deve seguir incondicionalmente (Lc. 9,57-62)...
Ø Vocação de Paulo (At. 9,1-30).

Partindo da tradição bíblica de que Deus chama pessoas para um profetismo ou uma missão no seio do povo, a Igreja sempre acreditou que Deus continua chamando para a evangelização e articulação da fé no seio do povo. O nosso Deus não é um Deus que falou no passado, mas que continua falando, comunicando-se conosco, chamando aquele que ele quer.


Fr. Humberto Pereira de Almeida OP

Arcebispo Metropolitano de Brasília


Dom João Braz de Aviz

Nascimento: 24/04/1947
Ordenação presbiteral: 26/11/1972
Sagração episcopal: 31/05/1994


Biografia

Natural de Mafra-SC, nascido no dia 24 de abril de 1947, é um dos 8 filhos do casal João Avelino de Aviz e Juliana Hacke de Aviz, ambos falecidos. Ainda na infância, a família veio para Borrazópolis, pequeno município do Norte paranaense. Aí se criou juntamente com os irmãos.

Prestes a completar 11 anos, foi encaminhado, em 21 de abril de 1958, ao Seminário Menor São Pio X, dos padres do PIME - Pontifício Instituto das Missões Exteriores, em Assis-SP, onde estudavam na época os seminaristas menores da diocese de Londrina.

Com a criação, em março de 1964, da Diocese de Apucarana, para ela se transferiu, de vez que a Paróquia Imaculada Conceição de Borrazópolis passou à jurisdição da nova diocese.

Seus estudos de filosofia foram feitos no Seminário Maior Provincial Rainha dos Apóstolos, em Curitiba. Transferiu-se, a seguir, para Roma, onde obteve, na Pontifícia Universidade Gregoriana, a licenciatura em Teologia. Ordenou-se presbítero na Catedral de Apucarana, no dia 26 de novembro de 1972.

Entre os encargos pastorais exercidos contam-se: pároco de várias paróquias; diretor espiritual e reitor do Seminário Maior-Instituto de Filosofia de Apucarana; diretor espiritual no Seminário do Ipiranga-SP, e reitor e professor de Teologia Dogmática no Instituto Paulo VI, de Londrina-PR. De 1989 a 1992 esteve novamente em Roma, estudando na Pontifícia Universidade Lateranense para o doutorado que obteve em Teologia Dogmática.

Eleito bispo auxiliar de Vitória, recebeu, dia 31 de maio de 1994, em Apucarana, a ordenação episcopal. Todos sejam um (Jo 17, 21) é o lema de sua missão de bispo. Empossado a 9 de junho do mesmo ano, permaneceu na capital do Espírito Santo por 4 anos.

Recebeu a nomeação em 12 de agosto de 1998, de bispo diocesano de Ponta Grossa, sede que assumiu no dia 15 de outubro daquele ano.

Aos 17 de julho de 2002, surpreendeu-o a comunicação de sua transferência para Maringá, onde tomou posse como 3º Arcebispo de Maringá, no dia 4 de outubro de 2002 permanecendo no governo da mesma durante 14 meses.

No dia 28 de janeiro de 2004 foi nomeado pelo Santo Padre o Papa João Paulo II para Arcebispo Metropolitano de Brasília onde tomou posse dia 27 de março do mesmo ano.

Vocação


Vocação é uma palavra que vem do latim: "vocare" que significa chamar, chamado: ato de chamar, de escolher. O chamado é sempre uma iniciativa da parte de Deus; é Ele que escolhe e chama. Da pessoa chamada depende uma resposta livre e consciente, para que a vocação se concretize.
Deus nos chamou. Desde toda a eternidade destinou o ser humano a uma vocação natural: a existência, e nos chama constantemente em cada circunstância de nossa vida. Ele nos vocacionou à vida: ser gente, à imagem e semelhança d' Ele. (Gen 1,26). O verbo chamar sempre nos direciona a uma missão: somos chamados a realizar o que Deus nos confia.
Ele deixou toda criação aos cuidados do ser humano, vocacionando-o ao amor, à união e à perpetuação da espécie, mas essa vocação só se realiza plenamente, quando o homem e a mulher, criados à imagem e semelhança de Deus, entram em comunhão com a Trindade.
O ser humano é chamado a prosseguir no caminho do Senhor, Verdade e Vida. É no Batismo que a pessoa humana assume a verdadeira Identidade Cristã, tornando-se servidora do Reino.
A verdadeira vocação humana e cristã é de viver em comunhão e participação: ser povo de Deus. Logo, a vocação primeira de toda pessoa é a vocação "batismal". Pelo Batismo, o cristão é chamado pelo Pai, adotado como filho e justificado de seus pecados; é incorporado a Jesus Cristo, ungido pelo Espírito Santo. Começa a pertencer à Igreja e é enviado para a missão: povo de Deus comprometido com a Igreja.
Viver a vocação batismal exige: uma Igreja sem discriminação, onde a dignidade de cada um dos seus membros é respeitada; todos os batizados têm direito de participar, pois todos são vocacionados a serem Santos e Santas; Inspirar-se no Espírito de Jesus recebido no Batismo.
A redescoberta da vocação batismal, segundo o Concílio Vaticano II, nos leva a perceber que as vocações específicas são apenas desdobramento do batismo e não novas vocações. A única e verdadeira consagração é a que acontece no batismo.
As vocações específicas não são novas consagrações, mas sim a realização do batismo, através de uma resposta pessoal. O Mistério do nosso chamado, da nossa vocação, atua sempre no segredo do coração, nesse espaço do espírito, onde cada um de nós se encontra com Deus, qualquer que seja a maneira, esse encontro é sempre único para cada um.
O amor é a vocação fundamental e originária do ser humano (CIC 2392). Mas o encontro com o Deus amor, quando autêntico, sempre está acompanhado da tomada de consciência de pertencer a uma comunidade, que o próprio Deus reúne e convida à mesa, e somos introduzidos neste mistério pelo batismo, e como família compartilhamos da vida de Deus pela eucaristia, unidos no mesmo Espírito, convocados à missão de evangelizar.
Não há vida sem engajamento efetivo no serviço à igreja e à sua missão, cada um deve assumir a sua parte nas responsabilidades e nas tarefas, é exigência do batismo. Qualquer que seja a forma pela qual queremos viver concretamente o evangelho, qualquer que seja o nosso estado de vida, nenhum de nós pode se eximir dessa contribuição para a vitalidade da missão na Igreja. O Espírito de Jesus deve nos animar de tal modo que todas as nossas relações tenham a sua marca.
Nesta família de Deus, todos temos um rosto humano, e está situado em cada um de nós com as nossas raízes. Deus não desenraiza, não quebra vínculos, mesmo quando nos convida a deixar tudo para seguí-lo, nunca nos pede para renegar as nossas origens, nosso sangue, nosso meio, nosso país e nossa raça.
De fato pertencemos ao povo de Deus que é a Igreja, e por natureza o homem é um ser religioso, porque provém de Deus e para Ele caminha, e o homem só vai viver uma vida plenamente humana se viver livremente a sua vida com Deus. Cabe a todos nós corresponder ao desejo imenso de Deus que quer reunir todos os homens em tomo da sua mesa.


Eduardo Rocha Quintella

Eduardo Rocha Quintella
Bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora / Minas Gerais
Portal na Internet: www.eduardoquintella.com.br
E-mail: contato@eduardoquintella.com.br

O DESAFIO DE VIVER A VOCAÇÃO CRISTÃ NO MUNDO DE HOJE


Vivemos num mundo onde os valores do poder, do ter e do prazer são objetos de adoração e de idolatria. A luta pelo poder torna as pessoas desumanas. As guerras, o ódio e as tensões ameaçam o mundo que já encontra-se dividido entre ricos e pobres e divida-se cada vez mais em bandos antagônicos e inimigos que lutam para aniquilar o adversário. A sexualidade tornou-se presa fácil e objeto de prazer despojando o ser humano de sua dignidade e intimidade. A vida em seu conjunto perde a dimensão fraternal e comunitária e torna-se uma guerra onde os homens se desumanizam as serviço de valores-objetos como o poder, o ter e o prazer.

A secularização se expande cada vez mais e vai tomando conta das pessoas. O ser humano vai perdendo o sentido profundo de sua vida, sua razão de ser no mundo e tornando-se escravo de si mesmo, das leis criadas por ele mesmo e da máquina que deveria estar ao seu serviço.

É dentro dessa realidade toda que nos encontramos como pessoas cristãs, chamadas a transformá-la, vivendo o compromisso que assumimos no Batismo.

Lembro-me que, em 1989, o Papa João Paulo II fazia um apelo aos jovens da época, muito válido aos jovens e a todos os cristãos de todos os tempos:

“… não tenhais medo de ser santos! Tende a coragem de buscar e encontrar a verdade, para além do relativismo e da indiferença daqueles que tendem a edificar o nosso mundo como se Deus não existisse. Jamais sereis desiludidos se conservardes como ponto de referência na vossa busca, Cristo, verdade do homem. A revelar o mistério do Pai e do seu Amor, Ele ‘manifesta perfeitamente o homem ao próprio homem e descobre-lhe a sublimidade de sua vocação’ (GS 22).

Tende a coragem da solidariedade, na Igreja e no mundo: convidai todos a serem, juntamente convosco, os artífices da ‘civilização do amor’, que o evangelho exige que edifiquemos, superando as divisões e os ódios que se escondem no coração humano, reconciliando os homens com as criaturas, os homens entre si e os homens com Deus. Eis aqui o enorme projeto que se vos apresenta. Compete-vos pô-lo em prática!

… Ide também vós, por todos os lugares, sempre conscientes do desejo de (Jesus) Cristo: ‘Vim lançar fogo sobre a terra; e que quero eu senão que ele se tenha ateado?’ (Lc 12,49). Fazei com que arda este fogo que Jesus trouxe, o fogop do Espírito Santo, que queima toda a miséria humana, todo o mesquinho egoísmo, todo o mau pensamento. Deixai este fogo que se propague em seu coração”. (L’Osservatore Romano, nº 39/09/1991).

Em março de 1991, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, entre outras, o Papa dirige estas palavras à juventude em cadeia de rádio: “É tarefa dos jovens lembrar à humanidade, por palavras e pelo testemunho, que Deus é Pai de todos. (…) Exorto-vos a colocarem Cristo no centro de vossas vidas e a darem testemunho de Cristo, para construírem um mundo mais justo e mais fraterno”.

O desafio está lançado, transformar este mundo que está se estruturando como se Deus não existisse, de tal forma que as pessoas estão caindo na solidão, no vazio: drogas, alcoolismo, depressão, prostituição, ganância, corrupção, abortos, violência ... e aumenta cada vez mais o numero dos suicídios. O homem vai se afastando cada vez mais de Deus e atraindo para si a morte, pois está esquecendo que Deus é o princípio, o fim e a presença da vida. Ele é a Vida.

O homem está esquecendo que é imagem e semelhança de Deus. Que Deus lhe preparou todo um universo, o ambiente da vida, e que é a presença de Deus, a união, a intimidade com Ele que mantém a vida.

Estamos esquecendo que Deus se fez um de nós, encarnou-se, veio recuperar, resgatar em nós esta imagem e semelhança sua maculada pelo pecado. Que Ele veio resgatar e nos mostrar pessoalmente a dignidade da vida.

Esta perda da consciência daquilo que somos é visível. Basta nos perguntar sobre a postura que temos diante da vida. Basta ver a realidade do matrimônio e da família como centro de formação da vida. Olhar para o número de abortos praticados a cada ano. E tantas outras realidades onde as cenas de morte parece ser normais nos dias de hoje.

A proposta de Jesus vem ao encontro de todas essas realidades como uma proposta de VIDA, proposta de amor.

Jesus Cristo nos revela que o Pai é AMOR, que ele quer a vida de seus filhos, pecadores, e não a morte. Já o Livro de Ezequiel nos aponta para esta vontade do senhor quando diz: “Certamente não tenho prazer na morte do ímpio; mas antes na sua conversão, em que ele se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel” (Ez 33,11). Já Lucas nos apresenta as seguintes palavras de Jesus: “Os sãos não têm necessidade de médico e sim os doentes; não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento” (Lc 5,31).

Cristo tem uma proposta concreta, baseada no mandamento do amor. Esta proposta se concretiza em várias dimensões:

PERDÃO – Deus nos perdoa e vem fazer-se presente no meio de nós. Ele mostra que o perdão é essencial como caminho, como condição para voltar à verdadeira vida. Cristo é a união de Deus com os homens e disse: “Eu vim para que todos tenham vida” ( Jo 10,10).

ANÚNCIO DA BOA NOVA – Cristo ensina ao mundo qual é a Vontade de Deus, ou seja, o que é essencial para a vida do ser humano.

TESTEMUNHO – Cristo dá a sua vida pela nossa vida. Testemunha, vive tudo o que fala, e finalmente morre na cruz para nos reconciliar plenamente com Deus.

VIDA ETERNA – Ressurreição. Nos dá a razão, o sentido da fé. Garante-nos a eternidade.

Cristo mostra que todos são filhos de Deus e têm os mesmos direitos diante de Deus. Sua proposta é de fraternidade, de encontro e união entre todos. Para que isto aconteça, Ele propõe o AMOR: amor a tal ponto de amar os inimigos. Sua proposta é radical. Vai contra os valores individualistas do mundo.

A fim de que mude a situação de pecado é necessário que haja a conversão. A conversão é um “parto doído”, um sair das estruturas de pecado (do individualismo), para entrar numa nova estrutura: a comunidade do amor.

Nós já fomos perdoados por Cristo, através do seu mistério Pascal. Pelo Batismo assumimos o compromisso com Cristo: tornamo-nos cristãos. Somos herdeiros de Deus, elevados por Cristo à condição de filhos (cf. Gal 4, 1-7).

Ser cristão é reproduzir hoje a imagem de Cristo em nós. É perdoar a ponto de amar o inimigo. É anunciar ao mundo a Boa Nova que assumimos, testemunhando-a com a vida. Fazer do Evangelho, dos valores do reino a nossa conduta de vida. Viver o Evangelho no mundo de hoje como viveram as primeiras comunidades cristãs em seu tempo e em seu mundo (cf. At 2, 42 ss). Encontrar formas de mostrar ao mundo de hoje os valores nops quais nós acreditamos. Ter uma postura de vida coerente: traduzir a fé em gestos concretos, em atitude permanente. Tantas vezes temos medo de ser diferentes. Esquecemos que se é necessário conversão, temos que ser o testemunho vivo daquilo que diferencia a situação.

Ser cristão hoje, necessita “nadar contra a correnteza” que o mundo apresenta. E o próprio cristo nos alerta que o mundo nos odiará. Por isso Ele pede para vigiarmos sem cessar.

Portanto, é necessário perseverar na luta. E todos sabemos como isso é difícil. Mas o próprio Cristo nos mostra que o reino de Deus é conquistado com esta força: a força da nossa vontade, consoante com a vontade e a graça de Deus que se faz presente.

Para isso, necessitamos da oração, da leitura e reflexão da Palavra de Deus, do silêncio e da escuta, a fim de descobrirmos a Vontade de Deus que nos levará à caridade, à vivência desta proposta.

Tudo isto começa pela fé em Jesus Cristo. Como poderemos manifestar o nosso testemunho ao mundo se não estivermos convictos de que aquilo no que e em Quem acreditamos é a Verdade?

Nós afirmamos que Deus é Amor, é Vida, é Pai. Não estamos satisfeitos com a situação do mundo hodierno. Dizemos que o Evangelho é Verdade... Mas, nos perguntemos agora: quanto tempo por dia dedicamos à leitura e à meditação da Verdade – da Palavra de Deus? Como está a nossa freqüência à Eucaristia? Como tornamos presente, no cotidiano da vida, o Cristo que recebemos na Palavra e na eucaristia? Façamos um exame de consciência.

Nós, cristãos, temos as três grande virtudes: Fé, Esperança e Caridade. Estas virtudes nos identificam como cristãos. Mas, se não as vivermos, que esperança, que sinal seremos para o mundo? Não seremos sal e luz para o mundo. Como é triste um cristão sem esperanças!

Se a nossa vida no dia-a-dia, o nosso modo de ser e de viver, a partirem das menores coisas e momentos que sejam, a nossa honestidade, coerência, caridade, fidelidade, não esquentarem o coração das pessoas, não as atraírem para Deus, estamos sendo falsos cristãos, nossa vida não está sendo de acordo com a nossa fé.

Nosso momento é agora. Não importa os passos dados, mas os que estamos e estaremos dando a partir de agora.

Que São Paulo, o perseguidor que converteu-se no maior missionário e testemunho de Cristo de todos os tempos, nos sirva de modelo e inspiração em nossa vivência cristã do dia-a-dia.



Pe. Royk

Rumo ao XVI Congresso Eucarístico Nacional


Capital Federal sedia encontro durante comemoração de 50 anos de fundação da cidade



Em 2010, Brasília estará em festa. Não só pelos 50 anos de fundação da cidade, como também pelo Jubileu da Arquidiocese de Brasília e pela realização de mais um grande evento eucarístico na capital federal. O XVI Congresso Eucarístico Nacional (CEN) será realizado de 13 a 16 de maio e terá como tema Eucaristia, pão da unidade dos discípulos missionários e por lema Fica conosco, Senhor! (cf. Lc 24,29).



O Congresso Eucarístico Nacional será o ponto central das celebrações dos 50 anos da Arquidiocese de Brasília, que contarão também com uma retrospectiva histórica dos acontecimentos mais importantes da Arquidiocese como a primeira missa celebrada no marco inicial da construção da cidade em 1957 e o VIII Congresso Eucarístico Nacional, realizado em 1970.



Durante a 46ª Assembléia Geral da CNBB, realizada em abril de 2008, ao apresentar o tema e o lema do XVI Congresso Eucarístico Nacional, Dom João Braz de Aviz, Arcebispo Metropolitano de Brasília, declarou que, “para a Igreja, a realização do Congresso Eucarístico possibilita uma maior vivência da Eucaristia e é fonte inesgotável para a vida cristã, por isso deve haver um empenho para sua melhor realização”.



A programação do Congresso envolverá atividades de reflexão e estudo sobre temas atuais e relevantes para a vivência do sacramento da Eucaristia, celebrações eucarísticas, adoração ao Santíssimo Sacramento e atividades culturais. Para essa autêntica festa, toda a Igreja é convocada, e o evento deverá contar com a presença de cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos, diáconos permanentes, membros de institutos de vida consagrada, leigos e representantes de todas as dioceses do País.



O Congresso será antecedido pela realização da 48ª Assembléia Geral da CNBB, cuja missa de abertura, em 3 de maio de 2010, fará memória da Primeira Missa em Brasília, na Praça do Cruzeiro.



A Arquidiocese de Brasília, responsável pela organização do XVI CEN, vem trabalhando com empenho para providenciar toda a estrutura necessária ao Congresso. Já foram constituídas a Comissão Central e as Comissões Executivas, que trabalham em conjunto com diversos voluntários para a realização deste momento dedicado à celebração do grande dom da Sagrada Eucaristia.



Segundo Dom João Braz, “em nossos trabalhos queremos formar um corpo unido, onde cada parte desse, cada membro, e cada comissão, sejam um corpo vivo, um corpo que faz um trabalho unido a todos os outros. O Congresso Eucarístico deve ser a expressão de um trabalho de comunhão, que tem sua fonte na eucaristia”.

Papa Bento XVI fala sobre o XVI CEN


Saiba o que disse o santo padre em seu discurso às autoridades eclesiais da Conferência Nacional dos bispos do Brasil



O Santo padre, o Papa Bento XVI, falou hoje, do XVI Congresso Eucarístico Nacional que acontecerá em Brasília, entre 13 a 16 de maio.



Em discurso aos prelados da conferência Nacional dos bispos do Brasil, o Papa Bento XVI disse:



"Fica conosco, Senhor!» (cf. Lc 24, 29): estão rezando os filhos e filhas do Brasil a caminho do XVI Congresso Eucarístico Nacional, daqui a um mês em Brasília, que deste modo verá o jubileu áureo da sua fundação enriquecido com o “ouro” da eternidade presente no tempo: Jesus Eucaristia. Que Ele seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total. Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado!"

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORTE II) , 15.04.2010

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORTE II)

Alle ore 12.15 di questa mattina, il Santo Padre Benedetto XVI incontra gli Ecc.mi Presuli della Conferenza Episcopale del Brasile (Regione NORTE II), ricevuti in questi giorni, in separate udienze, in occasione della Visita "ad Limina Apostolorum", e rivolge loro il discorso che pubblichiamo di seguito:


DISCORSO DEL SANTO PADRE

Amados Irmãos no Episcopado,

A vossa visita ad Limina tem lugar no clima de louvor e júbilo pascal que envolve a Igreja inteira, adornada com os fulgores da luz de Cristo Ressuscitado. Nele, a humanidade ultrapassou a morte e completou a última etapa do seu crescimento penetrando nos Céus (cf. Ef 2, 6). Agora Jesus pode livremente retornar sobre os seus passos e encontrar-Se como, quando e onde quiser com seus irmãos. Em seu nome, apraz-me acolher-vos, devotados pastores da Igreja de Deus peregrina no Regional Norte 2 do Brasil, com a saudação feita pelo Senhor quando se apresentou vivo aos Apóstolos e companheiros: «A paz esteja convosco» (Lc 24,36).

A vossa presença aqui tem um sabor familiar, parecendo reproduzir o final da história dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 33-35): viestes narrar o que se passou no caminho feito com Jesus pelas vossas dioceses disseminadas na imensidão da região amazônica, com as suas paróquias e outras realidades que as compõe como os movimentos e novas comunidades e as comunidades eclesiais de base em comunhão com o seu bispo (cf. Documento de Aparecida, 179). Nada poderia alegrar-me mais do que saber-vos em Cristo e com Cristo, como testemunham os relatórios diocesanos que me enviastes e que vos agradeço. Reconhecido estou de modo particular a Dom Jesus Maria pelas palavras que acaba de me dirigir em nome vosso e do povo de Deus a vós confiado, sublinhando a sua fidelidade e adesão a Pedro. No regresso, assegurai-o da minha gratidão por tais sentimentos e da minha Bênção, acrescentando: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão» (Lc 24,34).

Nesta aparição, palavras - se as houve - diluíram-se na surpresa de ver o Mestre redivivo, cuja presença diz tudo: Estive morto, mas agora vivo e vós vivereis por Mim (cf. Ap 1,18). E, por estar vivo e ressuscitado, Cristo pode tornar-Se «pão vivo» (Jo 6, 51) para a humanidade. Por isso sinto que o centro e a fonte permanente do ministério petrino estão na Eucaristia, coração da vida cristã, fonte e vértice da missão evangelizadora da Igreja. Podeis assim compreender a preocupação do Sucessor de Pedro por tudo o que possa ofuscar o ponto mais original da fé católica: hoje Jesus Cristo continua vivo e realmente presente na hóstia e no cálice consagrados.

Uma menor atenção que por vezes é prestada ao culto do Santíssimo Sacramento é indício e causa de escurecimento do sentido cristão do mistério, como sucede quando na Santa Missa já não aparece como proeminente e operante Jesus, mas uma comunidade atarefada com muitas coisas em vez de estar recolhida e deixar-se atrair para o Único necessário: o seu Senhor. Ora, a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber… É óbvio que, neste caso, receber não significa ficar passivo ou desinteressar-se do que lá acontece, mas cooperar – porque tornados capazes de o fazer pela graça de Deus – segundo «a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos» (Const. Sacrosanctum Concilium, 2). Se na liturgia não emergisse a figura de Cristo, que está no seu princípio e está realmente presente para a tornar válida, já não teríamos a liturgia cristã, toda dependente do Senhor e toda suspensa da sua presença criadora.

Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa (cf. Redemptionis Sacramentum, 79)! O mistério eucarístico é um «dom demasiado grande – escrevia o meu venerável predecessor o Papa João Paulo II – para suportar ambigüidades e reduções», particularmente quando, «despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa» (Enc. Ecclesia de Eucharistia, 10). Subjacente a várias das motivações aduzidas, está uma mentalidade incapaz de aceitar a possibilidade duma real intervenção divina neste mundo em socorro do homem. Este, porém, «descobre-se incapaz de repelir por si mesmo as arremetidas do inimigo: cada um sente-se como que preso com cadeias» (Const. Gaudium et spes, 13). A confissão duma intervenção redentora de Deus para mudar esta situação de alienação e de pecado é vista por quantos partilham a visão deísta como integralista, e o mesmo juízo é feito a propósito de um sinal sacramental que torna presente o sacrifício redentor. Mais aceitável, a seus olhos, seria a celebração de um sinal que corresponda a um vago sentimento de comunidade.

Mas o culto não pode nascer da nossa fantasia; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação. A verdadeira liturgia supõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-Lo. «A Igreja pode celebrar e adorar o mistério de Cristo presente na Eucaristia, precisamente porque o próprio Cristo Se deu primeiro a ela no sacrifício da Cruz» (Exort. ap. Sacramentum caritatis, 14). A Igreja vive desta presença e tem como razão de ser e existir ampliar esta presença ao mundo inteiro.

«Fica conosco, Senhor!» (cf. Lc 24, 29): estão rezando os filhos e filhas do Brasil a caminho do XVI Congresso Eucarístico Nacional, daqui a um mês em Brasília, que deste modo verá o jubileu áureo da sua fundação enriquecido com o "ouro" da eternidade presente no tempo: Jesus Eucaristia. Que Ele seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total. Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado! Hoje e aqui, tudo isto desejo à esperançosa parcela deste Corpo que é o Regional Norte 2, ao conceder a cada um de vós, extensiva a quantos convosco colaboram e a todos os fiéis cristãos, a Bênção Apostólica.

[00519-06.01] [Texto original: Português]

[B0221-XX.01]

A Vocação Sacerdotal


A vocação sacerdotal
A vocação sacerdotal é algo que não se pode explicar e nem se compreender totalmente, pois é um mistério de Deus na vida daqueles que são chamados e escolhidos á serem ministro de deus no sacerdócio de Jesus Cristo foi o próprio Jesus quem instituiu tão sublime ministério (na ultima ceia) e dando a seus apóstolos total autoridade em celebrar os mistérios de seu corpo e de seu sangue. Algumas pessoas perguntam: como é que surge a vocação ao sacerdócio? Mas é algo que não dá pra explicar, só pode-se dizer que é um chamado que Jesus fez. Outras pessoas perguntam: porque você escolheu este caminho? Mas não se escolhe ser sacerdote, mas sim Jesus, Ele mesmo diz: “Não fostes vos que me escolhestes, mas fui eu que te escolhi, e te destinei para ir a dar frutos, e para que o vosso fruto permaneça.” ( Jo, 15,16). O mesmo Jesus que chamou Pedro e seu irmão André, Tiago e João à beira do mar da Galiléia, continua chamando hoje jovens a deixarem tudo para segui-lo e trabalhar na vinha do Senhor. O chamado do Senhor vem como uma brasa no coração, que só como o passar do tempo se pode perceber que é a voz de Deus dizendo: vem filho meu, preciso de ti para trabalhar na minha messe e salvar almas, pois ela é grande e poucos são os operários. Podemos resumir a vida sacerdotal em duas palavras: AMOR e RENUNCIA. Pois pra se tornar sacerdote do Senhor e necessário amar Cristo e nossos irmãos, e renunciar a tudo e a si próprio. Que todos os chamados e escolhidos dê o seu sim como fez Maria, a Mãe e Mestra das vocações. “Pela ordenação sacerdotal, o ordenado se torna como criança que se joga com toda a confiança nos braços do Pai ainda que não o veja. Acredita e confia nele porque Jesus disse: Não tenhas medo.” (Cf. A ordem sacerdotal- Pe. Erneste N. Roman).
Fonte: V M

2010/04/20

Congresso Eucarístico Nacional tem tudo a ver com os 50 anos de Brasília, diz dom João Braz de Aviz


“O 16° Congresso Eucarístico Nacional será um momento de celebrar o jubileu da arquidiocese juntamente com os 50 anos da cidade de Brasília, porque a história dessa capital tem tudo a ver com a história do nascimento da Igreja particular de Brasília”. A afirmação é do arcebispo de Brasília, dom João Braz de Aviz, durante a coletiva de imprensa que aconteceu na tarde desta terça-feira, 13, na cúria metropolitana.

Dom João comentou que foi secretário do 13º Congresso Eucarístico de Vitória (ES) e que o acontecimento mudou a cara da cidade durante a semana do evento. Ele destacou que sua pretensão, desde que chegou a Brasília, em 2004, é fazer um Congresso que marque também os 50 anos da capital. “Eu pensei para o aniversário de 50 anos de Brasília um acontecimento religioso que marcasse a cidade da mesma forma que o 13º Congresso mudou a cara de Vitória. Até mesmo o prefeito da cidade na época, hoje governador do estado, afirmou que o município viveu um ‘estado de graça’ nos dias do CEN. Impressionou a quantidade de violência que diminui em Vitória durante o evento”.

O arcebispo também falou sobre a programação do CEN. “A Esplanada dos Ministérios”, disse ele, “será um dos centros do evento ao longo dos dias 13 e 16 de maio”. O altar-monumento, com 23 metros de altura e 150 de largura, construído em frente ao Congresso Nacional, já está quase pronto para receber cerca de 300 bispos e 2 mil sacerdotes durante as celebrações. “Ali vamos realizar grandes celebrações eucarísticas e momentos de reuniões. Contamos com a participação de 300 mil pessoas ao longo do Congresso”, antecipou o arcebispo.

Para dom João, os 50 anos da capital brasileira representa muito também na vida da Igreja. Ele relembrou um pouco dessa história e ligação da Igreja com a nova capital, logo quando foi anunciada a construção de Brasília. “Celebrar o Congresso Eucarístico Nacional em Brasília no aniversário de 50 anos da capital é muito importante porque Brasília vai ser também a capital nacional da eucaristia e isso relembra grandes acontecimentos, pois nossa Igreja particular não existiria sem a capital e essa visão nós trazemos para o Congresso. É importante ressaltar também que a cidade, desde seu nascimento, teve um rosto voltado para a Igreja, algo importante que o Congresso irá resgatar com exposições, fotografias históricas”, disse dom João.

Outro ponto destacado pelo arcebispo é a participação do enviado da Santa Sé ao Congresso, o cardeal prefeito da Congregação para o Clero, dom Claudio Hummes. Ele vai participar de seis atividades durante o evento. Sobre a participação de outros bispos, dom João disse que a maioria, cerca de 300 a 350 bispos, deverá participar do Congresso, isso porque a 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil vai acontecer entre os dias 4 e 10 de maio, em Brasília, possibilitando assim a participação dos prelados no 16º CEN.

Simpósio de Teologia e Bioética

Nos dois primeiros dias, o Centro de Convenções Ulisses Guimarães receberá os simpósios de Teologia e Bioética. Os eventos terão como foco o tema “Pão da Unidade dos Discípulos Missionários” e o lema “Fica conosco, Senhor!”. Segundo dom João, os dois simpósios trarão para o Congresso temas ligados ao atual cenário político e social brasileiro, bem como a concepção da vida até a morte natural.

Fonte: Site CNBB

VOCAÇÃO: Chamamento de Deus


Padre Inácio José do Vale, OSBM

“O Senhor concedeu a uns para ser apóstolos, a outros profetas, a outros evangelistas, a outros pastores e mestres, para aperfeiçoar os santos em vista do ministério, para a edificação do Corpo de Cristo” (Ef 4, 11.12).

A palavra vocação vem do latim vocare, que quer dizer: convocar, chamar, escolher. Em geral é o chamado feito por Deus a determinada alma. Desde que a vida está sob a providência de Deus, as circunstancias da vida estão em funcionamento da vocação de cada um (1 Cor 7,20).

Em sentido teológico, vocação significa o chamamento de Deus a uma alma determinada para a vida religiosa ou ao sacerdócio.

Consiste nos três seguintes elementos;

1. Aptidão física, moral e intelectual para a vida escolhida, isto é, a pessoa deve ter saúde, estabilidade moral e inteligência suficiente para levar a vida que deseja abraçar.

2. Reta intenção, isto é, o desejo de abraçar a vida religiosa ou o sacerdócio, baseado em motivo reto e bom, que poderá ser, por exemplo, servir a Deus, salvar a própria alma mais seguramente, ajudar na salvação dos outros, etc.

3. Aceitação do candidato pela comunidade religiosa ou pelo bispo. Estes três elementos constituem a vocação divina. Como todos três dependem da providência de Deus, a vocação pode-se dizer “chamamento de Deus”.

O despertar vocacional é um caminho lindo que precisamos trilhar a fim de levar uma vida feliz. Este caminho é composto por algumas fases, com assinalamos a seguir.

ESCUTAR

É preciso estar atento à voz de Jesus Cristo que fala de diversos modos. Pode ser durante uma missa, através da homilia; numa palavra proclamada que salta ao coração; ao ler a Bíblia antes de ir dormir.

Jesus é capaz de falar coração de maneira inesperada. Mas escutar o que ele fala não é tudo, é preciso responder Àquele que fala, ou seja, participar ativamente do despertar vocacional.

PARTICIPAR

Somente quem é que da chance a si mesmo de despertar a própria vocação. Portanto, é preciso participar ativamente no processo do discernimento vocacional. Essa atitude ajuda a descobrir a vida plena. Vale a pena fazer este caminho.

PERSEVERAR

Jesus Cristo não se cansa de chamar. Em sua Igreja sempre há lugar para servir. Aquele que escutar a voz do Senhor precisa manter viva esta chama interior. Não deixar que outras vozes ocupem o lugar da voz de Jesus. Para isso existem meios concretos. Por exemplo, se inserir numa das diversas pastorais da Igreja.

OBSERVAR

Olhando com amor para a história de vida, procurar descobrir os momentos onde Jesus falou ao coração de modo mais intenso. Este auto-conhecimento é indispensável no processo de discernimento vocacional. Tal dinâmica nunca acontece num “mundinho” fechado, ao invés, ela se dá em diversos níveis de convivência: familiar, escolar, comunidade paroquial, grupo de amigos, local de trabalho etc. Jesus fala através das pessoas que estão ao nosso lado.

ORAR

Finalmente, o processo de discernimento vocacional não pode ser feito sem oração. A oração é um meio privilegiado de crescimento espiritual que nos proporciona intimidade maior com Jesus e desperta a sensibilidade do coração para as necessidades dos que sofrem. A oração perseverante leva a uma sintonia com os sentimentos mais íntimos e conseqüentemente com o apelo de Jesus. Mas como se aprende a orar? Orar se aprende orando. Ainda que às vezes o cansaço ou uma secura interior dê a impressão de que Jesus esta distante, não desistas da oração. Jesus esta ao seu lado, ou melhor, em seu interior. Basta silenciar o coração e deixar que ele fale: “Vem, segue-me e ide” (Mt 4, 19.20;28,19), “VEM, SEGUE-ME E IDE”, é o lema de Cristo para radicalidade do apostolado do Reino de Deus. “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus” (Lc 9,62). “Sê fiel até à morte, e eu te darei a coroa de vida” (Ap 2,10).

CONCLUSÃO

Neste momento devemos estar nos perguntando: “O que é vocação? Qual o sentido verdadeiro?” E chegamos a uma resposta: Vocação é um chamado de Deus, para exercermos uma determinada missão em nossa vida e caminhada, trabalhando com o que fomos escolhidos a realizar.

A vocação é o despertar em nosso intimo o amor pelo que fazemos pelo que assumimos verdadeiramente com servos que somos do bom Deus.

Em ‘Caminho de Perfeição’, escreve Santa Teresa de Ávila para as monjas descalças de Nossa Senhora do Carmo: “Ó irmãs, entendei, por amor de Deus a grande graça que o Senhor concedeu às que trouxe para cá, e que cada uma pense nisso profundamente consigo mesma: sendo apenas doze, quis Sua Majestade que cada uma de vós fosse uma delas”.

É o bom Deus que nos escolhe por amor a uma santa vocação. E nós respondemos pela graça de Cristo.

O bom Deus desperta em você o chamado vocacional e espera que você atenda o Seu chamado amorosamente. E tudo para o Senhor Deus acontece com total liberdade. “Onde se acha o Espírito do Senhor ai está á liberdade” (2 Cor 3,17).

Deixe-mo-nos amar pelo bom Deus nos mais profundo ser da nossa vocação. Esse amor a nossa chamada é de eterna graça e alegria.

A vocação é uma santa missão para a nossa feliz realização, para transformar vidas e para glória da Santíssima Trindade.

Pe. Inácio José do Vale

Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo

Professor de História da Igreja

Pregador de Retiros Espirituais

Email: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

Fonte

Divina Misericórdia, novembro de 2009, p.5.

Obras Completas, Teresa de Jesus.

São Paulo: Edições Carmelitanas e Loyola, 1995, p.326.

2010/04/18

O que é Vocação?


O que é Vocação?
06-Ago-2008
De acordo com o dicionário da língua portuguesa, Vocação significa “Talento”. Para nós cristão, o significado de vocação vai bem mais além do que um simples talento. Em nossa enquete passada, com a pergunta: “O que você entende por Vocação?”, a maioria respondeu perfeitamente que “Vocação é um chamado de Deus para um caminho religioso, que é atribuído para desempenhar funções em nossa missão para a construção do seu Reino".

Vocação é um dom que recebemos de Deus para bem realizarmos nosso papel na evangelização de seus filhos, a cada um é dado um dom. Deus nos deixou 07 Dons: Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor a Deus.

São Paulo, em sua carta aos Coríntios, cita alguns dos carismas que são provenientes dos Dons: “A cada um é dada à manifestação do Espírito para proveito comum. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito; a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito; a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz.” (I Cor 12,7-11).

Todos nós nascemos com uma vocação, Deus nos dá a vocação de acordo com a nossa necessidade. Você deve estar se perguntando: “Sim, ele falou, falou, mas não disse qual é a minha vocação?”. Nossa vocação é revelada através do Espírito Santo. “Sim, certo, mas como o Espírito Santo irá revelar a minha vocação?”. É bem simples, através da oração, do jejum, do anúncio do Evangelho, da Sagrada Eucaristia e, principalmente, através do Sacramento do Crisma . E através do Espírito Santo, somos capacitados para com nossa vocação seguir nossa missão, como construtores do reino de Deus.

“O Batismo , a Crisma e a Eucaristia são os Sacramentos da iniciação cristã, por isso, são a base da vocação comum de todos os discípulos de cristo, vocação à santidade e à missão de evangelizar o mundo. Conferem as graças necessárias à vida segundo o Espírito nesta vida de peregrinos a caminho da Pátria” (CIC 1533).

Tipos de vocação de acordo com o CIC:

■Vocação da Humanidade: consiste em manifestar a imagem de Deus e ser transformada à imagem do Filho único do Pai. Esta vocação implica uma dimensão pessoal, pois um é chamado a entrar na bem-aventurança divina, mas concerne também ao conjunto da comunidade humana.
■Vocação dos Leigos: é especifico dos leigos, por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus.
■Vocação para a Castidade: castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A virtude da Castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação.
■Vocação para o Amor: Deus, que criou o homem por amor, também o chamou para o amor, vocação fundamental e inata de todo ser humano. Pois o homem foi criado á imagem e semelhança de Deus, que é Amor. Tendo-os Deus criado homem e mulher, seu amor mútuo se torna uma imagem do amor absoluto e infalível de Deus pelo homem.
■Vocação para o Apostolado: toda a Igreja é apostólica na medida em que, por meio dos sucessores de S. Pedro e dos apóstolos, permanece em comunhão de fé e de vida com sua origem. Toda a Igreja é apostólica na medida em que é ‘enviada’ ao mundo inteiro; todos os membros da Igreja, ainda que de formas diversas, participam deste envio. “A vocação cristão é também por natureza vocação ao apostolado”. Denomina-se “apostolado” “toda a atividade do Corpo Místico” que tende a “estender o reino de Cristo a toda a terra”.
■Vocação ao Casamento: a intima comunhão de vida e de amor conjugal que o Criador fundou e dotou com suas leis é instaurada pelo pacto conjugal, ou seja, pelo consentimento pessoal irrevogável. A vocação para o Matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme sairão da mão do Criador. “A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar”. “Esse amor é bom, muito bom, aos olhos do Criador, que é amor” (I Jo 4,8.16). E esse amor abençoado por Deus é destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum de preservação da criação: “Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”. (Gn 1,28).
■Vocação Sacerdotal: os que recebem o sacramento da Ordem são consagrados para ser, em nome de Cristo, “pela palavra e pela graça de Deus, os pastores da Igreja”. Por sua vez, “os esposos cristãos, para cumprir dignamente os deveres de seu estado, são fortalecidos e como que consagrados por um sacramento especial”. A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portanto, o sacramento do ministério apostólico.
E não podemos falar de vocação sem falar da vocação de Maria. Para ser a Mãe do Salvador, Maria “foi enriquecida por Deus com dons dignos para tamanha função”. No momento da Anunciação, o anjo Gabriel a saúda como “cheia de graça”. Efetivamente, para poder dar o assentimento livre de sua fé ao anúncio de sua vocação era preciso que ela estivesse totalmente sob moção da graça de Deus. E se tornou o modelo de vocação perfeita, através da unção do Espírito Santo.



Oração pelas Vocações

Senhor da Messe, Pastor do Rebanho,
Faz ressoar em nossos ouvidos
Teu forte e suave convite:
"Vem e segue-me!"
Derrama sobre nós o Teu Espírito,
Que Ele nos dê sabedoria
Para ver o caminho,
E generosidade para seguir Tua voz!

Senhor, que a messe não se perca
Por falta de operários!
Desperta nossas comunidades para a Missão!
Ensina nossa vida a ser serviço!
Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino
Na vida consagrada e religiosa!

Senhor, que o Rebanho não pereça
Por falta de Pastores!
Sustenta a fidelidade de nossos bispos,
Padres, diáconos e ministros!
Dá perseverança a nossos seminaristas!
Desperta o coração de nossos jovens
Para o ministério pastoral em Tua Igreja!

Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
Chama-nos para o serviço de teu povo.
Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho,
Ajuda-nos a responder: "SIM". - Amém.



Projeto de Evangelização Anjos de Jesus
formacao@anjosdejesus.comEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

Amar a Deus sobre todas as Coisas




Amar a Deus sobre todas as coisas, servir a Deus e servir com gratidão as suas perfeições.

Nós, cristãos somos cumulados de bênçãos e alegrias, principalmente por sermos amados por Deus que esta sempre acima de tudo e sobre os nossos corações. Quando tomamos posse da graça de Deus as coisas vão sendo clareadas a nossa volta e nos alegramos por estarmos sobre a proteção do Altíssimo.

Paz e Bem

2010/04/10


Permalink: http://www.zenit.org/article-22362?l=portuguese

Bento XVI: Maria e o sacerdócio


Audiência geral em Castel Gandolfo




CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 12 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Na manhã de hoje, Bento XVI falou aos peregrinos do balcão do pátio interno do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, na audiência geral de quarta-feira.

Após a audiência, cantou-se o Pater Noster e foi dada a Bênção Apostólica. Em seguida, o Papa foi ao balcão do pátio exterior do Palácio Apostólico, para saudar e abençoar outro grande grupo de fiéis.

Publicamos as palavras do Santo Padre na audiência.

* * *

Queridos irmãos e irmãs,

é iminente a celebração da Solenidade da Assunção da Virgem Maria, no sábado, e nós estamos no contexto do Ano Sacerdotal; então eu gostaria de falar sobre a relação entre Maria e o sacerdócio. É uma relação profundamente enraizada no mistério da Encarnação. Quando Deus decidiu tornar-se homem no seu Filho, ele precisava do "sim" de uma criatura livre. Deus não age contra nossa liberdade. E sucede uma coisa verdadeiramente extraordinária: Deus se faz dependente da liberdade, do "sim" de uma criatura, espera este "sim". São Bernardo de Claraval, em uma de suas homilias, explicou de modo comovente este momento decisivo da história universal, onde o céu, a terra e o próprio Deus esperam a palavra desta criatura.

O "sim" de Maria é a porta através da qual Deus é capaz de entrar no mundo, fazer-se homem. Então Maria é verdadeira e profundamente envolvida no mistério da Encarnação, de nossa salvação. E a Encarnação, o fazer-se homem do Filho, foi concebida a partir da doação de si; o doar-se com muito amor na Cruz, para tornar-se pão para a vida do mundo. Assim, sacrifício, sacerdócio e a Encarnação caminham juntos, e Maria está no centro deste mistério.

Voltemo-nos agora para a Cruz. Jesus, antes de morrer, vê sob a Cruz a Mãe, e vê o filho amado, e este filho amado é certamente uma pessoa, alguém muito importante, mas é mais: é um exemplo, uma prefiguração de todos os discípulos amados, de todas as pessoas chamadas pelo Senhor para ser "discípulo amado" e, consequentemente, de maneira particular os sacerdotes. Jesus diz a Maria: "Mãe, eis o teu filho" (Jo 19, 26). É uma espécie de testamento: confia à mãe a guarda do filho, o discípulo. Mas também diz ao discípulo: "Eis a tua mãe" (Jo 19, 27). O Evangelho nos diz que, a partir desse momento, São João, o filho amado, levou a mãe Maria “para a sua casa”. Assim é na tradução italiana, mas o texto grego é muito mais profundo, muito mais rico. Podemos traduzir: levar Maria no íntimo de sua vida, de seu ser, eis tà ìdia, na profundidade do seu ser. Levar consigo Maria significa introduzi-la na dinâmica completa da própria existência –não é algo exterior– e em tudo o que constitui o horizonte de seu apostolado. Assim se compreende portanto como a peculiar relação de maternidade existente entre Maria e os sacerdotes constitui a fonte primária, a razão fundamental da predileção que ela tem por cada um deles. Maria os prefere, de fato, por duas razões: porque eles são mais parecidos com Jesus, amor supremo de seu coração, e também porque, como Ele, estão envolvidos na missão de proclamar, testemunhar e dar Cristo ao mundo. Pela própria identificação e conformação sacramental a Jesus, Filho de Deus e Filho de Maria, cada sacerdote pode e deve sentir-se realmente filho amado desta suprema e humilde Mãe.

O Concílio Vaticano II convida os sacerdotes a olhar para Maria como o modelo perfeito da própria existência, invocando-a como "Mãe do sumo e eterno Sacerdote, como rainha dos Apóstolos, auxílio do seu ministério". E os padres –prossegue o Concílio– "devem amá-la e venerá-la com devoção e culto filial” (cfr. Presbyterorum ordinis, 18). O Santo Cura d'Ars, em quem pensamos em particular neste ano, gostava de repetir: "Jesus Cristo, depois de ter-nos dado tudo que podia dar, quer ainda tonar-nos herdeiros daquilo que ele tinha de mais precioso, sua Santa Mãe" (B. Nodet, Il pensiero e l’anima del Curato d’Ars, Torino 1967, p. 305). Isso vale para cada cristão, para todos nós, mas de modo especial para os sacerdotes. Queridos irmãos e irmãs, rezemos para que Maria volte-se para todos os sacerdotes, em todos os problemas do mundo de hoje, conforme à imagem de Seu Filho Jesus, dispensadores do inestimável tesouro de seu amor de Bom Pastor. Maria, Mãe dos sacerdotes, rogai por nós!

[Traduzido do italiano por Alexandre Ribeiro]

© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana

Ser Luz de Deus no chamado


Quando o senhor nos chama pelo nome, Ele nos convida a ser-mos um assim como Ele é com o Pai.

No Chamado somos convocados a por a mão no arado e não olhar mais para traz.

Somos chamados a ser LUZ do Mundo. Mostrar aos irmãos o quanto Deus os ama e o quanto Deus os quer no caminho. No caminho da Salvação e do Perdão, no caminho que os conduza com fé e sabedoria rumo a garça almejada por todos os que se dizem amar a Deus acima de todas as coisas.

Por amor a Cristo devemos abrir mão dos nossos sonhos, porque Jesus é o nosso próprio desejo, Ele nos alimenta de paz, alegrias e felicidades.

Quando nos aproximamos de Deus, Ele se deixa aproximar de Nós com amor e por amor.

Assim nos tornamos um na Eucaristia com o Sagrado que se Fez homem e padeceu pelos nossos pecados para também se mostra como LUZ.

Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida.

Ronaldo Alves

Clamor a Deus e a Sua Santa Misericórdia por minha Vocação.

Clamor a Deus e a Sua Santa Misericórdia por minha Vocação.



O que queres de mim, Senhor?
O que queres da minha vida?
Qual é o caminho que eu tenho que seguir?
Qual é o meu chamado, a minha missão em Ti?
O que queres da minha casa?
Em que sonhos podemos investir?
Qual é a história que tu queres escrever pra mim?
Pra que essa geração te ouça
E também responda “eis-me aqui...”
Toca em minha vida, toca em minhas mãos
Toca em meus lábios, Senhor
Toca em minha casa
Com a Tua brasa de fogo purificador
Toca em meus olhos, toca em meus ouvidos
Toca em cada sentido meu
Pra que as famílias troquem o pecado
Pela santidade de Deus
Toca em minha vida, toca em minha casa
Toca em Tua igreja com a tua brasa
Toca em minha vida, toca em minha casa
Toca em Teus filhos, Senhor, com o Teu amor.

Passa a frente Senhor, com Teu Poder
Que ao invez de ser Condenado
Alguem possa me amar
Para que assim eu possa também amar aos Seus.
Em tuas Mãos Senhor eu coloco
A minha Vocação, meu coração
MEU SIM.
Eu quero ser, um simples Servo
Em Nome dos que a Ti confiam
Eu coloco sobre a vossa Orla o meu SIM.
Coloco os meus desejos
As minhas Vontades
A minha história
O meu SIM.

Que a Igreja, Senhor, possa olhar para mim
Não com indiferença e sim
Com amor de Mãe para com filho
Os tempos são remotos
Os perseguidores estão tentando destruir
A nossa fé.

Mas, eu tenho fé
Eu acredito
No que prometestes a todos os que o Encontrou
Farei de Ti, Pescadores de Almas.
EIS-ME AQUI SENHOR.





Ronaldo Alves

2009/09/28

Sacerdote: chamado, consagrado e enviado


Sacerdote: chamado, consagrado e enviado
16/09/2009 por Everth Queiroz Oliveira
[Aproveitando o contexto do Ano Sacerdotal publico aqui as palavras do Santo Papa João Paulo II em sua viagem ao Brasil no ano de 1980 durante uma missa na cidade maravilhosa. Ele fala sobre três aspectos importantes do sacerdócio: que ele é um ministério que reflete o chamado de Deus, a consagração do sacerdote e o seu envio missionário. São reflexões importantes sobre o sacerdócio: dica para os sacerdotes nesse ano dedicado especialmente a eles. Que Deus se digne conceder ao clero católico no mundo inteiro uma conversão frutuosa, que seja fonte de crescimento espiritual para o povo de Deus. Boa leitura!]

Trecho da homilia do Papa João Paulo II em Viagem Apostólica ao Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, em 1980
Fonte: Vaticano
(…)
2. “Quem sou eu? Que se requer de mim? Qual é a minha identidade?”. É esta a pergunta ansiosa que mais frequentemente se põe hoje o sacerdote, certamente não a salvo dos contra choques da crise de transformação que abala o mundo.
Vós, caríssimos filhos, não sentis certamente a necessidade de fazer-vos estas perguntas. A luz que hoje vos invade vos dá uma certeza quase sensível daquilo que sois, daquilo a que fostes chamados. Mas pode acontecer que encontreis, amanhã, irmãos no sacerdócio, que, em meio à incerteza, se interrogam sobre a própria identidade. Pode acontecer que, adormecido e distante o primeiro fervor, chegueis também vós, um dia, a vos interrogar. Por isso, eu gostaria de propor-vos algumas reflexões sobre a verdadeira fisionomia do sacerdote, que servissem de poderoso auxílio para a vossa fidelidade sacerdotal.
Não é decerto nas ciências do comportamento inumano, nem nas estatísticas sócio-religiosas que procuraremos a nossa resposta, mas sim, em Cristo, na Fé. Interrogaremos humildemente o Divino Mestre e perguntaremos a Ele quem somos nós, como Ele quer que sejamos, qual é, diante d’Ele, a nossa verdadeira identidade.
3. Uma primeira resposta nos é dada imediatamente: somos chamados. A história do nosso sacerdócio começa por um chamamento divino, como aconteceu com os Apóstolos. Na escolha deles, é manifesta a intenção de Jesus. É Ele quem toma a iniciativa. Ele mesmo o fará notar: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15, 16). As cenas simples e enternecedoras que nos apresentam o chamado de cada discípulo revelam a atuação precisa de escolhas determinadas (cf. Lc 6, 13), sobre as quais é útil meditar.
Quem escolhe Ele? Não parece que Ele considere a classe social dos seus eleitos (cf. Mt 8, 19-22), nem que conte com entusiasmos superficiais. Uma coisa é certa: somos chamados por Cristo, por Deus. O que quer dizer, somos amados por Cristo, amados por Deus. Pensamos nisto bastante? Na realidade, a vocação ao sacerdócio é um sinal de predileção da parte d’Aquele que, escolhendo-vos entre tantos irmãos, vos chamou a participar, de um modo todo especial, da sua amizade: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que fez o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai” (Jo 15, 15). O nosso chamamento ao Sacerdócio, assinalando o momento mais alto no uso da nossa liberdade, provocou a grande e irrevogável opção da nossa vida e, portento, a página mais bela na história da nossa experiência inumana. Nossa felicidade consiste em não depreciá-la jamais!
4. Com o rito da Sagrada Ordenação sereis introduzidos, filhos caríssimos, em um novo gênero de vida, que vos separa de tudo e vos une a Cristo com um vínculo original, inefável, irreversível. Assim, a vossa identidade se enriquece com uma outra nota: sois consagrados.
Esta missão do Sacerdócio não é um simples título jurídico. Não consiste apenas num serviço eclesial prestado à comunidade, delegado por ela, e por isso revogável pela mesma comunidade ou renunciável por livre escolha do “funcionário”. Trata-se, ao contrário, de uma real e íntima transformação por que passou o vosso organismo sobrenatural por obra de um “sinete” divino, o “caráter”, que vos inabilita a agir “in persona Christi” (nas vezes de Cristo), e por isso vos qualifica em relação a Ele como instrumentos vivos da sua ação.
Compreendeis agora como o sacerdote se torna um “segregatus in Evangelium Dei” (escolhido para anunciar o Evangelho de Deus) (cf. Rm 1,1), não pertence mais ao mundo, mas se acha doravante num estado de exclusiva propriedade do Senhor. O caráter sagrado o atinge em tal profundidade que orienta integralmente todo o seu ser e o seu agir para uma destinação sacerdotal. De modo que não resta nele mais nada de que possa dispor como se não fosse sacerdote, ou, menos ainda, como se estivesse em contraste com tal dignidade. Ainda quando realiza ações que, por sua natureza são de ordem temporal, o sacerdote é sempre o ministro de Deus. Nele, tudo, mesmo o profano, deve tornar-se “sacerdotalizado”, como em Jesus, que sempre foi sacerdote, sempre agiu como sacerdote, em todas as manifestações de sua vida.
Jesus nos identifica de tal modo consigo no exercício dos poderes que nos conferiu, que a nossa personalidade como que desaparece diante da sua, já que é Ele quem age por meio de nós. “Pelo Sacramento da Ordem disse alguém com justeza, o sacerdote se torna efetivamente idôneo a emprestar a Jesus nosso Senhor a voz, as mãos e todo o seu ser. É Jesus quem, na Santa Missa, com as palavras da consagração, muda a substância do pão e do vinho na do seu corpo e do seu sangue” (cf. I. Escrivà de Balaguer, Sacerdote per l’eternità, Milano 1975, p. 30). E podemos continuar. É o próprio Jesus quem, no Sacramento da Penitência, pronuncia a palavra autorizada e paterna: “Os teus pecados te são perdoados” (Mt 9, 2; Lc 5, 20; 7, 48; cf. Jo 20, 23). É Ele quem fala quando o sacerdote, exercendo o seu ministério em nome e no espírito da Igreja, enuncia a palavra de Deus. É o próprio Cristo quem tem cuidado dos enfermos, das crianças e dos pecadores, quando os envolve o amor e a solicitude pastoral dos ministros sagrados.
Como vedes, encontramo-nos aqui nas culminâncias do sacerdócio de Cristo, do qual nós somos partícipes, e que fazia o autor da Carta aos Hebreus exclamar: “… grandis sermo et ininterpretabilis ad dicendum” (teríamos muitas coisas a dizer sobre isso, e coisas difíceis de explicar) (Hb 5, 11).
A expressão “Sacerdos alter Christus” (o Sacerdote é um outro Cristo), criada pela intuição do povo cristão, não é um simples modo de dizer, uma metáfora, mas sim, uma maravilhosa, surpreendente e consoladora realidade.
5. Este dom do Sacerdócio, lembrai-vos sempre disto, é um prodígio que foi realizado em vós mas não para vós. Ele o foi para a Igreja, o que quer dizer, para o mundo a ser salvo. A dimensão sagrada do sacerdócio é totalmente ordenada à dimensão apostólica, isto é, à missão, ao ministério pastoral. “Como o Pai me enviou, assim Eu vos envio” (Jo 20,21).
O sacerdote é, portanto, um enviado. Eis uma nova conotação essencial da identidade sacerdotal.
O sacerdote é o homem da comunidade, ligado de forma total e irrevogável ao seu serviço, como o Concílio o ilustrou claramente (cf. Presbyterorum Ordinis, 12). Sob este aspecto, vós sois destinados ao cumprimento de uma dupla função, que bastaria, ela só, para uma infindável meditação sobre o Sacerdócio. Revestindo a pessoa de Cristo, exercitareis de alguma forma a sua função de mediador. Sereis intérpretes da palavra de Deus, dispensadores dos mistérios divinos junto ao povo (cf. 1Cor 4, 1; 2Cor 6, 4). E sereis, junto de Deus, os representantes do povo em todos os seus componentes: as crianças, os jovens, as famílias, os trabalhadores, os pobres, os pequenos, os doentes, e até mesmo os distantes e os adversários. Sereis os portadores das suas ofertas. Sereis a sua voz orante e suplicante, exultante e gemente. Sereis a sua expiação (cf. 2Cor 5, 21).
Levemos por isso gravada na memória e no coração a palavra do Apóstolo: “Pro Christo legatione fungimur, tamquam Deo exhortante per nos” (Somos embaixadores de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós) (2Cor 5, 20), para fazer de nossa vide uma íntima, progressiva e firme imitação de Cristo Redentor.
(Papa João Paulo II, Homilia em Viagem Apostólica no Brasil, 2 de julho de 1980)