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Aleluia! Tu é abênçoado, e a sua Graça ja estar sendo preparada por Jesus, chegará em uma boa hora, pois ele conhece o teu coração e seus problemas, ele sofre com vc, ele se alegra com vc, mais aquele seu desejo, será agora atendido, espere que um anjo trará sua Graça, apenas agradeça ao Senhor e assim que receber, fale em seu pensamento. AMEM !

2010/05/06

Teologia moral católica



Segundo a Igreja Católica, a teologia moral é a parte da Teologia católica "que se ocupa do estudo sistemático dos princípios éticos da doutrina sobrenatural revelada", aplicando-os de seguida à vida quotidiana do católico e da Igreja. Esta teologia está, em parte, englobada pela teologia sistemática. Mas, apesar disso, muitas vezes ela também está associada à teologia prática [1].

O Evangelho e as verdades e doutrinas reveladas, estudadas pela teologia dogmática, estão essencialmente ligadas a uma ética e conduta moral. "A doutrina revelada, a rigor, é uma ética, pois apresenta, no seu conjunto, as normas exigidas para o relacionamento dos homens entre si e para com Deus" [1]. Esta ética e moral, que "preparam-nos para sermos o tipo de pessoa que pode viver com Deus" na vida eterna, giram por isso à volta do "desafio da dádiva de si mesmo aos outros" e a Deus [2]. Por isso, estas normas devem ser praticadas no quotidiano "como expressão da plena aceitação da mensagem evangélica" e da vontade de Deus pela humanidade [1]. A prática desta moral católica, cuja parte fundamental e obrigatória são os Dez Mandamentos, serve para libertar o Homem da "escravidão do pecado" [3], que é um autêntico "abuso da liberdade" [4]. Isto porque "só nos tornamos livres se conseguirmos ser melhores" e ser "atraídos para o bem e o belo" [5], visto que a bondade e as bem-aventuranças "definem o contexto para a vida moral cristã" [6].

Segundo a doutrina da Igreja Católica, "a questão moral é o cerne da problemática soteriológica, pois a salvação depende da nossa conduta, após a justificação recebida com a graça do batismo". O objetivo da teologia moral "é levar as virtudes cristãs à excelência", até o fim das vidas de cada católico [1].

Moralidade dos actos

Segundo a doutrina da Igreja Católica, "a moralidade dos actos humanos depende de três fontes: do objecto escolhido, ou seja, dum bem verdadeiro ou aparente; da intenção do sujeito que age, isto é, do fim que ele tem em vista ao fazer a acção; das circunstâncias da acção, onde se incluem as suas consequências". Estas circunstâncias podem anular, "atenuar ou aumentar a responsabilidade de quem age, mas não podem modificar a qualidade moral dos próprios actos, não tornam nunca boa uma acção que, em si, é má", visto que "o fim não justifica os meios". Por isso, a transgressão de uma regra moral implica a escolha do mal e por isso o cometimento de pecados [7].

Moralidade das paixões

Segundo a concepção católica, as paixões são "os afectos, as emoções ou os movimentos da sensibilidade – componentes naturais da psicologia humana – que inclinam a agir ou a não agir em vista do que se percebeu como bom ou como mau. As principais são o amor e o ódio, o desejo e o medo, a alegria, a tristeza e a cólera. A paixão fundamental é o amor, provocado pela atracção do bem." [8].

Ainda segundo a doutrina católica, "as paixões não são nem boas nem más em si mesmas: são boas quando contribuem para uma acção boa; são más, no caso contrário." Logo, elas podem ser assumidas, guiadas e ordenadas pelas virtudes ou pervertidas e desorientadas pelos vícios [9].

Dignidade, Liberdade e Consciência moral

Ver artigo principal: Dignidade e Direitos humanos, Liberdade, Livre-arbítrio e Consciência (moral)
Como já foi tratado nas secções "Homem, a sua Queda e o Pecado original", "Demónios e Mal" e "Justificação, Graça, Misericórdia, Mérito e Liberdade, o Homem possui dignidade, que está radicada na sua "criação à imagem e semelhança de Deus", o que implica necessariamente que o Homem possui liberdade e consciência moral. A liberdade é uma capacidade inseparável e inalienável do Homem [10], dado por Deus, "de agir e não agir", "de escolher entre o bem e o mal", "praticando assim por si mesmo acções deliberadas". Este poder único, que "atinge a perfeição quando é ordenada para Deus" [11], "torna o homem responsável pelos seus actos, na medida em que são voluntários, embora a imputabilidade e a responsabilidade de um acto possam ser diminuídas, e até anuladas, pela ignorância, a inadvertência, a violência suportada, o medo, as afeições desordenadas e os hábitos" [12]. A "escolha do mal é um abuso da liberdade, que conduz à escravatura do pecado", porque o Homem tem uma consciência moral [11].

Quando escuta esta consciência, "o homem prudente pode ouvir a voz de Deus" [13], que o ordena a praticar o bem e a evitar o mal, em conformidade e guiada pela razão, pela doutrina e pela Lei de Deus, especialmente pela regra de ouro e pelos mandamentos de amor [14]. "Graças a ela, a pessoa humana percebe a qualidade moral dum acto a realizar ou já realizado, permitindo-lhe assumir a responsabilidade." [13]. O Homem, como possui dignidade, não deve ser impedido ou obrigado "a agir contra a sua consciência" [14], devendo por isso "obedecer sempre ao juízo certo da sua consciência, mas esta também pode emitir juízos erróneos" [15]. Para que isto não aconteça, é preciso rectificá-la e torná-la perfeita, para ela estar em sintonia com a vontade divina, através da educação, "da assimilação da Palavra de Deus e do ensino da Igreja". "Além disso, ajudam muito na formação moral a oração e o exame de consciência", bem como os dons do Espírito Santo e "os conselhos de pessoas sábias" [16].

Lei moral

A Lei moral ou Lei de Deus, sendo uma obra divina, "prescreve-nos caminhos e normas de conduta que levam à bem-aventurança prometida, proibindo-nos os caminhos que nos desviam de Deus" [19]. A Lei moral é percebida pelo Homem devido à sua consciência moral e à sua razão. Esta lei é constituída pela Lei natural, que está "escrita pelo Criador no coração de cada ser humano" [20]; pela Antiga Lei, revelada no Antigo Testamento; e pela Nova Lei, revelada no Novo Testamento por Jesus.

A Lei natural, sendo "universal e imutável", "manifesta o sentido moral originário que permite ao homem discernir, pela razão, o bem e o mal". Como todos os homens (fiéis ou infiéis) a percebam, ela é de cumprimento obrigatório [20], mas ela nem sempre é totalmente compreendida, devido ao pecado. Por isso, Santo Agostinho afirma que "Deus «escreveu nas tábuas da Lei o que os homens não conseguiam ler nos seus corações»" [21], dando assim origem à Antiga Lei, que "é o primeiro estádio da Lei revelada". Resumida nos Dez Mandamentos, ela "exprime muitas verdades que são naturalmente acessíveis à razão", coloca "os alicerces da vocação do homem, proíbe o que é contrário ao amor de Deus e do próximo e prescreve o que lhe é essencial" [22].

A Antiga Lei, sendo ainda imperfeita, "prepara e dispõe à conversão e ao acolhimento do Evangelho" [23] e da Nova Lei, que é a "perfeição e cumprimento", mas não a substituição, da Lei natural e da Antiga Lei [18]. Esta Nova Lei ou Lei evangélica "encontra-se em toda a vida e pregação de Cristo e na catequese moral dos Apóstolos", sendo o Sermão da Montanha "a sua principal expressão" [17]. Esta Lei já perfeita e plenamente revelada "resume-se no mandamento do amor a Deus e ao próximo", e é considerada por São Tomás de Aquino como «a própria graça do Espírito Santo, dada aos crentes em Cristo» [18].

Virtude

A virtude, que se opõe ao pecado, é uma qualidade moral, "uma disposição habitual e firme para fazer o bem", sendo "o fim de uma vida virtuosa tornar-se semelhante a Deus" [30]. Segundo a Igreja Católica, existe uma grande variedade de virtudes que derivam da razão e da fé humanas. Estas, que se chamam virtudes humanas, regulam os actos, as paixões e a conduta moral humanas [31], sendo as mais importantes as virtudes cardinais, que são quatro [32]:

a Prudência, que "dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir" [33].
a Justiça, que é uma "constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido" [34].
a Fortaleza que "assegura a firmeza nas dificuldades e a constância na procura do bem" [35].
a Temperança que "modera a atracção dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados" [36].
Mas, para que as virtudes humanas se atinjam a sua plenitude, elas têm que ser vivificadas e animadas pelas virtudes teologais, que têm "como origem, motivo e objecto imediato o próprio Deus". Elas são infundidas no homem com a graça santificante e tornam os homens capazes de viver em relação com a Santíssima Trindade [37]. As virtudes teologais são três:

Fé: por causa dela, o homem acredita e "entrega-se a Deus livremente. Por isso, o crente procura conhecer e fazer a vontade de Deus" [38].
Esperança: por meio dela, os crentes esperam a vida eterna e o Reino de Deus, colocando a sua confiança perseverante nas promessas de Cristo [39].
Caridade (ou Amor): através dela, "amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos por amor de Deus. Jesus faz dela o mandamento novo, a plenitude da Lei", sendo por isso «o vínculo da perfeição» (Col 3,14) [40]. O Amor é também visto como uma "dádiva de si mesmo" e "o oposto de usar" (ver subsecção Amor, Sexualidade e Castidade) [41].

Pecado

Segundo Santo Agostinho, o pecado "é «uma palavra, um acto ou um desejo contrários à Lei eterna»", causando por isso ofensa a Deus e ao seu amor. Logo, este acto do mal fere a natureza e a solidariedade humanas. "Cristo, na sua morte na cruz, revela plenamente a gravidade do pecado e vence-o com a sua misericórdia" [42]. Há uma grande variedade de pecados, distinguindo-lhes "segundo o seu objecto, ou segundo as virtudes ou os mandamentos a que se opõem. Podem ser directamente contra Deus, contra o próximo e contra nós mesmos. Podemos ainda distinguir entre pecados por pensamentos, por palavras, por acções e por omissões" [43].

A repetição de pecados gera vícios, que "'são hábitos perversos que obscurecem a consciência e inclinam ao mal. Os vícios podem estar ligados aos chamados sete pecados capitais, que são: soberba, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça ou negligência" [44]. A Igreja ensina também que temos responsabilidade "nos pecados cometidos por outros, quando culpavelmente neles cooperamos" [45].

Quanto à sua gravidade, os pecados cometidos pela humanidade podem ser divididos em:

pecados mortais, que são cometidos quando "há matéria grave [...] e deliberado consentimento". Ao afastarem o Homem da caridade e da graça santificante, eles "conduz-nos à morte eterna do Inferno, se deles não nos arrependermos" sinceramente [46];
pecados veniais, que são cometidos "sem pleno consentimento" ou "se trata de matéria leve". Eles, apesar de afectar o nosso caminho de santificação, merece apenas "penas purificatórias temporais", nomeadamente no Purgatório [47].
Todos estes pecados pessoais devem-se ao enfraquecimento da natureza humana, que passou a ficar "submetida à ignorância, ao sofrimento, ao poder da morte, e inclinada ao pecado". Isto é causada pelo pecado original (veja a subsecção Homem, a sua Queda e o Pecado original), que é transmitido a todos os homens, sem culpa própria, devido à sua unidade de origem, que é Adão e Eva. Eles desobedeceram à Palavra de Deus no início do mundo, originando este pecado, que, felizmente, pode ser actualmente perdoado (mas não eliminado) pelo Baptismo. [48]

Perdão e Indulgências

Porém, como o amor de Deus é infinito e como Jesus já se sacrificou na cruz, todos os homems, católicos ou não, podem ser perdoados por Deus a qualquer momento, desde que eles se arrependam de um modo livre e sincero[49] e se comprometam em fazer os possíveis para perdoar os seus inimigos [50]. Os católicos que cometem pecados mortais são considerados membros imperfeitos do Corpo Místico de Cristo, logo é necessário arrependerem-se e serem perdoados para entrarem novamente na comunhão dos santos [51]. Este perdão tão necessário pode ser concedido por Deus sacramentalmente e por meio da Igreja, pela primeira vez, através do Baptismo e depois, ordinariamente, através da Reconciliação [46].

Mas, Deus também pode conceder este perdão através de muitas maneiras diferentes (ou até mesmo directamente), para todos aqueles que se arrependeram (incluindo os não-católicos) [52]. Mas, o perdão divino não significa a eliminação das penas temporais, ou seja, do mal causado como consequência dos pecados cuja culpa já está perdoada. Neste caso, para as eliminar, é necessário obter indulgências e praticar boas obras durante a vida terrena ou ainda, depois de morrer, uma purificação da alma no Purgatório, com a finalidade de entrar puro e santo no Céu [53].

Amor, Sexualidade e Castidade

Em relação à sexualidade, a Igreja Católica convida todos os seus fiéis a viverem na castidade, que é uma "virtude moral e um dom de Deus" [56] que permite a "integração positiva da sexualidade na pessoa" [56]. Esta integração tem por objectivo tornar possível "a unidade interior do homem no seu ser corporal e espiritual" [57], supondo por isso de "uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda as suas paixões e alcança a paz, ou se deixa dominar por elas e torna-se infeliz" [58]. "A virtude da castidade gira na órbita da virtude cardinal da temperança" [59].

Logo, "todo o baptizado é chamado à castidade" [60] porque a sexualidade só se "torna pessoal e verdadeiramente humana quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo total e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher" [57], ambos unidos pelo sacramento do Sagrado Matrimónio (que é indissolúvel) [61]. Por isso, os actos sexuais só podem "ter lugar exclusivamente no Matrimónio; fora dele constituem sempre um pecado grave" [62]. Por estas razões, o sexo pré-marital [63], "o adultério, a masturbação, a fornicação, a pornografia, a prostituição, o estupro" e os actos sexuais entre homossexuais são condenados pela Igreja como sendo "expressões do vício da luxúria" [64].

Para a Igreja, o Amor é uma virtude teologal [40], uma "dádiva de si mesmo" e "é o oposto de usar" [41] e de afirmar-se a si mesmo [65]. Aplicado nas relações conjugais humanas, o Amor verdadeiramente vivido e plenamente realizado é uma "comunhão de entrega e receptividade" [66], de "dádiva mútua do eu e [...] de afirmação mútua da dignidade de cada parceiro". Esta comunhão "do homem e da mulher" [66] é "um ícone da vida do próprio Deus" [67] e "leva não apenas à satisfação, mas à santidade" [66]. Este tipo de relação conjugal proposto pela Igreja "exige permanência e compromisso", que só pode ser autenticamente vivido "no seio dos laços do Matrimónio" [68].

Por esta razão, a sexualidade não exerce só a função de procriar, mas também um papel importante na vida íntima conjugal. Usando as palavras do Catecismo da Igreja Católica, a sexualidade, que "é fonte de alegria e de prazer" [70], "ordena-se para o amor conjugal do homem e da mulher" [71] e para "a transmissão da vida" [72]. A sexualidade (e o sexo) é também considerada como a grande expressão "humana e totalmente humanizada" do Amor recíproco, que é assente na "dádiva de si mesmo", "no encontro de duas liberdades em entrega e receptividade mútuas", onde o homem e a mulher se unem e se complementam [73]. Este verdadeiro e íntegro amor conjugal, onde a relação sexual é vivida honesta e dignamente, só é possível graças à castidade conjugal [74]. Esta virtude permite uma vivência conjugal perfeita assente "na fidelidade e na fecundidade" matrimoniais [72].

Para além da castidade conjugal (que não implica a abstinência sexual dos casados), existem ainda diversos regimes de castidade: a virgindade ou o celibato consagrado (para, como por exemplo, os religiosos, as pessoas consagradas e os clérigos), e "a castidade na continência" ou abstinência (para os não casados) [75].

Preservativos e DSTs

Os actos sexuais entre pessoas com tendências homossexuais são considerados moralmente errados porque "violam a iconografia de diferenciação e complementariedade sexuais [a união homem-mulher], que tornam o amor sexual possível como acto de entrega e reciprocidade mútuas, e porque são, de natureza, incapazes de gerar vida" [77]. Entretanto, para a Igreja, ter tendências homosexuais não é considerado um pecado, mas apenas uma "depravação grave" e uma "provação". O pecado está em ceder a essas tendências e adoptá-las na prática [78]. Na mesma linha de pensamento, a Igreja repudia qualquer reconhecimento legal das uniões entre pessoas do mesmo sexo [79].

Mas, a Igreja Católica não discrimina os homossexuais e pretende ajudá-los a viver na castidade e "na integridade do amor na entrega de si mesmos e para evitarem actos sexuais que são, pela natureza, moralmente desordenados, porque são actos de afirmação de si mesmo e não dádiva de si mesmo" [77]. A Igreja ainda convida os homossexuais a "aproximarem-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã", através do oferecimento das suas dificuldades e sofrimentos como um sacrifício para Deus, das "virtudes do autodomínio [...], do apoio duma amizade desinteressada, da oração e da graça sacramental" [78].

Vida, Planejamento familiar e Contracepção

A Igreja Católica considera a Vida humana como "sagrada" e como uma das maiores dádivas e criações divinas (logo, é um valor absoluto e inalienável) [81], por isso condena, entre outras práticas, a violência [82], o homicídio, o suicídio, o aborto induzido, a eutanásia [83], a clonagem humana (seja ela reprodutiva ou terapêutica) [84] e as pesquisas ou práticas científicas que usam células-tronco extraídas do "embrião humano vivo" (o que provocam a morte do embrião) [85]. Para a Igreja, a Vida humana deve ser gerada naturalmente pelo sexo conjugal [86] e tem início na fecundação (ou "concepção") e o seu fim na morte natural [87] [88]. Segundo esta lógica, a reprodução medicamente assistida é também considerada imoral porque "dissocia a procriação" do acto sexual conjugal, "instaurando assim um domínio da técnica sobre a origem e o destino da pessoa humana" [89].

Quanto à regulação dos nascimentos, a Igreja defende-a como uma expressão e "componente da paternidade e maternidade responsáveis" à construção prudente de famílias, desde que não seja realizada com base no egoísmo ou em "imposições externas" [90]. Mas, esta regulação só pode ser feita através do Planeamento familiar natural, que utiliza métodos de planeamento naturais como a continência periódica e o recurso aos períodos infecundos [90]. Os outros métodos de contracepção, nomeadamente a pílula, a esterilização directa e o preservativo, são expressamente condenados [91].

A Igreja ensina inclusivamente que os métodos naturais são formas mais humanistas e responsáveis de viver a responsabilidade procriadora porque, quando usados correctamente, aumentam e fortalecem a comunicação e o amor entre os cônjuges; promovem o auto-conhecimento do corpo; nunca tem efeitos colaterais no organismo; e promovem a ideia de que a fertilidade é uma riqueza e dádiva divina que pode e deve ser utilizada em momento oportuno [92].

Fonte: http://pt.wikipedia.org/

Dez Mandamentos e a Moral


Existem várias representações dos Dez Mandamentos, que é a base e o mínimo fundamental da Lei moral (ou Lei de Deus), devido à diversidade de traduções existentes. A mais utilizada é aquela ensinada actualmente na catequese de língua portuguesa da Igreja Católica:

1º Amar a Deus sobre todas as coisas.2º Não invocar o Santo Nome de Deus em vão.
3º Guardar domingos e festas de guarda.
4º Honrar pai e mãe.
5º Não matar.
6º Guardar castidade nas palavras e nas obras.
7º Não roubar.
8º Não levantar falsos testemunhos.
9º Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
10º Não cobiçar as coisas alheias.

Para os católicos, eles são de observância e cumprimento obrigatórios, porque "enuncia deveres fundamentais do homem para com Deus e para com o próximo" e dão a conhecer também a vontade divina sobre a conduta moral dos homens

Ceia do Senhor


Ex 12,1-8.11-14
Sl 115(116B)
1 Cor 11,23-26
Jo 13,1-15


Iniciamos o tríduo pascal com este celebração da Ceia do Senhor. O clima da última Ceia é diferente para nós que já conhecemos a unidade do mistério pascal e o clima que os apóstolos estavam vivendo sem saber o que viria depois. Um clima de alegria misturada com lágrimas. É a única festa em que cantamos o Glória e não cantamos o Aleluia.

A Igreja comemora a instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial. Esta aparece nos evangelhos Sinóticos e na carta aos Coríntios. O evangelho de João não fala da instituição eucarística, mas faz questão de deixar claro que o lava-pés expressa o significado da Eucaristia na vida.

A Eucaristia tem as suas raízes nas festas judaicas dos pastores nômades que ofereciam a Deus as primícias do seu rebanho que se uniu depois à festa dos agricultores que, por sua vez, ofereciam a Deus os frutos da terra representados pelos pães ázimos. Estas festas serviram de base para a recordação da saída do povo de Israel do Egito, a Páscoa judaica.

É importante entender a Páscoa judaica para uma melhor compreensão da Eucaristia. O livro do êxodo relata o que aconteceu naquela noite da libertação da escravidão do Egito e o rito que até hoje os judeus celebram uma vez por ano “por todas as gerações como instituição perpétua”. Existe um sinal profético: o sacrifício do cordeiro, o sinal do sangue nas casas dos israelitas, a comida apressada e a passagem do Senhor que liberta seu Povo. O evento fundador da vida em liberdade vai se realizar na travessia do mar Vermelho, passagem da escravidão para a liberdade.

O rito instituído em perpetuidade é o que acontece uma vez por ano na celebração da Páscoa. É importante entender o que “memorial” significa para Israel. É muito mais que uma mera recordação! É uma reapresentação ao evento, de tal maneira que através do sinal o povo que celebra a Páscoa, uma vez por ano, “está presente” na passagem do Mar Vermelho.

Na última Ceia de Jesus o sinal profético com o pão e o vinho faz estar presente ao evento fundador que vai acontecer ao dia seguinte. , a morte e a ressurreição de Jesus. “Todas as vezes” que celebramos o rito eucarístico, os nossos pés teológicos sobem ao Calvário e ao túmulo do ressuscitado. “Memorial” é estarmos presentes lá em todos os tempos.

A cerimônia do Lava-pés traduz o significado da Eucaristia. A Cruz é a expressão do amor que serve; a doação até o fim; a entrega da vida por amor. Lavar os pés é um serviço de escravos assim como a cruz é a morte de escravo. Viver eucaristicamente é deixar um rastro de vida. Alimentados pelo pão e o vinho convertidos no Corpo e no Sangue de Jesus vivemos em comunhão de vida com ele; a vida de Jesus. Compreendeis o que acabo de fazer?Vós também deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.

Uma coisa me tocou no domingo de Ramos. Após a leitura da Paixão, na hora que nos ajoelhamos na hora da morte de Jesus, uma criança começou a chorar, quebrando o silêncio. Esse choro ressoou em mim como o choro da humanidade de todos os tempos, crianças, pobres e pecadores, que tem em Jesus a sua única esperança. O Amor morreu, e agora que será de nós? Na tarde do mesmo dia levei a comunhão a uma pessoa doente e senti como a sua fé lhe dava força e consolo para suportar as dores com a ajuda de Jesus que carrega nossos sofrimentos. Finalmente, a anoitecer um grupo celebrou o Sêder, a Páscoa judaica. Num momento da celebração os comensais misturam ervas amargas, símbolo da amargura no Egito, com um molho doce e avermelhado, harósset, da cor dos tijolos que os escravos hebreus eram obrigados a fabricar no Egito. A vida humana está feita de acontecimentos doces e amargos, sendo que a presença de Deus alivia os sofrimentos e mantém viva a esperança.

Manuel Eduardo Iglesias S.J.

Orações do Cristão


Introdução

Este breve guia tem por finalidade auxiliar na pré-iniciação cristã, contendo as orações básicas do catolicismo. A primeira catequese deve não só em primeiro lugar ministrada, mas constantemente incentivada pelos pais. A oração deve ser posta como algo preciosíssimo e necessário e a prova disto encontramos na Bíblia, onde lemos que o próprio Jesus passava noites inteiras rezando. Uma vida verdadeiramente cristã não é imaginável, sem que haja uma vida de oração.

Os santos todos eram amigos e cultivadores do espírito de oração. Para perder as almas, o demônio procura tirar-lhes o gosto, o amor por ela. A busca desenfreada por divertimentos, paganização da moda, má imprensa (jornais, revistas, televisão, internet) são muitas vezes instrumentos na mão de Satanás para afastar os fiéis da prática da oração. Quem não reza cai em tentação, como aconteceu com os Apóstolos, no horto das Oliveiras. Não só cairá em tentação: corre o risco de perder a fé e todo o fundamento religioso. A oração é o termômetro da vida na alma.



SINAL DA CRUZ - Há dois modos:

1. Pelo sinal da santa cruz , livrai-nos, Deus Nosso Senhor, dos nossos inimigos. (Usando a mão direita, com o polegar, faz-se uma pequena cruz na testa, outra nos lábios e outra no peito). Mais propriamente, denominamos este sinal: Benzer-se ou persignar-se.

2. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. (Usando a mão direita, encosta-se a ponta do indicador na testa, depois no peito, na extremidade esquerda do ombro e em seguida na extremidade direita do ombro).

CREDO (ou CREIO)

Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.



PAI NOSSO

Pai nosso , que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

AVE-MARIA

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

GLÓRIA AO PAI

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

SALVE RAINHA

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

Rogai por nós Santa Mãe de Deus.

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

SANTO ANJO

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso e guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde governe, ilumine. Amém.



ORAÇÃO A SÃO MIGUEL ARCANJO

São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, cobri-nos com vosso escudo, contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o, Deus, instantemente o pedimos e vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

São Miguel Arcanjo, protegei-nos na luta para que não pereçamos no tremendo juízo.

Sacratíssimo Coração de Jesus. Tende piedade de nós! (3 X)



ORAÇÃO DE SÃO BERNARDO

Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido a vossa proteção, implorando o vosso auxílio, e reclamando o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado, pois, com igual confiança, ó Virgem das virgens, como à Mãe recorro e de vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus, mas dignai-vos de as ouvir propícia e me alcançar o que vos rogo. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Amém.

ALMA DE CRISTO

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas Chagas, escondei-me.
Não permitais que eu me separe de vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da morte, chamai-me,
e mandai-me ir para vós,
para que com os vossos Santos vos louve,
por todos os séculos dos séculos.
Amém.



ORAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO


Vinde, Espírito Santo,
enchei os corações dos vossos fiéis
e acendei neles o fogo do Vosso amor.
Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado,
e renovareis a face da terra.
Oremos
Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com
a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas
segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da Sua consolação.
Por Cristo, Senhor nosso.
Amém.


OBRIGADO, SENHOR!

Obrigado, Senhor, pela tua presença constante ao meu lado! Tu és a força no momento de fraqueza, a alegria no momento de tristeza. Tu és a paz na tribulação e na angústia, és a rocha que alicerça meus projetos, e o embalo harmonioso que me acalma nas noites de inquietação. Tu és a luz que ilumina o meu caminho e a luz que me faz caminhar. Tu envolves toda a minha vida e estás presente em cada momento que vacilo. Quando caio, me levantas; quando me decepciono, me animas; quando sinto medo, me fortaleces. Em ti confio plenamente e a todo momento rendo graças pelas bênçãos e maravilhas que realizas a cada novo dia. Amém!


Seleção de Maria Regina Neves Ramos - Caetité/BA
ATO DE CONTRIÇÃO (antes de confessar)




Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me também por perdido o céu e merecido o inferno, e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender, e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.

ATO DE FÉ



Eu creio firmemente que há um só Deus, em três pessoas, realmente distintas: Pai, Filho e Espírito Santo, que dá o céu aos bons e o inferno aos maus, para sempre. Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar, e que ao terceiro dia ressuscitou. Creio tudo o mais que ensina a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, porque Deus, verdade infalível, lho revelou. E nesta crença, quero viver e morrer. Amém.

ATO DE ESPERANÇA



Eu espero, meu Deus, com firme confiança, que pelos merecimentos de meu Senhor Jesus Cristo me dareis a salvação eterna e as graças necessárias para consegui-la, porque vós, sumamente bom e poderoso, o haveis prometido a quem observar fielmente os vossos Mandamentos, como eu proponho fazer com o vosso auxílio. Amém.

ATO DE CARIDADE



Eu vos amo, meu Deus, de todo o meu coração e sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e amável, e antes quero perder tudo do que vos ofender. Por amor de vós amo meu próximo como a mim mesmo. Amém.

OBRAS DE MISERICÓRDIA



São as ações ou atitudes que, quando tomadas por um indivíduo, provam o seu amor ao próximo:



- Dar a comer a quem tem fome.

- Dar de beber a quem tem sede.

- Vestir os nus e dar roupas aos que precisam.

- Tratar de doentes e cuidar dos presos.

- Remir os cativos ou ajudar os apenados em suas necessidades materiais e espirituais.

- Hospedar peregrinos ou dar casa aos que não tem.

- Enterrar os mortos.

- Dar bons conselhos.

- Ensinar os ignorantes ou instruir e orientar os deficientes.

- Consolar os aflitos.

- Corrigir os que erram.

- Perdoar as ofensas e injúrias.

- Rezar pelos vivos e falecidos.

- Suportar os defeitos alheios.

OS 5 MANDAMENTOS DA IGREJA

Conforme compêndio do Catecismo da Igreja Católica,
promulgado pelo Papa Bento XVI em 28.06.2005


1° - Participar da Missa aos Domingos e outras festas de guarda, ficando livre de trabalhos e de atividades que pudessem impedir a santificação desses dias

"A Igreja obriga os fiéis a participar da santa missa todo domingo e nas festas de preceito, e recomenda que dela se participe também nos outros dias". "Os cristãos santificam o domingo e outras festas de preceito participando da Eucaristia do Senhor e abstendo-se também daquelas atividades que impedem de prestar culto a Deus e perturbam a alegria própria do dia do Senhor ou o necessário descanso da mente e do corpo. São permitidas as atividades ligadas a necessidades familiares ou a serviços de grande utilidade social, desde que não criem hábitos prejudiciais à santificação do domingo, à vida de família e à saúde". (Itens 289 e 453)

2° - Confessar os próprios pecados, recebendo o sacramento da Reconciliação
pelo menos uma vez ao ano

"O Senhor ressuscitado instituiu esse sacramento quando, na noite da Páscoa, apareceu aos seus Apóstolos e lhes disse: 'Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, serão retidos' (Jo 20, 22-23)". "O apelo de Cristo à conversão ressoa continuamente na vida dos batizados. Essa conversão é um compromisso contínuo para toda a Igreja, que é santa, mas reúne em seu seio os pecadores". "Devem-se confessar todos os pecados graves ainda não confessados de que alguém se lembra depois de um diligente exame de consciência. A confissão dos pecados graves é o único modo ordinário para obter o perdão" (Itens 298, 299 e 304)

3° - Receber o sacramento da Eucaristia pelo menos pela Páscoa
"A Eucaristia é o banquete pascal, porquanto Cristo, ao realizar sacramentalmente a sua Páscoa, nos dá o seu Corpo e o seu Sangue, oferecidos como alimento e bebida, e nos une a si e entre nós no seu sacrifício". "A Igreja recomenda aos fiéis que participam da santa missa que recebam com as devidas disposições também a santa Comunhão, prescrevendo a obrigação de comungar pelo menos na Páscoa". (Itens 287 e 290)


4° - Abster-se de comer carne e observar o jejum nos dias estabelecidos pela Igreja
"A penitência se exprime de formas muito variadas, em particular com o jejum, a oração, a esmola. Essas e muitas outras formas de penitência podem ser praticadas na vida cotidiana do cristão, em particular no tempo da Quaresma e no dia penitencial da sexta-feira". (Item 301)

5° - Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades

2010/05/02

Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do Universo

A santidade do Senhor Jesus.
Eis que o Senhor é Santo e Pai de todos nós.



O Senhor é o nosso Rei, bendito é todo aquele que vem em nome do Senhor. Hosana nas Alturas, bendito é todo aquele que vem em Nome do Senhor.

Falar da Santidade de Deus é falar do próprio amor que Ele tem para com cada um de seus filhos amados. Falar de Deus como Pai é falar do zelo que Ele tem por todos os seus assim como o Pastor cuida de suas Ovelhas Ele cuida de cada um de nós com o seu puro amor. A cada dia que passa o Senhor Deus nos olha desdos Céus com amor e compaixão e deposita em nossos corações porções de amor com fragrâncias de felicidades.
Nem todos usufruem desta mesma felicidade porque não percebe o quando é valioso esta próximo da Luz e longe das trevas. Quando abrimos os nossos corações para Deus Ele se faz presente com sua compaixão de Pai para com filhos por isso devemos a todos os momentos estar a dizer com todo o coração: Hosana, Hosana, Hosana ao Filho de Davi que se fez Carne para assim nos ensinar mais e mais sobre o amor, o verdadeiro amor.

Louvado seja Deus do Universo.



Ronaldo Alves

MATRIMÔNIO ESPIRITUAL COM DEUS


por Pe. Reginaldo Manzotti

“O rei fez um grande banquete, o povo já foi convidado, a mesa já está preparada, já foi o cordeiro imolado”. Quem já tem mais tempo de caminhada na Igreja, deve lembrar-se desse refrão que tem haver com a Parábola contada por Jesus, no Evangelho de São Mateus: “O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. E mandou seus empregados chamarem os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir.

O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram.

O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’.

Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. Quando o rei entrou para ver os convidados observou ali um homem que não estava usando traje de festa e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes’. “Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos.” (Mt 22,1-14)

Trata-se de uma parábola que traz duas partes, distinta e complementar. Complementar por ser sequência, e distinta porque trata de dois temas diferentes.

Deus fez um grande banquete, o detalhe é que trata de um banquete de casamento, uma festa de casamento, mas não diz o nome dos noivos.

Aqui eu gostaria de saltar para um Livro do Antigo Testamento, Cântico dos Cânticos. São João da Cruz, com muita propriedade toma esse livro do Cântico dos Cânticos e faz um dos mais belos poemas, que diz: “Caminho em noite escura, mas ó feliz ventura do amante em seu amado, no repouso descansado”. Porque, nesse casamento o esposo é Deus e a esposa, nossa alma.

É um casamento entre nossa alma e Deus. Esse é o casamento que Deus quer, esse é o casamento que Jesus preparou, porque nossa alma andará inquieta até um dia encontrar repouso em Deus (Santo Agostinho).

Nossa alma, naturalmente, anseia pelo convívio em Deus, mas esse banquete nupcial, esse banquete matrimonial, essa fusão de nossa alma com Deus, muitos não aceitam.

Uns, diz o texto não aceitam esse matrimonio com Deus, porque vão para o campo.

Significa: vão para o trabalho, e às vezes, o trabalho quando desenfreado, quando desproporcional é um empecilho para nossa comunhão com Deus. Os nossos afazeres, o nosso corre-corre, a nossa escravidão do fazer, o nosso ativismo são empecilhos para a oração, e a oração é um banquete com Deus. O campo significa a lida, quando durante o dia nós não temos nem um tempo para rezar, estamos nos privando de Deus.

Outros vão para os negócios que significam o ter. Se o campo é o fazer, os negócios são o ter. A ânsia de sempre querer ter mais, o apego às coisas materiais, são empecilhos para o casamento com Deus.

Nossa alma fica aflita, nossa alma se perde, nossa alma fica cega. A alma pode ficar cega, o espírito nunca. São Paulo faz essa distinção entre alma e espírito. Sobre isso, explica o Prof. Felipe Aquino: “São Paulo diz que a palavra de Deus é como uma espada de dois gumes que penetra entre a alma e o ‘espírito’, isto é, entre a sensibilidade (alma) e o espírito (inteligência e vontade)” (Hb 4, 12; ITs). Então, a alma pode ser prejudicada pelas opções que fazemos. A cegueira da alma, esse anseio de “ter”, impede nosso matrimonio com Deus.

No Antigo Testamento, o relacionamento de Deus com seu Povo é comparado com um casamento. Deus faz uma aliança de amor com seu povo: Israel. Através do casamento de Oséias com uma mulher infiel é apresentada a relação amorosa de Deus com seu povo que se torna infiel a Ele, seu "esposo".

Israel é comparada a uma esposa que abandona seu marido para se prostituir e, na sua infidelidade espiritual não consegue mais sequer estar com ele. Deus é um marido que tem motivo plausível para repudiar Israel: As prostituições e adultérios dela, mas o juízo de Deus contra ela não é de cólera, é conseqüência de um amor desiludido e não correspondido. Um amor que é maior que a humilhação, um amor desesperado para salvar que alimenta a esperança de que ela mude de atitude volte para Ele, seu esposo, e demonstre seu amor e fidelidade. Deus se dispôs a tomá-la de volta e constituir com ela uma nova aliança nupcial (Os 2, 4-25).

Da mesma forma, Deus anseia para perdoar e restaurar seu povo hoje. Muitas vezes, como nos tempos de Oséias, Deus é rejeitado, esquecido, ignorado e traído, mesmo assim não desiste de nós. Castigo e abandono não são gestos de Deus, ao contrário, mesmo diante da infidelidade espiritual, a alma que se arrepende e o busca, Ele diz: “Desposar-te-ei para sempre, desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com benevolência e ternura. Desposar-te-ei com fidelidade, e conhecerás o Senhor” (Os 2, 21-22).

Continua a parábola: “Outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram”. Significa matar o anseio de Deus dentro de nós, matar o anseio do eterno.

Estamos tão conformados nessa vida, estamos tão acomodados no pecado, tão acomodados na lama, que matamos em nós o desejo de Deus, então o banquete não se realiza. A comunhão não se realiza.

Isto é um tratado de espiritualidade, isto é, um itinerário. Essa parábola é muito forte, fala das coisas interiores da nossa vida, fala das nossas resistências a conversão.

É certo que os destinatários desta parábola são os sumos sacerdotes, são os anciãos. Estes é que se negaram ao banquete com Jesus. Mas, os destinatários hoje somos nós, os cristãos.
Jesus está dizendo para nós, e nesse contexto, Jesus está dizendo que, nós somos os primeiros convidados para o banquete, e aqui já entendendo o banquete comunhão. A comunhão que se faz na Eucaristia, a comunhão que se faz no sacrifício da missa, a comunhão que se faz na Palavra, a comunhão que se faz na oração.

A palavra é aberta a todos e todos são convidados. Porém o final do texto apresenta algo até violento, quando todos vieram, alguém apareceu sem o veste da festa e o rei manda amarrar e jogar para fora.

A veste é revestir-se das virtudes de Deus, é revestir-se da prática justiça, é estar vestido do projeto de Jesus. É essa a veste, que como diz no Apocalipse, com a qual devemos nos apresentar diante de Deus, com a veste branca, alvejada no sangue do cordeiro. É a veste de nossa alma alvejada no sangue do cordeiro sacrificado no banquete.

Esse é o itinerário de Jesus. É bem verdade que tratasse de uma parábola um tanto obscura, que num primeiro momento nos passa despercebida, mas já fomos convidados para esse banquete. Hoje, qual esta sendo a nossa desculpa?

Antigamente se casava muito cedo, com quinze ou dezesseis anos, atualmente, é uma enrolação danada, cinco, sete anos de namoro, trinta dois anos de vida e não se decidem a casar.

Acredito que esta mesma morosidade esta acontecendo na nossa decisão da comunhão com Deus. Às vezes, nós passamos a vida inteira no namoro com Deus, até no noivado com Deus. Mas, assim como os jovens estão enrolando com desculpas, eu não caso porque não tenho dinheiro, eu não caso porque não me sinto maduro, eu não caso porque não tenho casa, eu não caso porque não tenho certeza. Qual esta sendo a nossa desculpa para sairmos do namoro com Deus, e fazermos o matrimônio com Deus? Qual esta sendo a nossa desculpa, hoje? É o campo, são os negócios, ou porque já matamos o anseio, a sede de Deus dentro de nós?

Qual está sendo a nossa desculpa para fazermos este matrimônio com Deus e como consequência que nossa alma repouse no amado que é Deus?

Deixemos que nossa alma encontre felicidade. Deixemos que nosso espírito, como diz Jesus, possa encontrar segurança num matrimônio que nunca acabará. Numa aliança eterna no Cordeiro de Deus.

Acordemos, despertemos, a parábola é atualíssima. Muitos foram chamados, mas poucos deram a resposta.


Padre Reginaldo Manzotti
www.padrereginaldomanzotti.org.br

Pesar do Papa pelo falecimento do Cardeal Mayer - 30/04/2010


O Cardeal Paul Augustin Mayer "deixa a recordação indelével de uma operosa existência vivida com humildade e retidão na adesão coerente à própria vocação de monge e de pastor repleto de zelo pelo Evangelho e sempre fiel à Igreja". O Papa recorda com essas palavras o purpurado beneditino alemão, falecido esta manhã aos 98 anos.



Num telegrama ao Abade Primaz dos Beneditinos confederados, Dom Notker Wolf, o Pontífice recorda o qualificado empenho do Cardeal Mayer "no âmbito litúrgico e no âmbito das universidades e dos seminários e, especialmente, no apreciado serviço à Santa Sé".



O Santo Padre recorda os encargos do purpurado bávaro, "primeiro na comissão preparatória do Concílio Vaticano II" e, "depois, em diversos organismos da Cúria Romana". Bento XVI assegura as suas orações pelo purpurado e por seus confrades que "choram a perda de um tão generoso discípulo de Cristo".



As exéquias do Cardeal Mayer se realizarão na próxima segunda-feira, às 11h30 locais, no Altar da Cátedra da Basílica Vaticana. O rito será celebrado pelo Cardeal Decano Angelo Sodano. Ao término da celebração eucarística, Bento XVI dirigirá a sua palavra aos presentes e dirigirá o rito da última encomendação e despedida.



Prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e Presidente emérito da Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei", o Cardeal Mayer completaria 99 anos no dia 23 de maio próximo.



Após o Concílio Ecumênico Vaticano II, do qual participara como Secretário da Comissão preparatória, recebera a ordenação episcopal por imposição das mãos do Papa Paulo VI, em 1972. Em 1988 fora criado cardeal pelo Papa João Paulo II.



Com o falecimento do pupurado alemão, o Colégio cardinalício fica agora composto por 180 cardeais, 108 dos quais eleitores, e 72 não-eleitores num eventual Conclave.





Fonte: Rádio Vaticano

Encontro da Mãe com o Filho


Nos dias 22 a 30 de Abril ouve a Festa do Encontro da Mãe com o Filho na Cidade de Brazlândia.
Com Novenas, procissão, Santa Missa e um Belo Show com Anjos de Resgate.
Estiveram presentes romeiros, visitantes, Sacerdotes, diáconos, missionários e devotos de Nossa Senhora.
Um encontro com muito amor, alegria, Paz e Felicidades para todos.

Que o Menino Jesus de Praga sempre olhe por todos nós juntamente com Nossa Senhora Mãe e advegoda nossa.

Que os Santos anjos interceda por todos e que assim estejamos mais próximos da graça de Deus.

Relíquias de Santa Margarida Alacoque no Santuário


O Santuário Menino Jesus recebeu no dia 20 de setembro, as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque contendo parte do fêmur, da homoplata e do seu cérebro. As relíquias de Santa Maragarida permaneceram em Brasília até o dia 23 de setembro passando por diversas paróquias da Arquidocese. Após essa data, as relíquias que já passaram por outras 25 cidades, permanecem no Brasil ainda por tempo indeterminado.
Santa Margarida Maria Alacoque nasceu em Verosvres, França, em 1647, e morreu em Paray-le-Monial, em 1690. Ela foi uma religiosa do mosteiro das irmãsVisitandinas e é conhecida como aconfidente do coração de Jesus, por conta de suas visões de Cristo.
Em uma de suas aparições para a santa, Jesus surgiu com seu coração na mão e disse ser aquele o coração que ama a humanidade, mas só recebe em troca ingratidão da maior parte das pessoas. A partir daí, Santa Margarida Maria Alacoque passou a se dedicar a propagar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV

2010/05/01

Vocação, o que é?


A origem da palavra “vocação”: ela vem do verbo latino “vocare”, que quer dizer “chamar”. A vocação é, portanto, um chamado. No âmbito religioso, a vocação é sempre um chamado de Deus para alguma coisa.

A pessoa chamada se sente impelida, atraída para aquilo a que justamente é chamada. A pessoa do vocacionado se sente atraída para aquilo que considera belo, grandioso, importante e necessário que se faça. A vocação é sempre vista como algo que se pode fazer de útil para os outros, e que é, portanto, um serviço que se pode prestar aos outros.

É importante dizer que a vocação tem sempre essa dimensão da “alteridade”, é sempre “alter”, isto é, é sempre voltada para o outro. É um serviço, uma doação. Para nós, cristãos, a vocação é enriquecida de um sentido profundo, que nos é dado pelo próprio Cristo.

Todo batizado é chamado a ser - sempre e em todo lugar - “sal da terra e luz do mundo”. Essa incumbência de todo cristão já é, em si, uma vocação, chamada de vocação fundamental.

Os tipos de vocações são:

1. Leiga;

Leigos são todos os cristãos, que como batizados têm a missão de anunciar Jesus Cristo: caminho, verdade e vida. São pessoas não consagradas que trabalham na construção do reino de Deus, isto é, de uma sociedade justa e mais fraterna, conforme o desejo de Jesus. Exercem ministérios diversos na comunidade, conforme os dons que Deus lhes deu. Esses serviços são: catequese, obras sociais, animação da liturgia, etc. O leigo representa a Igreja no coração do mundo, atuando assim nos mais diversos ambientes (escola, trabalho, família), com o testemunho de sua vida, sua palavra oportuna, sua ação concreta. Por outro lado, ele é o homem do mundo no coração da Igreja.

2. Religiosa;

Os religiosos, ou religiosas, são pessoas que foram chamadas para seguir a Jesus dentro de uma congregação religiosa, consagrando-se a Ele através dos votos religiosos de pobreza, castidade e obediência além de outros específicos de cada congregação. Através do voto o religioso faz uma oferenda de si mesmo a Deus. O fundamento evangélico da vida consagrada está na relação que Jesus estabeleceu com alguns de seus discípulos, convidando-os a colocarem sua existência a serviço do Reino, deixando tudo e imitando mais de perto a sua forma de vida.

3. Sacerdotal.

O sacerdócio é uma forma de seguir o chamado de Deus exclusivamente para os homens. O padre é alguém tirado do meio do povo e consagrado por Deus para o serviço deste mesmo povo nas coisas que se referem a Deus. Ele é o grande mediador entre Deus e o povo. Seu papel é dar continuidade à missão de Jesus Cristo, cabeça da Igreja. Além de celebrar a missa e ministrar os sacramentos (como o Batismo, a Confissão), cabe a ele fazer crescer o amor nas comunidades, nas famílias, no coração das pessoas.

4. Familiar;

O casamento é um chamado cheio de amor que Deus faz a um homem e uma mulher para viverem juntos e constituírem família. São dois filhos de Deus que Deus mesmo entrega um para o outro, para que um seja do outro e para o outro. Quando a família vive verdadeiramente o amor está correspondendo ao amor de Deus, está educando os filhos nesse amor e está dando exemplo de fidelidade a Deus e a seu projeto de amor. Essa fidelidade se dá através de uma vivência dos valores cristãos. Assim a família se torna espaço e ambiente ideal para que os filhos possam discernir o chamado de Jesus. O lar fica sendo um templo vivo de Deus e uma Igreja em miniatura. Sendo a 1ª educadora, é na família que nascem e crescem as vocações, e onde se forma a responsabilidade vocacional de todos.





Por Tiago J. Theisen

Por que buscamos a Deus?


Diante da multiplicação dos pães, a multidão, no dia seguinte, procura novamente Jesus – talvez para pedir novo milagre e, assim, ter pão com fartura sem necessidade de se empenhar na solução do problema da fome. A partir disso, cabe uma pergunta também para nós: por que buscamos a Deus?

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É possível que muitos o procurem para ver se conseguem uma graça especial para solucionar algum problema particular: a saúde, o emprego, a harmonia familiar… Sim, tudo isso é importante e deve ser buscado com muito empenho, mas Jesus não no-lo oferece de forma mágica, ele nos ensinou como superar esses problemas. The Omega Code film The Dead Zone trailer

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Outras vezes nos interessamos por ele para pedir algum milagre e, assim, podermos “mostrar e dizer” aos outros que recebemos tal favor extraordinário, provando que somos melhores que muitos de nossos companheiros ou que a nossa religião é mais importante que as outras…

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talvez pensem que Deus ajuda a quem é fiel em certas práticas religiosas e, portanto, têm “direitos” de serem atendidos por ele e serem livres de alguma desventura ou desgraça… Não é que não podemos pedir isso a Deus, mas nossa fidelidade a ele não deve depender de algum benefício recebido.

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A multidão lança outra pergunta a Jesus: o que, então, devemos fazer? O próprio Jesus responde que é preciso buscar o alimento que permanece até a vida eterna. Ninguém vive sem alimento, mas devemos reconhecer que há necessidade de outro alimento que mate nossas fomes. Esse alimento é o próprio Jesus (“eu sou o pão da vida”). Alimento que deve ser buscado continuamente, que não perece e que nos fortalece na fé e na missão. Jesus começou dando o pão material e agora dá-se a si mesmo como pão de vida e penhor de liberdade.


Por Pe. Nilo Luza, ssp

2010/04/30

VOCAÇÃO NA BÍBLIA



A palavra VOCAÇÃO é muito usada e, quase sempre, usada indevidamente. É comum identificarmos vocação com tendência pessoal ou profissional. Antes de tudo é bom ver a origem e o sentido desta palavra. Vocação vem da palavra latina vocare = chamar. Vocatio = chamamento, chamar, eleger, escolher.

Então, se vocação é chamamento, deve haver alguém que chama e alguém que é chamado. Portanto, não é simples tendência ou inclinação pessoal, mas é chamada. E, se alguém chama, chama para alguma coisa, não chama atôa...

Estamos falando de vocação numa perspectiva de fé e de Igreja. Então podemos definir a vocação como: o chamado que brota do mais íntimo do ser humano, onde ressoa a voz de Deus. Portanto, vocação aqui tem uma dimensão essencialmente religiosa.

Vamos tentar refletir um pouco sobre a vocação na Bíblia, a vocação num enfoque bíblico e religioso. E o fazemos sem nenhuma preocupação interpretativa ou exegética, mas simplesmente segundo o texto.



A. A vocação no Velho Testamento

Podemos dizer que a vocação é um fato bíblico. O nosso Deus é um Deus que fala, que escolhe e chama pessoas para o serviço, para missões concretas e determinadas. Esta sempre foi a convicção presente na consciência do povo bíblico. Deus conduz a história e a iniciativa é sempre dele. Javé elege Israel porque o ama (Dt. 7,6-8). - Não foram os discípulos que escolheram Jesus, mas foi ele que os escolheu. "Não foram vocês que me escolheram, mas foi eu que escolhí vocês. Eu os destinei para ir e dar frutos, para que o fruto de vocês permaneça" (Jo. 15,16). A vocação é profundamente pessoal - Deus conhece e chama. Aliás é convicção bíblica que Deus conhece e chama as pessoas desde o ventre de sua mãe. "Eu ainda estava no ventre materno e Javé me chamou; eu ainda estava nas entranhas de minha mãe, e ele pronunciou o meu nome" (Is. 49,1).
O Velho Testamento fala de diversos tipos de vocação. Em contexto histórico concreto Deus escolhe pessoas para missões específicas. Encontramos na vocação bíblica alguns elementos característicos de toda vocação. Podemos dizer que duas coisas são fundamentais:

Ø toda vocação comporta o envio para uma missão,
Ø toda vocação exige ruptura com o passado.

Deus chama patriarcas, reis, sacerdotes, profetas, homens e mulheres...

A primeira grande história de vocação na Bíblia e a vocação de Abraão (Gn. 12, 1...). Abraão é chamado o pai da fé. Ele é chamado, acredita, deixa o seu povo e parte para o desconhecido.
Vocação de Moisés - num momento difícil da vida do povo hebreu Deus escolhe, chama e envia Moisés (Ex. 3).


Vocação de Samuel (1 Sam. 3).

Como Samuel, Davi é escolhido menino para ser rei e condutor do povo. Deus envia Samuel para ungir quem ele escolhera para ser o seu sucessor. Deus diz a Samuel: "Não se impressione com a aparência e estatura dele. Não é esse que eu quero, porque Deus não vê como o homem, porque o homem olha as aparências, e Javé olha o coração" (1 Sam. 16,7).
No Vellho Testamento o sacerdote é alguém que recebe um chamamento para uma missão especial. Ele é ungido para o serviço do templo (Ex.28,1; 29,1;30,30). "A unção lhes conferirá o sacerdócio perpétuo..."(Ex.40, 15b).

Muito significativa na Bíblia é a vocação-chamamento e envio dos profetas. Os grandes profetas bíblicos falam da própria vocação, dando testemunho do chamado divino individual, direto e imediato.

Ø Vocação de Isaias - Is. 6. Uma visão que se dá em um ambiente de glória...
Ø Vocação de Jeremias - Jr. 1
Ø Vocação de Ezequiel - Ez. 2,8-3 - O profeta come o rolo... doce como mel...
Ø Vocação de Jonas - Jonas 1 - O profeta tenta fugir de Javé para não cumprir a ordem que lhe é dada... - 3, de novo Javé o envia a Ninive.

Quase todos os profetas começam dizendo que a palavra de Javé lhes é dirigida. É a credencial do profeta. Ele não fala nem age em nome próprio. Ele é porta-voz. Nele é Deus que age.
A história do povo de Deus é uma história de teofania. Deus sempre se manifesta e conduz a história. É um Deus presente no caminho, na luta, na vida...

Na história do povo hebreu há duas linhas: a sacerdotal e a profética. Mas os sacerdotes, que deveriam estar a serviço do templo e do povo, acabam formando uma casta, mais comprometida com uma política corrupta do que com a fé.

É interessante observar que os profetas nada têm de oficial ou institucional . O profeta não está ligado ao templo ou à religião oficial. É alguém chamado e enviado para missões específicas. Pela sua coragem de questionar a situação presente e as estruturas que oprimem ele quase sempre foi visado e perseguido. O profeta é alguém que tem coragem de falar e agir, mesmo ferindo as tradições. Ele está comprometido com o Deus de Moisés, o Deus do Exodo,, o Deus que liberta...
Há algo interessante na tradição bíblica: quase sempre o vocacionado coloca obstáculo e resiste ao chamamento:

Ø Moisés diz que é gago e tem dificuldade em se comunicar. Deus coloca Aarão ao seu lado... (Ex. 4,10 segs.)
Ø Isaias diz que é um pecador - tem os lábios impuros... Um anjo toca os seus lábios com uma brasa, para o purificar.
Ø Jeremias diz que é apenas uma criança... Javé responde: "não diga que você é uma criança, você irá para aqueles que eu mandar falar e falará em meu nome..."
Ø Jonas foge...
Ø Maria diz: "eu não conheço homem..."

O vocacionado que assume a missão já não é o mesmo. Ele rompe com o passado. Deixa as redes...



B. A Vocação no Novo Testamento

No Novo Testamento, em Cristo, Deus está muito mais perto de nós. Em Cristo, todos são chamados, vocacionados para a santidade. Aqui Deus nos fala pelo seu próprio Filho (Heb. 1,2). Jesus afirma mais vezes que ele é enviado pelo Pai. Ele é o grande vocacionado para o projeto de Deus no mundo.

Ø Podemos dizer que a primeira vocacionada do NT é Maria (Lc. 1,26 segs.)
Ø João Batista é chamado desde o seio de sua mãe para ser o precursor e o profeta que recebeu não só a missão de anunciar, mas de preparar a chegada do Senhor... O 4º Evangelho diz que "João é enviado por Deus para dar testemunho da luz" (Jo. 1,6-8).
Ø Vocação dos Apóstolos - No início da sua atividade pública Jesus escolheu um pequeno número de homens. Ele chama 12 para o seu seguimento e já lhes deixa entrever a sua missão - "farei de vocês pescadores de homens (Mc. l,16-20). O atendimento é imediato, eles "deixam as redes e o seguem"... Ele chama gente do povo, nem mesmo chama os melhores, pois ele não veio para os justos, mas para os pecadores, Mt. 9,13. Chama para que ficassem com ele.
Ø Chama os 72 - (Lc. 10)...
Ø Chama o jovem rico... (Mc. 10,17-22)
Ø Quem é chamado deve seguir incondicionalmente (Lc. 9,57-62)...
Ø Vocação de Paulo (At. 9,1-30).

Partindo da tradição bíblica de que Deus chama pessoas para um profetismo ou uma missão no seio do povo, a Igreja sempre acreditou que Deus continua chamando para a evangelização e articulação da fé no seio do povo. O nosso Deus não é um Deus que falou no passado, mas que continua falando, comunicando-se conosco, chamando aquele que ele quer.


Fr. Humberto Pereira de Almeida OP

Arcebispo Metropolitano de Brasília


Dom João Braz de Aviz

Nascimento: 24/04/1947
Ordenação presbiteral: 26/11/1972
Sagração episcopal: 31/05/1994


Biografia

Natural de Mafra-SC, nascido no dia 24 de abril de 1947, é um dos 8 filhos do casal João Avelino de Aviz e Juliana Hacke de Aviz, ambos falecidos. Ainda na infância, a família veio para Borrazópolis, pequeno município do Norte paranaense. Aí se criou juntamente com os irmãos.

Prestes a completar 11 anos, foi encaminhado, em 21 de abril de 1958, ao Seminário Menor São Pio X, dos padres do PIME - Pontifício Instituto das Missões Exteriores, em Assis-SP, onde estudavam na época os seminaristas menores da diocese de Londrina.

Com a criação, em março de 1964, da Diocese de Apucarana, para ela se transferiu, de vez que a Paróquia Imaculada Conceição de Borrazópolis passou à jurisdição da nova diocese.

Seus estudos de filosofia foram feitos no Seminário Maior Provincial Rainha dos Apóstolos, em Curitiba. Transferiu-se, a seguir, para Roma, onde obteve, na Pontifícia Universidade Gregoriana, a licenciatura em Teologia. Ordenou-se presbítero na Catedral de Apucarana, no dia 26 de novembro de 1972.

Entre os encargos pastorais exercidos contam-se: pároco de várias paróquias; diretor espiritual e reitor do Seminário Maior-Instituto de Filosofia de Apucarana; diretor espiritual no Seminário do Ipiranga-SP, e reitor e professor de Teologia Dogmática no Instituto Paulo VI, de Londrina-PR. De 1989 a 1992 esteve novamente em Roma, estudando na Pontifícia Universidade Lateranense para o doutorado que obteve em Teologia Dogmática.

Eleito bispo auxiliar de Vitória, recebeu, dia 31 de maio de 1994, em Apucarana, a ordenação episcopal. Todos sejam um (Jo 17, 21) é o lema de sua missão de bispo. Empossado a 9 de junho do mesmo ano, permaneceu na capital do Espírito Santo por 4 anos.

Recebeu a nomeação em 12 de agosto de 1998, de bispo diocesano de Ponta Grossa, sede que assumiu no dia 15 de outubro daquele ano.

Aos 17 de julho de 2002, surpreendeu-o a comunicação de sua transferência para Maringá, onde tomou posse como 3º Arcebispo de Maringá, no dia 4 de outubro de 2002 permanecendo no governo da mesma durante 14 meses.

No dia 28 de janeiro de 2004 foi nomeado pelo Santo Padre o Papa João Paulo II para Arcebispo Metropolitano de Brasília onde tomou posse dia 27 de março do mesmo ano.

Vocação


Vocação é uma palavra que vem do latim: "vocare" que significa chamar, chamado: ato de chamar, de escolher. O chamado é sempre uma iniciativa da parte de Deus; é Ele que escolhe e chama. Da pessoa chamada depende uma resposta livre e consciente, para que a vocação se concretize.
Deus nos chamou. Desde toda a eternidade destinou o ser humano a uma vocação natural: a existência, e nos chama constantemente em cada circunstância de nossa vida. Ele nos vocacionou à vida: ser gente, à imagem e semelhança d' Ele. (Gen 1,26). O verbo chamar sempre nos direciona a uma missão: somos chamados a realizar o que Deus nos confia.
Ele deixou toda criação aos cuidados do ser humano, vocacionando-o ao amor, à união e à perpetuação da espécie, mas essa vocação só se realiza plenamente, quando o homem e a mulher, criados à imagem e semelhança de Deus, entram em comunhão com a Trindade.
O ser humano é chamado a prosseguir no caminho do Senhor, Verdade e Vida. É no Batismo que a pessoa humana assume a verdadeira Identidade Cristã, tornando-se servidora do Reino.
A verdadeira vocação humana e cristã é de viver em comunhão e participação: ser povo de Deus. Logo, a vocação primeira de toda pessoa é a vocação "batismal". Pelo Batismo, o cristão é chamado pelo Pai, adotado como filho e justificado de seus pecados; é incorporado a Jesus Cristo, ungido pelo Espírito Santo. Começa a pertencer à Igreja e é enviado para a missão: povo de Deus comprometido com a Igreja.
Viver a vocação batismal exige: uma Igreja sem discriminação, onde a dignidade de cada um dos seus membros é respeitada; todos os batizados têm direito de participar, pois todos são vocacionados a serem Santos e Santas; Inspirar-se no Espírito de Jesus recebido no Batismo.
A redescoberta da vocação batismal, segundo o Concílio Vaticano II, nos leva a perceber que as vocações específicas são apenas desdobramento do batismo e não novas vocações. A única e verdadeira consagração é a que acontece no batismo.
As vocações específicas não são novas consagrações, mas sim a realização do batismo, através de uma resposta pessoal. O Mistério do nosso chamado, da nossa vocação, atua sempre no segredo do coração, nesse espaço do espírito, onde cada um de nós se encontra com Deus, qualquer que seja a maneira, esse encontro é sempre único para cada um.
O amor é a vocação fundamental e originária do ser humano (CIC 2392). Mas o encontro com o Deus amor, quando autêntico, sempre está acompanhado da tomada de consciência de pertencer a uma comunidade, que o próprio Deus reúne e convida à mesa, e somos introduzidos neste mistério pelo batismo, e como família compartilhamos da vida de Deus pela eucaristia, unidos no mesmo Espírito, convocados à missão de evangelizar.
Não há vida sem engajamento efetivo no serviço à igreja e à sua missão, cada um deve assumir a sua parte nas responsabilidades e nas tarefas, é exigência do batismo. Qualquer que seja a forma pela qual queremos viver concretamente o evangelho, qualquer que seja o nosso estado de vida, nenhum de nós pode se eximir dessa contribuição para a vitalidade da missão na Igreja. O Espírito de Jesus deve nos animar de tal modo que todas as nossas relações tenham a sua marca.
Nesta família de Deus, todos temos um rosto humano, e está situado em cada um de nós com as nossas raízes. Deus não desenraiza, não quebra vínculos, mesmo quando nos convida a deixar tudo para seguí-lo, nunca nos pede para renegar as nossas origens, nosso sangue, nosso meio, nosso país e nossa raça.
De fato pertencemos ao povo de Deus que é a Igreja, e por natureza o homem é um ser religioso, porque provém de Deus e para Ele caminha, e o homem só vai viver uma vida plenamente humana se viver livremente a sua vida com Deus. Cabe a todos nós corresponder ao desejo imenso de Deus que quer reunir todos os homens em tomo da sua mesa.


Eduardo Rocha Quintella

Eduardo Rocha Quintella
Bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora / Minas Gerais
Portal na Internet: www.eduardoquintella.com.br
E-mail: contato@eduardoquintella.com.br

O DESAFIO DE VIVER A VOCAÇÃO CRISTÃ NO MUNDO DE HOJE


Vivemos num mundo onde os valores do poder, do ter e do prazer são objetos de adoração e de idolatria. A luta pelo poder torna as pessoas desumanas. As guerras, o ódio e as tensões ameaçam o mundo que já encontra-se dividido entre ricos e pobres e divida-se cada vez mais em bandos antagônicos e inimigos que lutam para aniquilar o adversário. A sexualidade tornou-se presa fácil e objeto de prazer despojando o ser humano de sua dignidade e intimidade. A vida em seu conjunto perde a dimensão fraternal e comunitária e torna-se uma guerra onde os homens se desumanizam as serviço de valores-objetos como o poder, o ter e o prazer.

A secularização se expande cada vez mais e vai tomando conta das pessoas. O ser humano vai perdendo o sentido profundo de sua vida, sua razão de ser no mundo e tornando-se escravo de si mesmo, das leis criadas por ele mesmo e da máquina que deveria estar ao seu serviço.

É dentro dessa realidade toda que nos encontramos como pessoas cristãs, chamadas a transformá-la, vivendo o compromisso que assumimos no Batismo.

Lembro-me que, em 1989, o Papa João Paulo II fazia um apelo aos jovens da época, muito válido aos jovens e a todos os cristãos de todos os tempos:

“… não tenhais medo de ser santos! Tende a coragem de buscar e encontrar a verdade, para além do relativismo e da indiferença daqueles que tendem a edificar o nosso mundo como se Deus não existisse. Jamais sereis desiludidos se conservardes como ponto de referência na vossa busca, Cristo, verdade do homem. A revelar o mistério do Pai e do seu Amor, Ele ‘manifesta perfeitamente o homem ao próprio homem e descobre-lhe a sublimidade de sua vocação’ (GS 22).

Tende a coragem da solidariedade, na Igreja e no mundo: convidai todos a serem, juntamente convosco, os artífices da ‘civilização do amor’, que o evangelho exige que edifiquemos, superando as divisões e os ódios que se escondem no coração humano, reconciliando os homens com as criaturas, os homens entre si e os homens com Deus. Eis aqui o enorme projeto que se vos apresenta. Compete-vos pô-lo em prática!

… Ide também vós, por todos os lugares, sempre conscientes do desejo de (Jesus) Cristo: ‘Vim lançar fogo sobre a terra; e que quero eu senão que ele se tenha ateado?’ (Lc 12,49). Fazei com que arda este fogo que Jesus trouxe, o fogop do Espírito Santo, que queima toda a miséria humana, todo o mesquinho egoísmo, todo o mau pensamento. Deixai este fogo que se propague em seu coração”. (L’Osservatore Romano, nº 39/09/1991).

Em março de 1991, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, entre outras, o Papa dirige estas palavras à juventude em cadeia de rádio: “É tarefa dos jovens lembrar à humanidade, por palavras e pelo testemunho, que Deus é Pai de todos. (…) Exorto-vos a colocarem Cristo no centro de vossas vidas e a darem testemunho de Cristo, para construírem um mundo mais justo e mais fraterno”.

O desafio está lançado, transformar este mundo que está se estruturando como se Deus não existisse, de tal forma que as pessoas estão caindo na solidão, no vazio: drogas, alcoolismo, depressão, prostituição, ganância, corrupção, abortos, violência ... e aumenta cada vez mais o numero dos suicídios. O homem vai se afastando cada vez mais de Deus e atraindo para si a morte, pois está esquecendo que Deus é o princípio, o fim e a presença da vida. Ele é a Vida.

O homem está esquecendo que é imagem e semelhança de Deus. Que Deus lhe preparou todo um universo, o ambiente da vida, e que é a presença de Deus, a união, a intimidade com Ele que mantém a vida.

Estamos esquecendo que Deus se fez um de nós, encarnou-se, veio recuperar, resgatar em nós esta imagem e semelhança sua maculada pelo pecado. Que Ele veio resgatar e nos mostrar pessoalmente a dignidade da vida.

Esta perda da consciência daquilo que somos é visível. Basta nos perguntar sobre a postura que temos diante da vida. Basta ver a realidade do matrimônio e da família como centro de formação da vida. Olhar para o número de abortos praticados a cada ano. E tantas outras realidades onde as cenas de morte parece ser normais nos dias de hoje.

A proposta de Jesus vem ao encontro de todas essas realidades como uma proposta de VIDA, proposta de amor.

Jesus Cristo nos revela que o Pai é AMOR, que ele quer a vida de seus filhos, pecadores, e não a morte. Já o Livro de Ezequiel nos aponta para esta vontade do senhor quando diz: “Certamente não tenho prazer na morte do ímpio; mas antes na sua conversão, em que ele se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel” (Ez 33,11). Já Lucas nos apresenta as seguintes palavras de Jesus: “Os sãos não têm necessidade de médico e sim os doentes; não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento” (Lc 5,31).

Cristo tem uma proposta concreta, baseada no mandamento do amor. Esta proposta se concretiza em várias dimensões:

PERDÃO – Deus nos perdoa e vem fazer-se presente no meio de nós. Ele mostra que o perdão é essencial como caminho, como condição para voltar à verdadeira vida. Cristo é a união de Deus com os homens e disse: “Eu vim para que todos tenham vida” ( Jo 10,10).

ANÚNCIO DA BOA NOVA – Cristo ensina ao mundo qual é a Vontade de Deus, ou seja, o que é essencial para a vida do ser humano.

TESTEMUNHO – Cristo dá a sua vida pela nossa vida. Testemunha, vive tudo o que fala, e finalmente morre na cruz para nos reconciliar plenamente com Deus.

VIDA ETERNA – Ressurreição. Nos dá a razão, o sentido da fé. Garante-nos a eternidade.

Cristo mostra que todos são filhos de Deus e têm os mesmos direitos diante de Deus. Sua proposta é de fraternidade, de encontro e união entre todos. Para que isto aconteça, Ele propõe o AMOR: amor a tal ponto de amar os inimigos. Sua proposta é radical. Vai contra os valores individualistas do mundo.

A fim de que mude a situação de pecado é necessário que haja a conversão. A conversão é um “parto doído”, um sair das estruturas de pecado (do individualismo), para entrar numa nova estrutura: a comunidade do amor.

Nós já fomos perdoados por Cristo, através do seu mistério Pascal. Pelo Batismo assumimos o compromisso com Cristo: tornamo-nos cristãos. Somos herdeiros de Deus, elevados por Cristo à condição de filhos (cf. Gal 4, 1-7).

Ser cristão é reproduzir hoje a imagem de Cristo em nós. É perdoar a ponto de amar o inimigo. É anunciar ao mundo a Boa Nova que assumimos, testemunhando-a com a vida. Fazer do Evangelho, dos valores do reino a nossa conduta de vida. Viver o Evangelho no mundo de hoje como viveram as primeiras comunidades cristãs em seu tempo e em seu mundo (cf. At 2, 42 ss). Encontrar formas de mostrar ao mundo de hoje os valores nops quais nós acreditamos. Ter uma postura de vida coerente: traduzir a fé em gestos concretos, em atitude permanente. Tantas vezes temos medo de ser diferentes. Esquecemos que se é necessário conversão, temos que ser o testemunho vivo daquilo que diferencia a situação.

Ser cristão hoje, necessita “nadar contra a correnteza” que o mundo apresenta. E o próprio cristo nos alerta que o mundo nos odiará. Por isso Ele pede para vigiarmos sem cessar.

Portanto, é necessário perseverar na luta. E todos sabemos como isso é difícil. Mas o próprio Cristo nos mostra que o reino de Deus é conquistado com esta força: a força da nossa vontade, consoante com a vontade e a graça de Deus que se faz presente.

Para isso, necessitamos da oração, da leitura e reflexão da Palavra de Deus, do silêncio e da escuta, a fim de descobrirmos a Vontade de Deus que nos levará à caridade, à vivência desta proposta.

Tudo isto começa pela fé em Jesus Cristo. Como poderemos manifestar o nosso testemunho ao mundo se não estivermos convictos de que aquilo no que e em Quem acreditamos é a Verdade?

Nós afirmamos que Deus é Amor, é Vida, é Pai. Não estamos satisfeitos com a situação do mundo hodierno. Dizemos que o Evangelho é Verdade... Mas, nos perguntemos agora: quanto tempo por dia dedicamos à leitura e à meditação da Verdade – da Palavra de Deus? Como está a nossa freqüência à Eucaristia? Como tornamos presente, no cotidiano da vida, o Cristo que recebemos na Palavra e na eucaristia? Façamos um exame de consciência.

Nós, cristãos, temos as três grande virtudes: Fé, Esperança e Caridade. Estas virtudes nos identificam como cristãos. Mas, se não as vivermos, que esperança, que sinal seremos para o mundo? Não seremos sal e luz para o mundo. Como é triste um cristão sem esperanças!

Se a nossa vida no dia-a-dia, o nosso modo de ser e de viver, a partirem das menores coisas e momentos que sejam, a nossa honestidade, coerência, caridade, fidelidade, não esquentarem o coração das pessoas, não as atraírem para Deus, estamos sendo falsos cristãos, nossa vida não está sendo de acordo com a nossa fé.

Nosso momento é agora. Não importa os passos dados, mas os que estamos e estaremos dando a partir de agora.

Que São Paulo, o perseguidor que converteu-se no maior missionário e testemunho de Cristo de todos os tempos, nos sirva de modelo e inspiração em nossa vivência cristã do dia-a-dia.



Pe. Royk

Rumo ao XVI Congresso Eucarístico Nacional


Capital Federal sedia encontro durante comemoração de 50 anos de fundação da cidade



Em 2010, Brasília estará em festa. Não só pelos 50 anos de fundação da cidade, como também pelo Jubileu da Arquidiocese de Brasília e pela realização de mais um grande evento eucarístico na capital federal. O XVI Congresso Eucarístico Nacional (CEN) será realizado de 13 a 16 de maio e terá como tema Eucaristia, pão da unidade dos discípulos missionários e por lema Fica conosco, Senhor! (cf. Lc 24,29).



O Congresso Eucarístico Nacional será o ponto central das celebrações dos 50 anos da Arquidiocese de Brasília, que contarão também com uma retrospectiva histórica dos acontecimentos mais importantes da Arquidiocese como a primeira missa celebrada no marco inicial da construção da cidade em 1957 e o VIII Congresso Eucarístico Nacional, realizado em 1970.



Durante a 46ª Assembléia Geral da CNBB, realizada em abril de 2008, ao apresentar o tema e o lema do XVI Congresso Eucarístico Nacional, Dom João Braz de Aviz, Arcebispo Metropolitano de Brasília, declarou que, “para a Igreja, a realização do Congresso Eucarístico possibilita uma maior vivência da Eucaristia e é fonte inesgotável para a vida cristã, por isso deve haver um empenho para sua melhor realização”.



A programação do Congresso envolverá atividades de reflexão e estudo sobre temas atuais e relevantes para a vivência do sacramento da Eucaristia, celebrações eucarísticas, adoração ao Santíssimo Sacramento e atividades culturais. Para essa autêntica festa, toda a Igreja é convocada, e o evento deverá contar com a presença de cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos, diáconos permanentes, membros de institutos de vida consagrada, leigos e representantes de todas as dioceses do País.



O Congresso será antecedido pela realização da 48ª Assembléia Geral da CNBB, cuja missa de abertura, em 3 de maio de 2010, fará memória da Primeira Missa em Brasília, na Praça do Cruzeiro.



A Arquidiocese de Brasília, responsável pela organização do XVI CEN, vem trabalhando com empenho para providenciar toda a estrutura necessária ao Congresso. Já foram constituídas a Comissão Central e as Comissões Executivas, que trabalham em conjunto com diversos voluntários para a realização deste momento dedicado à celebração do grande dom da Sagrada Eucaristia.



Segundo Dom João Braz, “em nossos trabalhos queremos formar um corpo unido, onde cada parte desse, cada membro, e cada comissão, sejam um corpo vivo, um corpo que faz um trabalho unido a todos os outros. O Congresso Eucarístico deve ser a expressão de um trabalho de comunhão, que tem sua fonte na eucaristia”.

Papa Bento XVI fala sobre o XVI CEN


Saiba o que disse o santo padre em seu discurso às autoridades eclesiais da Conferência Nacional dos bispos do Brasil



O Santo padre, o Papa Bento XVI, falou hoje, do XVI Congresso Eucarístico Nacional que acontecerá em Brasília, entre 13 a 16 de maio.



Em discurso aos prelados da conferência Nacional dos bispos do Brasil, o Papa Bento XVI disse:



"Fica conosco, Senhor!» (cf. Lc 24, 29): estão rezando os filhos e filhas do Brasil a caminho do XVI Congresso Eucarístico Nacional, daqui a um mês em Brasília, que deste modo verá o jubileu áureo da sua fundação enriquecido com o “ouro” da eternidade presente no tempo: Jesus Eucaristia. Que Ele seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total. Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado!"

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORTE II) , 15.04.2010

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORTE II)

Alle ore 12.15 di questa mattina, il Santo Padre Benedetto XVI incontra gli Ecc.mi Presuli della Conferenza Episcopale del Brasile (Regione NORTE II), ricevuti in questi giorni, in separate udienze, in occasione della Visita "ad Limina Apostolorum", e rivolge loro il discorso che pubblichiamo di seguito:


DISCORSO DEL SANTO PADRE

Amados Irmãos no Episcopado,

A vossa visita ad Limina tem lugar no clima de louvor e júbilo pascal que envolve a Igreja inteira, adornada com os fulgores da luz de Cristo Ressuscitado. Nele, a humanidade ultrapassou a morte e completou a última etapa do seu crescimento penetrando nos Céus (cf. Ef 2, 6). Agora Jesus pode livremente retornar sobre os seus passos e encontrar-Se como, quando e onde quiser com seus irmãos. Em seu nome, apraz-me acolher-vos, devotados pastores da Igreja de Deus peregrina no Regional Norte 2 do Brasil, com a saudação feita pelo Senhor quando se apresentou vivo aos Apóstolos e companheiros: «A paz esteja convosco» (Lc 24,36).

A vossa presença aqui tem um sabor familiar, parecendo reproduzir o final da história dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 33-35): viestes narrar o que se passou no caminho feito com Jesus pelas vossas dioceses disseminadas na imensidão da região amazônica, com as suas paróquias e outras realidades que as compõe como os movimentos e novas comunidades e as comunidades eclesiais de base em comunhão com o seu bispo (cf. Documento de Aparecida, 179). Nada poderia alegrar-me mais do que saber-vos em Cristo e com Cristo, como testemunham os relatórios diocesanos que me enviastes e que vos agradeço. Reconhecido estou de modo particular a Dom Jesus Maria pelas palavras que acaba de me dirigir em nome vosso e do povo de Deus a vós confiado, sublinhando a sua fidelidade e adesão a Pedro. No regresso, assegurai-o da minha gratidão por tais sentimentos e da minha Bênção, acrescentando: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão» (Lc 24,34).

Nesta aparição, palavras - se as houve - diluíram-se na surpresa de ver o Mestre redivivo, cuja presença diz tudo: Estive morto, mas agora vivo e vós vivereis por Mim (cf. Ap 1,18). E, por estar vivo e ressuscitado, Cristo pode tornar-Se «pão vivo» (Jo 6, 51) para a humanidade. Por isso sinto que o centro e a fonte permanente do ministério petrino estão na Eucaristia, coração da vida cristã, fonte e vértice da missão evangelizadora da Igreja. Podeis assim compreender a preocupação do Sucessor de Pedro por tudo o que possa ofuscar o ponto mais original da fé católica: hoje Jesus Cristo continua vivo e realmente presente na hóstia e no cálice consagrados.

Uma menor atenção que por vezes é prestada ao culto do Santíssimo Sacramento é indício e causa de escurecimento do sentido cristão do mistério, como sucede quando na Santa Missa já não aparece como proeminente e operante Jesus, mas uma comunidade atarefada com muitas coisas em vez de estar recolhida e deixar-se atrair para o Único necessário: o seu Senhor. Ora, a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber… É óbvio que, neste caso, receber não significa ficar passivo ou desinteressar-se do que lá acontece, mas cooperar – porque tornados capazes de o fazer pela graça de Deus – segundo «a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos» (Const. Sacrosanctum Concilium, 2). Se na liturgia não emergisse a figura de Cristo, que está no seu princípio e está realmente presente para a tornar válida, já não teríamos a liturgia cristã, toda dependente do Senhor e toda suspensa da sua presença criadora.

Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa (cf. Redemptionis Sacramentum, 79)! O mistério eucarístico é um «dom demasiado grande – escrevia o meu venerável predecessor o Papa João Paulo II – para suportar ambigüidades e reduções», particularmente quando, «despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa» (Enc. Ecclesia de Eucharistia, 10). Subjacente a várias das motivações aduzidas, está uma mentalidade incapaz de aceitar a possibilidade duma real intervenção divina neste mundo em socorro do homem. Este, porém, «descobre-se incapaz de repelir por si mesmo as arremetidas do inimigo: cada um sente-se como que preso com cadeias» (Const. Gaudium et spes, 13). A confissão duma intervenção redentora de Deus para mudar esta situação de alienação e de pecado é vista por quantos partilham a visão deísta como integralista, e o mesmo juízo é feito a propósito de um sinal sacramental que torna presente o sacrifício redentor. Mais aceitável, a seus olhos, seria a celebração de um sinal que corresponda a um vago sentimento de comunidade.

Mas o culto não pode nascer da nossa fantasia; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação. A verdadeira liturgia supõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-Lo. «A Igreja pode celebrar e adorar o mistério de Cristo presente na Eucaristia, precisamente porque o próprio Cristo Se deu primeiro a ela no sacrifício da Cruz» (Exort. ap. Sacramentum caritatis, 14). A Igreja vive desta presença e tem como razão de ser e existir ampliar esta presença ao mundo inteiro.

«Fica conosco, Senhor!» (cf. Lc 24, 29): estão rezando os filhos e filhas do Brasil a caminho do XVI Congresso Eucarístico Nacional, daqui a um mês em Brasília, que deste modo verá o jubileu áureo da sua fundação enriquecido com o "ouro" da eternidade presente no tempo: Jesus Eucaristia. Que Ele seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total. Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado! Hoje e aqui, tudo isto desejo à esperançosa parcela deste Corpo que é o Regional Norte 2, ao conceder a cada um de vós, extensiva a quantos convosco colaboram e a todos os fiéis cristãos, a Bênção Apostólica.

[00519-06.01] [Texto original: Português]

[B0221-XX.01]

A Vocação Sacerdotal


A vocação sacerdotal
A vocação sacerdotal é algo que não se pode explicar e nem se compreender totalmente, pois é um mistério de Deus na vida daqueles que são chamados e escolhidos á serem ministro de deus no sacerdócio de Jesus Cristo foi o próprio Jesus quem instituiu tão sublime ministério (na ultima ceia) e dando a seus apóstolos total autoridade em celebrar os mistérios de seu corpo e de seu sangue. Algumas pessoas perguntam: como é que surge a vocação ao sacerdócio? Mas é algo que não dá pra explicar, só pode-se dizer que é um chamado que Jesus fez. Outras pessoas perguntam: porque você escolheu este caminho? Mas não se escolhe ser sacerdote, mas sim Jesus, Ele mesmo diz: “Não fostes vos que me escolhestes, mas fui eu que te escolhi, e te destinei para ir a dar frutos, e para que o vosso fruto permaneça.” ( Jo, 15,16). O mesmo Jesus que chamou Pedro e seu irmão André, Tiago e João à beira do mar da Galiléia, continua chamando hoje jovens a deixarem tudo para segui-lo e trabalhar na vinha do Senhor. O chamado do Senhor vem como uma brasa no coração, que só como o passar do tempo se pode perceber que é a voz de Deus dizendo: vem filho meu, preciso de ti para trabalhar na minha messe e salvar almas, pois ela é grande e poucos são os operários. Podemos resumir a vida sacerdotal em duas palavras: AMOR e RENUNCIA. Pois pra se tornar sacerdote do Senhor e necessário amar Cristo e nossos irmãos, e renunciar a tudo e a si próprio. Que todos os chamados e escolhidos dê o seu sim como fez Maria, a Mãe e Mestra das vocações. “Pela ordenação sacerdotal, o ordenado se torna como criança que se joga com toda a confiança nos braços do Pai ainda que não o veja. Acredita e confia nele porque Jesus disse: Não tenhas medo.” (Cf. A ordem sacerdotal- Pe. Erneste N. Roman).
Fonte: V M

2010/05/06

Teologia moral católica



Segundo a Igreja Católica, a teologia moral é a parte da Teologia católica "que se ocupa do estudo sistemático dos princípios éticos da doutrina sobrenatural revelada", aplicando-os de seguida à vida quotidiana do católico e da Igreja. Esta teologia está, em parte, englobada pela teologia sistemática. Mas, apesar disso, muitas vezes ela também está associada à teologia prática [1].

O Evangelho e as verdades e doutrinas reveladas, estudadas pela teologia dogmática, estão essencialmente ligadas a uma ética e conduta moral. "A doutrina revelada, a rigor, é uma ética, pois apresenta, no seu conjunto, as normas exigidas para o relacionamento dos homens entre si e para com Deus" [1]. Esta ética e moral, que "preparam-nos para sermos o tipo de pessoa que pode viver com Deus" na vida eterna, giram por isso à volta do "desafio da dádiva de si mesmo aos outros" e a Deus [2]. Por isso, estas normas devem ser praticadas no quotidiano "como expressão da plena aceitação da mensagem evangélica" e da vontade de Deus pela humanidade [1]. A prática desta moral católica, cuja parte fundamental e obrigatória são os Dez Mandamentos, serve para libertar o Homem da "escravidão do pecado" [3], que é um autêntico "abuso da liberdade" [4]. Isto porque "só nos tornamos livres se conseguirmos ser melhores" e ser "atraídos para o bem e o belo" [5], visto que a bondade e as bem-aventuranças "definem o contexto para a vida moral cristã" [6].

Segundo a doutrina da Igreja Católica, "a questão moral é o cerne da problemática soteriológica, pois a salvação depende da nossa conduta, após a justificação recebida com a graça do batismo". O objetivo da teologia moral "é levar as virtudes cristãs à excelência", até o fim das vidas de cada católico [1].

Moralidade dos actos

Segundo a doutrina da Igreja Católica, "a moralidade dos actos humanos depende de três fontes: do objecto escolhido, ou seja, dum bem verdadeiro ou aparente; da intenção do sujeito que age, isto é, do fim que ele tem em vista ao fazer a acção; das circunstâncias da acção, onde se incluem as suas consequências". Estas circunstâncias podem anular, "atenuar ou aumentar a responsabilidade de quem age, mas não podem modificar a qualidade moral dos próprios actos, não tornam nunca boa uma acção que, em si, é má", visto que "o fim não justifica os meios". Por isso, a transgressão de uma regra moral implica a escolha do mal e por isso o cometimento de pecados [7].

Moralidade das paixões

Segundo a concepção católica, as paixões são "os afectos, as emoções ou os movimentos da sensibilidade – componentes naturais da psicologia humana – que inclinam a agir ou a não agir em vista do que se percebeu como bom ou como mau. As principais são o amor e o ódio, o desejo e o medo, a alegria, a tristeza e a cólera. A paixão fundamental é o amor, provocado pela atracção do bem." [8].

Ainda segundo a doutrina católica, "as paixões não são nem boas nem más em si mesmas: são boas quando contribuem para uma acção boa; são más, no caso contrário." Logo, elas podem ser assumidas, guiadas e ordenadas pelas virtudes ou pervertidas e desorientadas pelos vícios [9].

Dignidade, Liberdade e Consciência moral

Ver artigo principal: Dignidade e Direitos humanos, Liberdade, Livre-arbítrio e Consciência (moral)
Como já foi tratado nas secções "Homem, a sua Queda e o Pecado original", "Demónios e Mal" e "Justificação, Graça, Misericórdia, Mérito e Liberdade, o Homem possui dignidade, que está radicada na sua "criação à imagem e semelhança de Deus", o que implica necessariamente que o Homem possui liberdade e consciência moral. A liberdade é uma capacidade inseparável e inalienável do Homem [10], dado por Deus, "de agir e não agir", "de escolher entre o bem e o mal", "praticando assim por si mesmo acções deliberadas". Este poder único, que "atinge a perfeição quando é ordenada para Deus" [11], "torna o homem responsável pelos seus actos, na medida em que são voluntários, embora a imputabilidade e a responsabilidade de um acto possam ser diminuídas, e até anuladas, pela ignorância, a inadvertência, a violência suportada, o medo, as afeições desordenadas e os hábitos" [12]. A "escolha do mal é um abuso da liberdade, que conduz à escravatura do pecado", porque o Homem tem uma consciência moral [11].

Quando escuta esta consciência, "o homem prudente pode ouvir a voz de Deus" [13], que o ordena a praticar o bem e a evitar o mal, em conformidade e guiada pela razão, pela doutrina e pela Lei de Deus, especialmente pela regra de ouro e pelos mandamentos de amor [14]. "Graças a ela, a pessoa humana percebe a qualidade moral dum acto a realizar ou já realizado, permitindo-lhe assumir a responsabilidade." [13]. O Homem, como possui dignidade, não deve ser impedido ou obrigado "a agir contra a sua consciência" [14], devendo por isso "obedecer sempre ao juízo certo da sua consciência, mas esta também pode emitir juízos erróneos" [15]. Para que isto não aconteça, é preciso rectificá-la e torná-la perfeita, para ela estar em sintonia com a vontade divina, através da educação, "da assimilação da Palavra de Deus e do ensino da Igreja". "Além disso, ajudam muito na formação moral a oração e o exame de consciência", bem como os dons do Espírito Santo e "os conselhos de pessoas sábias" [16].

Lei moral

A Lei moral ou Lei de Deus, sendo uma obra divina, "prescreve-nos caminhos e normas de conduta que levam à bem-aventurança prometida, proibindo-nos os caminhos que nos desviam de Deus" [19]. A Lei moral é percebida pelo Homem devido à sua consciência moral e à sua razão. Esta lei é constituída pela Lei natural, que está "escrita pelo Criador no coração de cada ser humano" [20]; pela Antiga Lei, revelada no Antigo Testamento; e pela Nova Lei, revelada no Novo Testamento por Jesus.

A Lei natural, sendo "universal e imutável", "manifesta o sentido moral originário que permite ao homem discernir, pela razão, o bem e o mal". Como todos os homens (fiéis ou infiéis) a percebam, ela é de cumprimento obrigatório [20], mas ela nem sempre é totalmente compreendida, devido ao pecado. Por isso, Santo Agostinho afirma que "Deus «escreveu nas tábuas da Lei o que os homens não conseguiam ler nos seus corações»" [21], dando assim origem à Antiga Lei, que "é o primeiro estádio da Lei revelada". Resumida nos Dez Mandamentos, ela "exprime muitas verdades que são naturalmente acessíveis à razão", coloca "os alicerces da vocação do homem, proíbe o que é contrário ao amor de Deus e do próximo e prescreve o que lhe é essencial" [22].

A Antiga Lei, sendo ainda imperfeita, "prepara e dispõe à conversão e ao acolhimento do Evangelho" [23] e da Nova Lei, que é a "perfeição e cumprimento", mas não a substituição, da Lei natural e da Antiga Lei [18]. Esta Nova Lei ou Lei evangélica "encontra-se em toda a vida e pregação de Cristo e na catequese moral dos Apóstolos", sendo o Sermão da Montanha "a sua principal expressão" [17]. Esta Lei já perfeita e plenamente revelada "resume-se no mandamento do amor a Deus e ao próximo", e é considerada por São Tomás de Aquino como «a própria graça do Espírito Santo, dada aos crentes em Cristo» [18].

Virtude

A virtude, que se opõe ao pecado, é uma qualidade moral, "uma disposição habitual e firme para fazer o bem", sendo "o fim de uma vida virtuosa tornar-se semelhante a Deus" [30]. Segundo a Igreja Católica, existe uma grande variedade de virtudes que derivam da razão e da fé humanas. Estas, que se chamam virtudes humanas, regulam os actos, as paixões e a conduta moral humanas [31], sendo as mais importantes as virtudes cardinais, que são quatro [32]:

a Prudência, que "dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir" [33].
a Justiça, que é uma "constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido" [34].
a Fortaleza que "assegura a firmeza nas dificuldades e a constância na procura do bem" [35].
a Temperança que "modera a atracção dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados" [36].
Mas, para que as virtudes humanas se atinjam a sua plenitude, elas têm que ser vivificadas e animadas pelas virtudes teologais, que têm "como origem, motivo e objecto imediato o próprio Deus". Elas são infundidas no homem com a graça santificante e tornam os homens capazes de viver em relação com a Santíssima Trindade [37]. As virtudes teologais são três:

Fé: por causa dela, o homem acredita e "entrega-se a Deus livremente. Por isso, o crente procura conhecer e fazer a vontade de Deus" [38].
Esperança: por meio dela, os crentes esperam a vida eterna e o Reino de Deus, colocando a sua confiança perseverante nas promessas de Cristo [39].
Caridade (ou Amor): através dela, "amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos por amor de Deus. Jesus faz dela o mandamento novo, a plenitude da Lei", sendo por isso «o vínculo da perfeição» (Col 3,14) [40]. O Amor é também visto como uma "dádiva de si mesmo" e "o oposto de usar" (ver subsecção Amor, Sexualidade e Castidade) [41].

Pecado

Segundo Santo Agostinho, o pecado "é «uma palavra, um acto ou um desejo contrários à Lei eterna»", causando por isso ofensa a Deus e ao seu amor. Logo, este acto do mal fere a natureza e a solidariedade humanas. "Cristo, na sua morte na cruz, revela plenamente a gravidade do pecado e vence-o com a sua misericórdia" [42]. Há uma grande variedade de pecados, distinguindo-lhes "segundo o seu objecto, ou segundo as virtudes ou os mandamentos a que se opõem. Podem ser directamente contra Deus, contra o próximo e contra nós mesmos. Podemos ainda distinguir entre pecados por pensamentos, por palavras, por acções e por omissões" [43].

A repetição de pecados gera vícios, que "'são hábitos perversos que obscurecem a consciência e inclinam ao mal. Os vícios podem estar ligados aos chamados sete pecados capitais, que são: soberba, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça ou negligência" [44]. A Igreja ensina também que temos responsabilidade "nos pecados cometidos por outros, quando culpavelmente neles cooperamos" [45].

Quanto à sua gravidade, os pecados cometidos pela humanidade podem ser divididos em:

pecados mortais, que são cometidos quando "há matéria grave [...] e deliberado consentimento". Ao afastarem o Homem da caridade e da graça santificante, eles "conduz-nos à morte eterna do Inferno, se deles não nos arrependermos" sinceramente [46];
pecados veniais, que são cometidos "sem pleno consentimento" ou "se trata de matéria leve". Eles, apesar de afectar o nosso caminho de santificação, merece apenas "penas purificatórias temporais", nomeadamente no Purgatório [47].
Todos estes pecados pessoais devem-se ao enfraquecimento da natureza humana, que passou a ficar "submetida à ignorância, ao sofrimento, ao poder da morte, e inclinada ao pecado". Isto é causada pelo pecado original (veja a subsecção Homem, a sua Queda e o Pecado original), que é transmitido a todos os homens, sem culpa própria, devido à sua unidade de origem, que é Adão e Eva. Eles desobedeceram à Palavra de Deus no início do mundo, originando este pecado, que, felizmente, pode ser actualmente perdoado (mas não eliminado) pelo Baptismo. [48]

Perdão e Indulgências

Porém, como o amor de Deus é infinito e como Jesus já se sacrificou na cruz, todos os homems, católicos ou não, podem ser perdoados por Deus a qualquer momento, desde que eles se arrependam de um modo livre e sincero[49] e se comprometam em fazer os possíveis para perdoar os seus inimigos [50]. Os católicos que cometem pecados mortais são considerados membros imperfeitos do Corpo Místico de Cristo, logo é necessário arrependerem-se e serem perdoados para entrarem novamente na comunhão dos santos [51]. Este perdão tão necessário pode ser concedido por Deus sacramentalmente e por meio da Igreja, pela primeira vez, através do Baptismo e depois, ordinariamente, através da Reconciliação [46].

Mas, Deus também pode conceder este perdão através de muitas maneiras diferentes (ou até mesmo directamente), para todos aqueles que se arrependeram (incluindo os não-católicos) [52]. Mas, o perdão divino não significa a eliminação das penas temporais, ou seja, do mal causado como consequência dos pecados cuja culpa já está perdoada. Neste caso, para as eliminar, é necessário obter indulgências e praticar boas obras durante a vida terrena ou ainda, depois de morrer, uma purificação da alma no Purgatório, com a finalidade de entrar puro e santo no Céu [53].

Amor, Sexualidade e Castidade

Em relação à sexualidade, a Igreja Católica convida todos os seus fiéis a viverem na castidade, que é uma "virtude moral e um dom de Deus" [56] que permite a "integração positiva da sexualidade na pessoa" [56]. Esta integração tem por objectivo tornar possível "a unidade interior do homem no seu ser corporal e espiritual" [57], supondo por isso de "uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda as suas paixões e alcança a paz, ou se deixa dominar por elas e torna-se infeliz" [58]. "A virtude da castidade gira na órbita da virtude cardinal da temperança" [59].

Logo, "todo o baptizado é chamado à castidade" [60] porque a sexualidade só se "torna pessoal e verdadeiramente humana quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo total e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher" [57], ambos unidos pelo sacramento do Sagrado Matrimónio (que é indissolúvel) [61]. Por isso, os actos sexuais só podem "ter lugar exclusivamente no Matrimónio; fora dele constituem sempre um pecado grave" [62]. Por estas razões, o sexo pré-marital [63], "o adultério, a masturbação, a fornicação, a pornografia, a prostituição, o estupro" e os actos sexuais entre homossexuais são condenados pela Igreja como sendo "expressões do vício da luxúria" [64].

Para a Igreja, o Amor é uma virtude teologal [40], uma "dádiva de si mesmo" e "é o oposto de usar" [41] e de afirmar-se a si mesmo [65]. Aplicado nas relações conjugais humanas, o Amor verdadeiramente vivido e plenamente realizado é uma "comunhão de entrega e receptividade" [66], de "dádiva mútua do eu e [...] de afirmação mútua da dignidade de cada parceiro". Esta comunhão "do homem e da mulher" [66] é "um ícone da vida do próprio Deus" [67] e "leva não apenas à satisfação, mas à santidade" [66]. Este tipo de relação conjugal proposto pela Igreja "exige permanência e compromisso", que só pode ser autenticamente vivido "no seio dos laços do Matrimónio" [68].

Por esta razão, a sexualidade não exerce só a função de procriar, mas também um papel importante na vida íntima conjugal. Usando as palavras do Catecismo da Igreja Católica, a sexualidade, que "é fonte de alegria e de prazer" [70], "ordena-se para o amor conjugal do homem e da mulher" [71] e para "a transmissão da vida" [72]. A sexualidade (e o sexo) é também considerada como a grande expressão "humana e totalmente humanizada" do Amor recíproco, que é assente na "dádiva de si mesmo", "no encontro de duas liberdades em entrega e receptividade mútuas", onde o homem e a mulher se unem e se complementam [73]. Este verdadeiro e íntegro amor conjugal, onde a relação sexual é vivida honesta e dignamente, só é possível graças à castidade conjugal [74]. Esta virtude permite uma vivência conjugal perfeita assente "na fidelidade e na fecundidade" matrimoniais [72].

Para além da castidade conjugal (que não implica a abstinência sexual dos casados), existem ainda diversos regimes de castidade: a virgindade ou o celibato consagrado (para, como por exemplo, os religiosos, as pessoas consagradas e os clérigos), e "a castidade na continência" ou abstinência (para os não casados) [75].

Preservativos e DSTs

Os actos sexuais entre pessoas com tendências homossexuais são considerados moralmente errados porque "violam a iconografia de diferenciação e complementariedade sexuais [a união homem-mulher], que tornam o amor sexual possível como acto de entrega e reciprocidade mútuas, e porque são, de natureza, incapazes de gerar vida" [77]. Entretanto, para a Igreja, ter tendências homosexuais não é considerado um pecado, mas apenas uma "depravação grave" e uma "provação". O pecado está em ceder a essas tendências e adoptá-las na prática [78]. Na mesma linha de pensamento, a Igreja repudia qualquer reconhecimento legal das uniões entre pessoas do mesmo sexo [79].

Mas, a Igreja Católica não discrimina os homossexuais e pretende ajudá-los a viver na castidade e "na integridade do amor na entrega de si mesmos e para evitarem actos sexuais que são, pela natureza, moralmente desordenados, porque são actos de afirmação de si mesmo e não dádiva de si mesmo" [77]. A Igreja ainda convida os homossexuais a "aproximarem-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã", através do oferecimento das suas dificuldades e sofrimentos como um sacrifício para Deus, das "virtudes do autodomínio [...], do apoio duma amizade desinteressada, da oração e da graça sacramental" [78].

Vida, Planejamento familiar e Contracepção

A Igreja Católica considera a Vida humana como "sagrada" e como uma das maiores dádivas e criações divinas (logo, é um valor absoluto e inalienável) [81], por isso condena, entre outras práticas, a violência [82], o homicídio, o suicídio, o aborto induzido, a eutanásia [83], a clonagem humana (seja ela reprodutiva ou terapêutica) [84] e as pesquisas ou práticas científicas que usam células-tronco extraídas do "embrião humano vivo" (o que provocam a morte do embrião) [85]. Para a Igreja, a Vida humana deve ser gerada naturalmente pelo sexo conjugal [86] e tem início na fecundação (ou "concepção") e o seu fim na morte natural [87] [88]. Segundo esta lógica, a reprodução medicamente assistida é também considerada imoral porque "dissocia a procriação" do acto sexual conjugal, "instaurando assim um domínio da técnica sobre a origem e o destino da pessoa humana" [89].

Quanto à regulação dos nascimentos, a Igreja defende-a como uma expressão e "componente da paternidade e maternidade responsáveis" à construção prudente de famílias, desde que não seja realizada com base no egoísmo ou em "imposições externas" [90]. Mas, esta regulação só pode ser feita através do Planeamento familiar natural, que utiliza métodos de planeamento naturais como a continência periódica e o recurso aos períodos infecundos [90]. Os outros métodos de contracepção, nomeadamente a pílula, a esterilização directa e o preservativo, são expressamente condenados [91].

A Igreja ensina inclusivamente que os métodos naturais são formas mais humanistas e responsáveis de viver a responsabilidade procriadora porque, quando usados correctamente, aumentam e fortalecem a comunicação e o amor entre os cônjuges; promovem o auto-conhecimento do corpo; nunca tem efeitos colaterais no organismo; e promovem a ideia de que a fertilidade é uma riqueza e dádiva divina que pode e deve ser utilizada em momento oportuno [92].

Fonte: http://pt.wikipedia.org/

Dez Mandamentos e a Moral


Existem várias representações dos Dez Mandamentos, que é a base e o mínimo fundamental da Lei moral (ou Lei de Deus), devido à diversidade de traduções existentes. A mais utilizada é aquela ensinada actualmente na catequese de língua portuguesa da Igreja Católica:

1º Amar a Deus sobre todas as coisas.2º Não invocar o Santo Nome de Deus em vão.
3º Guardar domingos e festas de guarda.
4º Honrar pai e mãe.
5º Não matar.
6º Guardar castidade nas palavras e nas obras.
7º Não roubar.
8º Não levantar falsos testemunhos.
9º Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
10º Não cobiçar as coisas alheias.

Para os católicos, eles são de observância e cumprimento obrigatórios, porque "enuncia deveres fundamentais do homem para com Deus e para com o próximo" e dão a conhecer também a vontade divina sobre a conduta moral dos homens

Ceia do Senhor


Ex 12,1-8.11-14
Sl 115(116B)
1 Cor 11,23-26
Jo 13,1-15


Iniciamos o tríduo pascal com este celebração da Ceia do Senhor. O clima da última Ceia é diferente para nós que já conhecemos a unidade do mistério pascal e o clima que os apóstolos estavam vivendo sem saber o que viria depois. Um clima de alegria misturada com lágrimas. É a única festa em que cantamos o Glória e não cantamos o Aleluia.

A Igreja comemora a instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial. Esta aparece nos evangelhos Sinóticos e na carta aos Coríntios. O evangelho de João não fala da instituição eucarística, mas faz questão de deixar claro que o lava-pés expressa o significado da Eucaristia na vida.

A Eucaristia tem as suas raízes nas festas judaicas dos pastores nômades que ofereciam a Deus as primícias do seu rebanho que se uniu depois à festa dos agricultores que, por sua vez, ofereciam a Deus os frutos da terra representados pelos pães ázimos. Estas festas serviram de base para a recordação da saída do povo de Israel do Egito, a Páscoa judaica.

É importante entender a Páscoa judaica para uma melhor compreensão da Eucaristia. O livro do êxodo relata o que aconteceu naquela noite da libertação da escravidão do Egito e o rito que até hoje os judeus celebram uma vez por ano “por todas as gerações como instituição perpétua”. Existe um sinal profético: o sacrifício do cordeiro, o sinal do sangue nas casas dos israelitas, a comida apressada e a passagem do Senhor que liberta seu Povo. O evento fundador da vida em liberdade vai se realizar na travessia do mar Vermelho, passagem da escravidão para a liberdade.

O rito instituído em perpetuidade é o que acontece uma vez por ano na celebração da Páscoa. É importante entender o que “memorial” significa para Israel. É muito mais que uma mera recordação! É uma reapresentação ao evento, de tal maneira que através do sinal o povo que celebra a Páscoa, uma vez por ano, “está presente” na passagem do Mar Vermelho.

Na última Ceia de Jesus o sinal profético com o pão e o vinho faz estar presente ao evento fundador que vai acontecer ao dia seguinte. , a morte e a ressurreição de Jesus. “Todas as vezes” que celebramos o rito eucarístico, os nossos pés teológicos sobem ao Calvário e ao túmulo do ressuscitado. “Memorial” é estarmos presentes lá em todos os tempos.

A cerimônia do Lava-pés traduz o significado da Eucaristia. A Cruz é a expressão do amor que serve; a doação até o fim; a entrega da vida por amor. Lavar os pés é um serviço de escravos assim como a cruz é a morte de escravo. Viver eucaristicamente é deixar um rastro de vida. Alimentados pelo pão e o vinho convertidos no Corpo e no Sangue de Jesus vivemos em comunhão de vida com ele; a vida de Jesus. Compreendeis o que acabo de fazer?Vós também deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.

Uma coisa me tocou no domingo de Ramos. Após a leitura da Paixão, na hora que nos ajoelhamos na hora da morte de Jesus, uma criança começou a chorar, quebrando o silêncio. Esse choro ressoou em mim como o choro da humanidade de todos os tempos, crianças, pobres e pecadores, que tem em Jesus a sua única esperança. O Amor morreu, e agora que será de nós? Na tarde do mesmo dia levei a comunhão a uma pessoa doente e senti como a sua fé lhe dava força e consolo para suportar as dores com a ajuda de Jesus que carrega nossos sofrimentos. Finalmente, a anoitecer um grupo celebrou o Sêder, a Páscoa judaica. Num momento da celebração os comensais misturam ervas amargas, símbolo da amargura no Egito, com um molho doce e avermelhado, harósset, da cor dos tijolos que os escravos hebreus eram obrigados a fabricar no Egito. A vida humana está feita de acontecimentos doces e amargos, sendo que a presença de Deus alivia os sofrimentos e mantém viva a esperança.

Manuel Eduardo Iglesias S.J.

Orações do Cristão


Introdução

Este breve guia tem por finalidade auxiliar na pré-iniciação cristã, contendo as orações básicas do catolicismo. A primeira catequese deve não só em primeiro lugar ministrada, mas constantemente incentivada pelos pais. A oração deve ser posta como algo preciosíssimo e necessário e a prova disto encontramos na Bíblia, onde lemos que o próprio Jesus passava noites inteiras rezando. Uma vida verdadeiramente cristã não é imaginável, sem que haja uma vida de oração.

Os santos todos eram amigos e cultivadores do espírito de oração. Para perder as almas, o demônio procura tirar-lhes o gosto, o amor por ela. A busca desenfreada por divertimentos, paganização da moda, má imprensa (jornais, revistas, televisão, internet) são muitas vezes instrumentos na mão de Satanás para afastar os fiéis da prática da oração. Quem não reza cai em tentação, como aconteceu com os Apóstolos, no horto das Oliveiras. Não só cairá em tentação: corre o risco de perder a fé e todo o fundamento religioso. A oração é o termômetro da vida na alma.



SINAL DA CRUZ - Há dois modos:

1. Pelo sinal da santa cruz , livrai-nos, Deus Nosso Senhor, dos nossos inimigos. (Usando a mão direita, com o polegar, faz-se uma pequena cruz na testa, outra nos lábios e outra no peito). Mais propriamente, denominamos este sinal: Benzer-se ou persignar-se.

2. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. (Usando a mão direita, encosta-se a ponta do indicador na testa, depois no peito, na extremidade esquerda do ombro e em seguida na extremidade direita do ombro).

CREDO (ou CREIO)

Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.



PAI NOSSO

Pai nosso , que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

AVE-MARIA

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

GLÓRIA AO PAI

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

SALVE RAINHA

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

Rogai por nós Santa Mãe de Deus.

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

SANTO ANJO

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso e guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde governe, ilumine. Amém.



ORAÇÃO A SÃO MIGUEL ARCANJO

São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, cobri-nos com vosso escudo, contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o, Deus, instantemente o pedimos e vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

São Miguel Arcanjo, protegei-nos na luta para que não pereçamos no tremendo juízo.

Sacratíssimo Coração de Jesus. Tende piedade de nós! (3 X)



ORAÇÃO DE SÃO BERNARDO

Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido a vossa proteção, implorando o vosso auxílio, e reclamando o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado, pois, com igual confiança, ó Virgem das virgens, como à Mãe recorro e de vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus, mas dignai-vos de as ouvir propícia e me alcançar o que vos rogo. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Amém.

ALMA DE CRISTO

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas Chagas, escondei-me.
Não permitais que eu me separe de vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da morte, chamai-me,
e mandai-me ir para vós,
para que com os vossos Santos vos louve,
por todos os séculos dos séculos.
Amém.



ORAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO


Vinde, Espírito Santo,
enchei os corações dos vossos fiéis
e acendei neles o fogo do Vosso amor.
Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado,
e renovareis a face da terra.
Oremos
Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com
a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas
segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da Sua consolação.
Por Cristo, Senhor nosso.
Amém.


OBRIGADO, SENHOR!

Obrigado, Senhor, pela tua presença constante ao meu lado! Tu és a força no momento de fraqueza, a alegria no momento de tristeza. Tu és a paz na tribulação e na angústia, és a rocha que alicerça meus projetos, e o embalo harmonioso que me acalma nas noites de inquietação. Tu és a luz que ilumina o meu caminho e a luz que me faz caminhar. Tu envolves toda a minha vida e estás presente em cada momento que vacilo. Quando caio, me levantas; quando me decepciono, me animas; quando sinto medo, me fortaleces. Em ti confio plenamente e a todo momento rendo graças pelas bênçãos e maravilhas que realizas a cada novo dia. Amém!


Seleção de Maria Regina Neves Ramos - Caetité/BA
ATO DE CONTRIÇÃO (antes de confessar)




Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me também por perdido o céu e merecido o inferno, e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender, e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.

ATO DE FÉ



Eu creio firmemente que há um só Deus, em três pessoas, realmente distintas: Pai, Filho e Espírito Santo, que dá o céu aos bons e o inferno aos maus, para sempre. Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar, e que ao terceiro dia ressuscitou. Creio tudo o mais que ensina a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, porque Deus, verdade infalível, lho revelou. E nesta crença, quero viver e morrer. Amém.

ATO DE ESPERANÇA



Eu espero, meu Deus, com firme confiança, que pelos merecimentos de meu Senhor Jesus Cristo me dareis a salvação eterna e as graças necessárias para consegui-la, porque vós, sumamente bom e poderoso, o haveis prometido a quem observar fielmente os vossos Mandamentos, como eu proponho fazer com o vosso auxílio. Amém.

ATO DE CARIDADE



Eu vos amo, meu Deus, de todo o meu coração e sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e amável, e antes quero perder tudo do que vos ofender. Por amor de vós amo meu próximo como a mim mesmo. Amém.

OBRAS DE MISERICÓRDIA



São as ações ou atitudes que, quando tomadas por um indivíduo, provam o seu amor ao próximo:



- Dar a comer a quem tem fome.

- Dar de beber a quem tem sede.

- Vestir os nus e dar roupas aos que precisam.

- Tratar de doentes e cuidar dos presos.

- Remir os cativos ou ajudar os apenados em suas necessidades materiais e espirituais.

- Hospedar peregrinos ou dar casa aos que não tem.

- Enterrar os mortos.

- Dar bons conselhos.

- Ensinar os ignorantes ou instruir e orientar os deficientes.

- Consolar os aflitos.

- Corrigir os que erram.

- Perdoar as ofensas e injúrias.

- Rezar pelos vivos e falecidos.

- Suportar os defeitos alheios.

OS 5 MANDAMENTOS DA IGREJA

Conforme compêndio do Catecismo da Igreja Católica,
promulgado pelo Papa Bento XVI em 28.06.2005


1° - Participar da Missa aos Domingos e outras festas de guarda, ficando livre de trabalhos e de atividades que pudessem impedir a santificação desses dias

"A Igreja obriga os fiéis a participar da santa missa todo domingo e nas festas de preceito, e recomenda que dela se participe também nos outros dias". "Os cristãos santificam o domingo e outras festas de preceito participando da Eucaristia do Senhor e abstendo-se também daquelas atividades que impedem de prestar culto a Deus e perturbam a alegria própria do dia do Senhor ou o necessário descanso da mente e do corpo. São permitidas as atividades ligadas a necessidades familiares ou a serviços de grande utilidade social, desde que não criem hábitos prejudiciais à santificação do domingo, à vida de família e à saúde". (Itens 289 e 453)

2° - Confessar os próprios pecados, recebendo o sacramento da Reconciliação
pelo menos uma vez ao ano

"O Senhor ressuscitado instituiu esse sacramento quando, na noite da Páscoa, apareceu aos seus Apóstolos e lhes disse: 'Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, serão retidos' (Jo 20, 22-23)". "O apelo de Cristo à conversão ressoa continuamente na vida dos batizados. Essa conversão é um compromisso contínuo para toda a Igreja, que é santa, mas reúne em seu seio os pecadores". "Devem-se confessar todos os pecados graves ainda não confessados de que alguém se lembra depois de um diligente exame de consciência. A confissão dos pecados graves é o único modo ordinário para obter o perdão" (Itens 298, 299 e 304)

3° - Receber o sacramento da Eucaristia pelo menos pela Páscoa
"A Eucaristia é o banquete pascal, porquanto Cristo, ao realizar sacramentalmente a sua Páscoa, nos dá o seu Corpo e o seu Sangue, oferecidos como alimento e bebida, e nos une a si e entre nós no seu sacrifício". "A Igreja recomenda aos fiéis que participam da santa missa que recebam com as devidas disposições também a santa Comunhão, prescrevendo a obrigação de comungar pelo menos na Páscoa". (Itens 287 e 290)


4° - Abster-se de comer carne e observar o jejum nos dias estabelecidos pela Igreja
"A penitência se exprime de formas muito variadas, em particular com o jejum, a oração, a esmola. Essas e muitas outras formas de penitência podem ser praticadas na vida cotidiana do cristão, em particular no tempo da Quaresma e no dia penitencial da sexta-feira". (Item 301)

5° - Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades

2010/05/02

Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do Universo

A santidade do Senhor Jesus.
Eis que o Senhor é Santo e Pai de todos nós.



O Senhor é o nosso Rei, bendito é todo aquele que vem em nome do Senhor. Hosana nas Alturas, bendito é todo aquele que vem em Nome do Senhor.

Falar da Santidade de Deus é falar do próprio amor que Ele tem para com cada um de seus filhos amados. Falar de Deus como Pai é falar do zelo que Ele tem por todos os seus assim como o Pastor cuida de suas Ovelhas Ele cuida de cada um de nós com o seu puro amor. A cada dia que passa o Senhor Deus nos olha desdos Céus com amor e compaixão e deposita em nossos corações porções de amor com fragrâncias de felicidades.
Nem todos usufruem desta mesma felicidade porque não percebe o quando é valioso esta próximo da Luz e longe das trevas. Quando abrimos os nossos corações para Deus Ele se faz presente com sua compaixão de Pai para com filhos por isso devemos a todos os momentos estar a dizer com todo o coração: Hosana, Hosana, Hosana ao Filho de Davi que se fez Carne para assim nos ensinar mais e mais sobre o amor, o verdadeiro amor.

Louvado seja Deus do Universo.



Ronaldo Alves

MATRIMÔNIO ESPIRITUAL COM DEUS


por Pe. Reginaldo Manzotti

“O rei fez um grande banquete, o povo já foi convidado, a mesa já está preparada, já foi o cordeiro imolado”. Quem já tem mais tempo de caminhada na Igreja, deve lembrar-se desse refrão que tem haver com a Parábola contada por Jesus, no Evangelho de São Mateus: “O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. E mandou seus empregados chamarem os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir.

O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram.

O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’.

Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. Quando o rei entrou para ver os convidados observou ali um homem que não estava usando traje de festa e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes’. “Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos.” (Mt 22,1-14)

Trata-se de uma parábola que traz duas partes, distinta e complementar. Complementar por ser sequência, e distinta porque trata de dois temas diferentes.

Deus fez um grande banquete, o detalhe é que trata de um banquete de casamento, uma festa de casamento, mas não diz o nome dos noivos.

Aqui eu gostaria de saltar para um Livro do Antigo Testamento, Cântico dos Cânticos. São João da Cruz, com muita propriedade toma esse livro do Cântico dos Cânticos e faz um dos mais belos poemas, que diz: “Caminho em noite escura, mas ó feliz ventura do amante em seu amado, no repouso descansado”. Porque, nesse casamento o esposo é Deus e a esposa, nossa alma.

É um casamento entre nossa alma e Deus. Esse é o casamento que Deus quer, esse é o casamento que Jesus preparou, porque nossa alma andará inquieta até um dia encontrar repouso em Deus (Santo Agostinho).

Nossa alma, naturalmente, anseia pelo convívio em Deus, mas esse banquete nupcial, esse banquete matrimonial, essa fusão de nossa alma com Deus, muitos não aceitam.

Uns, diz o texto não aceitam esse matrimonio com Deus, porque vão para o campo.

Significa: vão para o trabalho, e às vezes, o trabalho quando desenfreado, quando desproporcional é um empecilho para nossa comunhão com Deus. Os nossos afazeres, o nosso corre-corre, a nossa escravidão do fazer, o nosso ativismo são empecilhos para a oração, e a oração é um banquete com Deus. O campo significa a lida, quando durante o dia nós não temos nem um tempo para rezar, estamos nos privando de Deus.

Outros vão para os negócios que significam o ter. Se o campo é o fazer, os negócios são o ter. A ânsia de sempre querer ter mais, o apego às coisas materiais, são empecilhos para o casamento com Deus.

Nossa alma fica aflita, nossa alma se perde, nossa alma fica cega. A alma pode ficar cega, o espírito nunca. São Paulo faz essa distinção entre alma e espírito. Sobre isso, explica o Prof. Felipe Aquino: “São Paulo diz que a palavra de Deus é como uma espada de dois gumes que penetra entre a alma e o ‘espírito’, isto é, entre a sensibilidade (alma) e o espírito (inteligência e vontade)” (Hb 4, 12; ITs). Então, a alma pode ser prejudicada pelas opções que fazemos. A cegueira da alma, esse anseio de “ter”, impede nosso matrimonio com Deus.

No Antigo Testamento, o relacionamento de Deus com seu Povo é comparado com um casamento. Deus faz uma aliança de amor com seu povo: Israel. Através do casamento de Oséias com uma mulher infiel é apresentada a relação amorosa de Deus com seu povo que se torna infiel a Ele, seu "esposo".

Israel é comparada a uma esposa que abandona seu marido para se prostituir e, na sua infidelidade espiritual não consegue mais sequer estar com ele. Deus é um marido que tem motivo plausível para repudiar Israel: As prostituições e adultérios dela, mas o juízo de Deus contra ela não é de cólera, é conseqüência de um amor desiludido e não correspondido. Um amor que é maior que a humilhação, um amor desesperado para salvar que alimenta a esperança de que ela mude de atitude volte para Ele, seu esposo, e demonstre seu amor e fidelidade. Deus se dispôs a tomá-la de volta e constituir com ela uma nova aliança nupcial (Os 2, 4-25).

Da mesma forma, Deus anseia para perdoar e restaurar seu povo hoje. Muitas vezes, como nos tempos de Oséias, Deus é rejeitado, esquecido, ignorado e traído, mesmo assim não desiste de nós. Castigo e abandono não são gestos de Deus, ao contrário, mesmo diante da infidelidade espiritual, a alma que se arrepende e o busca, Ele diz: “Desposar-te-ei para sempre, desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com benevolência e ternura. Desposar-te-ei com fidelidade, e conhecerás o Senhor” (Os 2, 21-22).

Continua a parábola: “Outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram”. Significa matar o anseio de Deus dentro de nós, matar o anseio do eterno.

Estamos tão conformados nessa vida, estamos tão acomodados no pecado, tão acomodados na lama, que matamos em nós o desejo de Deus, então o banquete não se realiza. A comunhão não se realiza.

Isto é um tratado de espiritualidade, isto é, um itinerário. Essa parábola é muito forte, fala das coisas interiores da nossa vida, fala das nossas resistências a conversão.

É certo que os destinatários desta parábola são os sumos sacerdotes, são os anciãos. Estes é que se negaram ao banquete com Jesus. Mas, os destinatários hoje somos nós, os cristãos.
Jesus está dizendo para nós, e nesse contexto, Jesus está dizendo que, nós somos os primeiros convidados para o banquete, e aqui já entendendo o banquete comunhão. A comunhão que se faz na Eucaristia, a comunhão que se faz no sacrifício da missa, a comunhão que se faz na Palavra, a comunhão que se faz na oração.

A palavra é aberta a todos e todos são convidados. Porém o final do texto apresenta algo até violento, quando todos vieram, alguém apareceu sem o veste da festa e o rei manda amarrar e jogar para fora.

A veste é revestir-se das virtudes de Deus, é revestir-se da prática justiça, é estar vestido do projeto de Jesus. É essa a veste, que como diz no Apocalipse, com a qual devemos nos apresentar diante de Deus, com a veste branca, alvejada no sangue do cordeiro. É a veste de nossa alma alvejada no sangue do cordeiro sacrificado no banquete.

Esse é o itinerário de Jesus. É bem verdade que tratasse de uma parábola um tanto obscura, que num primeiro momento nos passa despercebida, mas já fomos convidados para esse banquete. Hoje, qual esta sendo a nossa desculpa?

Antigamente se casava muito cedo, com quinze ou dezesseis anos, atualmente, é uma enrolação danada, cinco, sete anos de namoro, trinta dois anos de vida e não se decidem a casar.

Acredito que esta mesma morosidade esta acontecendo na nossa decisão da comunhão com Deus. Às vezes, nós passamos a vida inteira no namoro com Deus, até no noivado com Deus. Mas, assim como os jovens estão enrolando com desculpas, eu não caso porque não tenho dinheiro, eu não caso porque não me sinto maduro, eu não caso porque não tenho casa, eu não caso porque não tenho certeza. Qual esta sendo a nossa desculpa para sairmos do namoro com Deus, e fazermos o matrimônio com Deus? Qual esta sendo a nossa desculpa, hoje? É o campo, são os negócios, ou porque já matamos o anseio, a sede de Deus dentro de nós?

Qual está sendo a nossa desculpa para fazermos este matrimônio com Deus e como consequência que nossa alma repouse no amado que é Deus?

Deixemos que nossa alma encontre felicidade. Deixemos que nosso espírito, como diz Jesus, possa encontrar segurança num matrimônio que nunca acabará. Numa aliança eterna no Cordeiro de Deus.

Acordemos, despertemos, a parábola é atualíssima. Muitos foram chamados, mas poucos deram a resposta.


Padre Reginaldo Manzotti
www.padrereginaldomanzotti.org.br

Pesar do Papa pelo falecimento do Cardeal Mayer - 30/04/2010


O Cardeal Paul Augustin Mayer "deixa a recordação indelével de uma operosa existência vivida com humildade e retidão na adesão coerente à própria vocação de monge e de pastor repleto de zelo pelo Evangelho e sempre fiel à Igreja". O Papa recorda com essas palavras o purpurado beneditino alemão, falecido esta manhã aos 98 anos.



Num telegrama ao Abade Primaz dos Beneditinos confederados, Dom Notker Wolf, o Pontífice recorda o qualificado empenho do Cardeal Mayer "no âmbito litúrgico e no âmbito das universidades e dos seminários e, especialmente, no apreciado serviço à Santa Sé".



O Santo Padre recorda os encargos do purpurado bávaro, "primeiro na comissão preparatória do Concílio Vaticano II" e, "depois, em diversos organismos da Cúria Romana". Bento XVI assegura as suas orações pelo purpurado e por seus confrades que "choram a perda de um tão generoso discípulo de Cristo".



As exéquias do Cardeal Mayer se realizarão na próxima segunda-feira, às 11h30 locais, no Altar da Cátedra da Basílica Vaticana. O rito será celebrado pelo Cardeal Decano Angelo Sodano. Ao término da celebração eucarística, Bento XVI dirigirá a sua palavra aos presentes e dirigirá o rito da última encomendação e despedida.



Prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e Presidente emérito da Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei", o Cardeal Mayer completaria 99 anos no dia 23 de maio próximo.



Após o Concílio Ecumênico Vaticano II, do qual participara como Secretário da Comissão preparatória, recebera a ordenação episcopal por imposição das mãos do Papa Paulo VI, em 1972. Em 1988 fora criado cardeal pelo Papa João Paulo II.



Com o falecimento do pupurado alemão, o Colégio cardinalício fica agora composto por 180 cardeais, 108 dos quais eleitores, e 72 não-eleitores num eventual Conclave.





Fonte: Rádio Vaticano

Encontro da Mãe com o Filho


Nos dias 22 a 30 de Abril ouve a Festa do Encontro da Mãe com o Filho na Cidade de Brazlândia.
Com Novenas, procissão, Santa Missa e um Belo Show com Anjos de Resgate.
Estiveram presentes romeiros, visitantes, Sacerdotes, diáconos, missionários e devotos de Nossa Senhora.
Um encontro com muito amor, alegria, Paz e Felicidades para todos.

Que o Menino Jesus de Praga sempre olhe por todos nós juntamente com Nossa Senhora Mãe e advegoda nossa.

Que os Santos anjos interceda por todos e que assim estejamos mais próximos da graça de Deus.

Relíquias de Santa Margarida Alacoque no Santuário


O Santuário Menino Jesus recebeu no dia 20 de setembro, as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque contendo parte do fêmur, da homoplata e do seu cérebro. As relíquias de Santa Maragarida permaneceram em Brasília até o dia 23 de setembro passando por diversas paróquias da Arquidocese. Após essa data, as relíquias que já passaram por outras 25 cidades, permanecem no Brasil ainda por tempo indeterminado.
Santa Margarida Maria Alacoque nasceu em Verosvres, França, em 1647, e morreu em Paray-le-Monial, em 1690. Ela foi uma religiosa do mosteiro das irmãsVisitandinas e é conhecida como aconfidente do coração de Jesus, por conta de suas visões de Cristo.
Em uma de suas aparições para a santa, Jesus surgiu com seu coração na mão e disse ser aquele o coração que ama a humanidade, mas só recebe em troca ingratidão da maior parte das pessoas. A partir daí, Santa Margarida Maria Alacoque passou a se dedicar a propagar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV

2010/05/01

Vocação, o que é?


A origem da palavra “vocação”: ela vem do verbo latino “vocare”, que quer dizer “chamar”. A vocação é, portanto, um chamado. No âmbito religioso, a vocação é sempre um chamado de Deus para alguma coisa.

A pessoa chamada se sente impelida, atraída para aquilo a que justamente é chamada. A pessoa do vocacionado se sente atraída para aquilo que considera belo, grandioso, importante e necessário que se faça. A vocação é sempre vista como algo que se pode fazer de útil para os outros, e que é, portanto, um serviço que se pode prestar aos outros.

É importante dizer que a vocação tem sempre essa dimensão da “alteridade”, é sempre “alter”, isto é, é sempre voltada para o outro. É um serviço, uma doação. Para nós, cristãos, a vocação é enriquecida de um sentido profundo, que nos é dado pelo próprio Cristo.

Todo batizado é chamado a ser - sempre e em todo lugar - “sal da terra e luz do mundo”. Essa incumbência de todo cristão já é, em si, uma vocação, chamada de vocação fundamental.

Os tipos de vocações são:

1. Leiga;

Leigos são todos os cristãos, que como batizados têm a missão de anunciar Jesus Cristo: caminho, verdade e vida. São pessoas não consagradas que trabalham na construção do reino de Deus, isto é, de uma sociedade justa e mais fraterna, conforme o desejo de Jesus. Exercem ministérios diversos na comunidade, conforme os dons que Deus lhes deu. Esses serviços são: catequese, obras sociais, animação da liturgia, etc. O leigo representa a Igreja no coração do mundo, atuando assim nos mais diversos ambientes (escola, trabalho, família), com o testemunho de sua vida, sua palavra oportuna, sua ação concreta. Por outro lado, ele é o homem do mundo no coração da Igreja.

2. Religiosa;

Os religiosos, ou religiosas, são pessoas que foram chamadas para seguir a Jesus dentro de uma congregação religiosa, consagrando-se a Ele através dos votos religiosos de pobreza, castidade e obediência além de outros específicos de cada congregação. Através do voto o religioso faz uma oferenda de si mesmo a Deus. O fundamento evangélico da vida consagrada está na relação que Jesus estabeleceu com alguns de seus discípulos, convidando-os a colocarem sua existência a serviço do Reino, deixando tudo e imitando mais de perto a sua forma de vida.

3. Sacerdotal.

O sacerdócio é uma forma de seguir o chamado de Deus exclusivamente para os homens. O padre é alguém tirado do meio do povo e consagrado por Deus para o serviço deste mesmo povo nas coisas que se referem a Deus. Ele é o grande mediador entre Deus e o povo. Seu papel é dar continuidade à missão de Jesus Cristo, cabeça da Igreja. Além de celebrar a missa e ministrar os sacramentos (como o Batismo, a Confissão), cabe a ele fazer crescer o amor nas comunidades, nas famílias, no coração das pessoas.

4. Familiar;

O casamento é um chamado cheio de amor que Deus faz a um homem e uma mulher para viverem juntos e constituírem família. São dois filhos de Deus que Deus mesmo entrega um para o outro, para que um seja do outro e para o outro. Quando a família vive verdadeiramente o amor está correspondendo ao amor de Deus, está educando os filhos nesse amor e está dando exemplo de fidelidade a Deus e a seu projeto de amor. Essa fidelidade se dá através de uma vivência dos valores cristãos. Assim a família se torna espaço e ambiente ideal para que os filhos possam discernir o chamado de Jesus. O lar fica sendo um templo vivo de Deus e uma Igreja em miniatura. Sendo a 1ª educadora, é na família que nascem e crescem as vocações, e onde se forma a responsabilidade vocacional de todos.





Por Tiago J. Theisen

Por que buscamos a Deus?


Diante da multiplicação dos pães, a multidão, no dia seguinte, procura novamente Jesus – talvez para pedir novo milagre e, assim, ter pão com fartura sem necessidade de se empenhar na solução do problema da fome. A partir disso, cabe uma pergunta também para nós: por que buscamos a Deus?

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É possível que muitos o procurem para ver se conseguem uma graça especial para solucionar algum problema particular: a saúde, o emprego, a harmonia familiar… Sim, tudo isso é importante e deve ser buscado com muito empenho, mas Jesus não no-lo oferece de forma mágica, ele nos ensinou como superar esses problemas. The Omega Code film The Dead Zone trailer

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Outras vezes nos interessamos por ele para pedir algum milagre e, assim, podermos “mostrar e dizer” aos outros que recebemos tal favor extraordinário, provando que somos melhores que muitos de nossos companheiros ou que a nossa religião é mais importante que as outras…

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Outros

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talvez pensem que Deus ajuda a quem é fiel em certas práticas religiosas e, portanto, têm “direitos” de serem atendidos por ele e serem livres de alguma desventura ou desgraça… Não é que não podemos pedir isso a Deus, mas nossa fidelidade a ele não deve depender de algum benefício recebido.

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A multidão lança outra pergunta a Jesus: o que, então, devemos fazer? O próprio Jesus responde que é preciso buscar o alimento que permanece até a vida eterna. Ninguém vive sem alimento, mas devemos reconhecer que há necessidade de outro alimento que mate nossas fomes. Esse alimento é o próprio Jesus (“eu sou o pão da vida”). Alimento que deve ser buscado continuamente, que não perece e que nos fortalece na fé e na missão. Jesus começou dando o pão material e agora dá-se a si mesmo como pão de vida e penhor de liberdade.


Por Pe. Nilo Luza, ssp

2010/04/30

VOCAÇÃO NA BÍBLIA



A palavra VOCAÇÃO é muito usada e, quase sempre, usada indevidamente. É comum identificarmos vocação com tendência pessoal ou profissional. Antes de tudo é bom ver a origem e o sentido desta palavra. Vocação vem da palavra latina vocare = chamar. Vocatio = chamamento, chamar, eleger, escolher.

Então, se vocação é chamamento, deve haver alguém que chama e alguém que é chamado. Portanto, não é simples tendência ou inclinação pessoal, mas é chamada. E, se alguém chama, chama para alguma coisa, não chama atôa...

Estamos falando de vocação numa perspectiva de fé e de Igreja. Então podemos definir a vocação como: o chamado que brota do mais íntimo do ser humano, onde ressoa a voz de Deus. Portanto, vocação aqui tem uma dimensão essencialmente religiosa.

Vamos tentar refletir um pouco sobre a vocação na Bíblia, a vocação num enfoque bíblico e religioso. E o fazemos sem nenhuma preocupação interpretativa ou exegética, mas simplesmente segundo o texto.



A. A vocação no Velho Testamento

Podemos dizer que a vocação é um fato bíblico. O nosso Deus é um Deus que fala, que escolhe e chama pessoas para o serviço, para missões concretas e determinadas. Esta sempre foi a convicção presente na consciência do povo bíblico. Deus conduz a história e a iniciativa é sempre dele. Javé elege Israel porque o ama (Dt. 7,6-8). - Não foram os discípulos que escolheram Jesus, mas foi ele que os escolheu. "Não foram vocês que me escolheram, mas foi eu que escolhí vocês. Eu os destinei para ir e dar frutos, para que o fruto de vocês permaneça" (Jo. 15,16). A vocação é profundamente pessoal - Deus conhece e chama. Aliás é convicção bíblica que Deus conhece e chama as pessoas desde o ventre de sua mãe. "Eu ainda estava no ventre materno e Javé me chamou; eu ainda estava nas entranhas de minha mãe, e ele pronunciou o meu nome" (Is. 49,1).
O Velho Testamento fala de diversos tipos de vocação. Em contexto histórico concreto Deus escolhe pessoas para missões específicas. Encontramos na vocação bíblica alguns elementos característicos de toda vocação. Podemos dizer que duas coisas são fundamentais:

Ø toda vocação comporta o envio para uma missão,
Ø toda vocação exige ruptura com o passado.

Deus chama patriarcas, reis, sacerdotes, profetas, homens e mulheres...

A primeira grande história de vocação na Bíblia e a vocação de Abraão (Gn. 12, 1...). Abraão é chamado o pai da fé. Ele é chamado, acredita, deixa o seu povo e parte para o desconhecido.
Vocação de Moisés - num momento difícil da vida do povo hebreu Deus escolhe, chama e envia Moisés (Ex. 3).


Vocação de Samuel (1 Sam. 3).

Como Samuel, Davi é escolhido menino para ser rei e condutor do povo. Deus envia Samuel para ungir quem ele escolhera para ser o seu sucessor. Deus diz a Samuel: "Não se impressione com a aparência e estatura dele. Não é esse que eu quero, porque Deus não vê como o homem, porque o homem olha as aparências, e Javé olha o coração" (1 Sam. 16,7).
No Vellho Testamento o sacerdote é alguém que recebe um chamamento para uma missão especial. Ele é ungido para o serviço do templo (Ex.28,1; 29,1;30,30). "A unção lhes conferirá o sacerdócio perpétuo..."(Ex.40, 15b).

Muito significativa na Bíblia é a vocação-chamamento e envio dos profetas. Os grandes profetas bíblicos falam da própria vocação, dando testemunho do chamado divino individual, direto e imediato.

Ø Vocação de Isaias - Is. 6. Uma visão que se dá em um ambiente de glória...
Ø Vocação de Jeremias - Jr. 1
Ø Vocação de Ezequiel - Ez. 2,8-3 - O profeta come o rolo... doce como mel...
Ø Vocação de Jonas - Jonas 1 - O profeta tenta fugir de Javé para não cumprir a ordem que lhe é dada... - 3, de novo Javé o envia a Ninive.

Quase todos os profetas começam dizendo que a palavra de Javé lhes é dirigida. É a credencial do profeta. Ele não fala nem age em nome próprio. Ele é porta-voz. Nele é Deus que age.
A história do povo de Deus é uma história de teofania. Deus sempre se manifesta e conduz a história. É um Deus presente no caminho, na luta, na vida...

Na história do povo hebreu há duas linhas: a sacerdotal e a profética. Mas os sacerdotes, que deveriam estar a serviço do templo e do povo, acabam formando uma casta, mais comprometida com uma política corrupta do que com a fé.

É interessante observar que os profetas nada têm de oficial ou institucional . O profeta não está ligado ao templo ou à religião oficial. É alguém chamado e enviado para missões específicas. Pela sua coragem de questionar a situação presente e as estruturas que oprimem ele quase sempre foi visado e perseguido. O profeta é alguém que tem coragem de falar e agir, mesmo ferindo as tradições. Ele está comprometido com o Deus de Moisés, o Deus do Exodo,, o Deus que liberta...
Há algo interessante na tradição bíblica: quase sempre o vocacionado coloca obstáculo e resiste ao chamamento:

Ø Moisés diz que é gago e tem dificuldade em se comunicar. Deus coloca Aarão ao seu lado... (Ex. 4,10 segs.)
Ø Isaias diz que é um pecador - tem os lábios impuros... Um anjo toca os seus lábios com uma brasa, para o purificar.
Ø Jeremias diz que é apenas uma criança... Javé responde: "não diga que você é uma criança, você irá para aqueles que eu mandar falar e falará em meu nome..."
Ø Jonas foge...
Ø Maria diz: "eu não conheço homem..."

O vocacionado que assume a missão já não é o mesmo. Ele rompe com o passado. Deixa as redes...



B. A Vocação no Novo Testamento

No Novo Testamento, em Cristo, Deus está muito mais perto de nós. Em Cristo, todos são chamados, vocacionados para a santidade. Aqui Deus nos fala pelo seu próprio Filho (Heb. 1,2). Jesus afirma mais vezes que ele é enviado pelo Pai. Ele é o grande vocacionado para o projeto de Deus no mundo.

Ø Podemos dizer que a primeira vocacionada do NT é Maria (Lc. 1,26 segs.)
Ø João Batista é chamado desde o seio de sua mãe para ser o precursor e o profeta que recebeu não só a missão de anunciar, mas de preparar a chegada do Senhor... O 4º Evangelho diz que "João é enviado por Deus para dar testemunho da luz" (Jo. 1,6-8).
Ø Vocação dos Apóstolos - No início da sua atividade pública Jesus escolheu um pequeno número de homens. Ele chama 12 para o seu seguimento e já lhes deixa entrever a sua missão - "farei de vocês pescadores de homens (Mc. l,16-20). O atendimento é imediato, eles "deixam as redes e o seguem"... Ele chama gente do povo, nem mesmo chama os melhores, pois ele não veio para os justos, mas para os pecadores, Mt. 9,13. Chama para que ficassem com ele.
Ø Chama os 72 - (Lc. 10)...
Ø Chama o jovem rico... (Mc. 10,17-22)
Ø Quem é chamado deve seguir incondicionalmente (Lc. 9,57-62)...
Ø Vocação de Paulo (At. 9,1-30).

Partindo da tradição bíblica de que Deus chama pessoas para um profetismo ou uma missão no seio do povo, a Igreja sempre acreditou que Deus continua chamando para a evangelização e articulação da fé no seio do povo. O nosso Deus não é um Deus que falou no passado, mas que continua falando, comunicando-se conosco, chamando aquele que ele quer.


Fr. Humberto Pereira de Almeida OP

Arcebispo Metropolitano de Brasília


Dom João Braz de Aviz

Nascimento: 24/04/1947
Ordenação presbiteral: 26/11/1972
Sagração episcopal: 31/05/1994


Biografia

Natural de Mafra-SC, nascido no dia 24 de abril de 1947, é um dos 8 filhos do casal João Avelino de Aviz e Juliana Hacke de Aviz, ambos falecidos. Ainda na infância, a família veio para Borrazópolis, pequeno município do Norte paranaense. Aí se criou juntamente com os irmãos.

Prestes a completar 11 anos, foi encaminhado, em 21 de abril de 1958, ao Seminário Menor São Pio X, dos padres do PIME - Pontifício Instituto das Missões Exteriores, em Assis-SP, onde estudavam na época os seminaristas menores da diocese de Londrina.

Com a criação, em março de 1964, da Diocese de Apucarana, para ela se transferiu, de vez que a Paróquia Imaculada Conceição de Borrazópolis passou à jurisdição da nova diocese.

Seus estudos de filosofia foram feitos no Seminário Maior Provincial Rainha dos Apóstolos, em Curitiba. Transferiu-se, a seguir, para Roma, onde obteve, na Pontifícia Universidade Gregoriana, a licenciatura em Teologia. Ordenou-se presbítero na Catedral de Apucarana, no dia 26 de novembro de 1972.

Entre os encargos pastorais exercidos contam-se: pároco de várias paróquias; diretor espiritual e reitor do Seminário Maior-Instituto de Filosofia de Apucarana; diretor espiritual no Seminário do Ipiranga-SP, e reitor e professor de Teologia Dogmática no Instituto Paulo VI, de Londrina-PR. De 1989 a 1992 esteve novamente em Roma, estudando na Pontifícia Universidade Lateranense para o doutorado que obteve em Teologia Dogmática.

Eleito bispo auxiliar de Vitória, recebeu, dia 31 de maio de 1994, em Apucarana, a ordenação episcopal. Todos sejam um (Jo 17, 21) é o lema de sua missão de bispo. Empossado a 9 de junho do mesmo ano, permaneceu na capital do Espírito Santo por 4 anos.

Recebeu a nomeação em 12 de agosto de 1998, de bispo diocesano de Ponta Grossa, sede que assumiu no dia 15 de outubro daquele ano.

Aos 17 de julho de 2002, surpreendeu-o a comunicação de sua transferência para Maringá, onde tomou posse como 3º Arcebispo de Maringá, no dia 4 de outubro de 2002 permanecendo no governo da mesma durante 14 meses.

No dia 28 de janeiro de 2004 foi nomeado pelo Santo Padre o Papa João Paulo II para Arcebispo Metropolitano de Brasília onde tomou posse dia 27 de março do mesmo ano.

Vocação


Vocação é uma palavra que vem do latim: "vocare" que significa chamar, chamado: ato de chamar, de escolher. O chamado é sempre uma iniciativa da parte de Deus; é Ele que escolhe e chama. Da pessoa chamada depende uma resposta livre e consciente, para que a vocação se concretize.
Deus nos chamou. Desde toda a eternidade destinou o ser humano a uma vocação natural: a existência, e nos chama constantemente em cada circunstância de nossa vida. Ele nos vocacionou à vida: ser gente, à imagem e semelhança d' Ele. (Gen 1,26). O verbo chamar sempre nos direciona a uma missão: somos chamados a realizar o que Deus nos confia.
Ele deixou toda criação aos cuidados do ser humano, vocacionando-o ao amor, à união e à perpetuação da espécie, mas essa vocação só se realiza plenamente, quando o homem e a mulher, criados à imagem e semelhança de Deus, entram em comunhão com a Trindade.
O ser humano é chamado a prosseguir no caminho do Senhor, Verdade e Vida. É no Batismo que a pessoa humana assume a verdadeira Identidade Cristã, tornando-se servidora do Reino.
A verdadeira vocação humana e cristã é de viver em comunhão e participação: ser povo de Deus. Logo, a vocação primeira de toda pessoa é a vocação "batismal". Pelo Batismo, o cristão é chamado pelo Pai, adotado como filho e justificado de seus pecados; é incorporado a Jesus Cristo, ungido pelo Espírito Santo. Começa a pertencer à Igreja e é enviado para a missão: povo de Deus comprometido com a Igreja.
Viver a vocação batismal exige: uma Igreja sem discriminação, onde a dignidade de cada um dos seus membros é respeitada; todos os batizados têm direito de participar, pois todos são vocacionados a serem Santos e Santas; Inspirar-se no Espírito de Jesus recebido no Batismo.
A redescoberta da vocação batismal, segundo o Concílio Vaticano II, nos leva a perceber que as vocações específicas são apenas desdobramento do batismo e não novas vocações. A única e verdadeira consagração é a que acontece no batismo.
As vocações específicas não são novas consagrações, mas sim a realização do batismo, através de uma resposta pessoal. O Mistério do nosso chamado, da nossa vocação, atua sempre no segredo do coração, nesse espaço do espírito, onde cada um de nós se encontra com Deus, qualquer que seja a maneira, esse encontro é sempre único para cada um.
O amor é a vocação fundamental e originária do ser humano (CIC 2392). Mas o encontro com o Deus amor, quando autêntico, sempre está acompanhado da tomada de consciência de pertencer a uma comunidade, que o próprio Deus reúne e convida à mesa, e somos introduzidos neste mistério pelo batismo, e como família compartilhamos da vida de Deus pela eucaristia, unidos no mesmo Espírito, convocados à missão de evangelizar.
Não há vida sem engajamento efetivo no serviço à igreja e à sua missão, cada um deve assumir a sua parte nas responsabilidades e nas tarefas, é exigência do batismo. Qualquer que seja a forma pela qual queremos viver concretamente o evangelho, qualquer que seja o nosso estado de vida, nenhum de nós pode se eximir dessa contribuição para a vitalidade da missão na Igreja. O Espírito de Jesus deve nos animar de tal modo que todas as nossas relações tenham a sua marca.
Nesta família de Deus, todos temos um rosto humano, e está situado em cada um de nós com as nossas raízes. Deus não desenraiza, não quebra vínculos, mesmo quando nos convida a deixar tudo para seguí-lo, nunca nos pede para renegar as nossas origens, nosso sangue, nosso meio, nosso país e nossa raça.
De fato pertencemos ao povo de Deus que é a Igreja, e por natureza o homem é um ser religioso, porque provém de Deus e para Ele caminha, e o homem só vai viver uma vida plenamente humana se viver livremente a sua vida com Deus. Cabe a todos nós corresponder ao desejo imenso de Deus que quer reunir todos os homens em tomo da sua mesa.


Eduardo Rocha Quintella

Eduardo Rocha Quintella
Bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora / Minas Gerais
Portal na Internet: www.eduardoquintella.com.br
E-mail: contato@eduardoquintella.com.br

O DESAFIO DE VIVER A VOCAÇÃO CRISTÃ NO MUNDO DE HOJE


Vivemos num mundo onde os valores do poder, do ter e do prazer são objetos de adoração e de idolatria. A luta pelo poder torna as pessoas desumanas. As guerras, o ódio e as tensões ameaçam o mundo que já encontra-se dividido entre ricos e pobres e divida-se cada vez mais em bandos antagônicos e inimigos que lutam para aniquilar o adversário. A sexualidade tornou-se presa fácil e objeto de prazer despojando o ser humano de sua dignidade e intimidade. A vida em seu conjunto perde a dimensão fraternal e comunitária e torna-se uma guerra onde os homens se desumanizam as serviço de valores-objetos como o poder, o ter e o prazer.

A secularização se expande cada vez mais e vai tomando conta das pessoas. O ser humano vai perdendo o sentido profundo de sua vida, sua razão de ser no mundo e tornando-se escravo de si mesmo, das leis criadas por ele mesmo e da máquina que deveria estar ao seu serviço.

É dentro dessa realidade toda que nos encontramos como pessoas cristãs, chamadas a transformá-la, vivendo o compromisso que assumimos no Batismo.

Lembro-me que, em 1989, o Papa João Paulo II fazia um apelo aos jovens da época, muito válido aos jovens e a todos os cristãos de todos os tempos:

“… não tenhais medo de ser santos! Tende a coragem de buscar e encontrar a verdade, para além do relativismo e da indiferença daqueles que tendem a edificar o nosso mundo como se Deus não existisse. Jamais sereis desiludidos se conservardes como ponto de referência na vossa busca, Cristo, verdade do homem. A revelar o mistério do Pai e do seu Amor, Ele ‘manifesta perfeitamente o homem ao próprio homem e descobre-lhe a sublimidade de sua vocação’ (GS 22).

Tende a coragem da solidariedade, na Igreja e no mundo: convidai todos a serem, juntamente convosco, os artífices da ‘civilização do amor’, que o evangelho exige que edifiquemos, superando as divisões e os ódios que se escondem no coração humano, reconciliando os homens com as criaturas, os homens entre si e os homens com Deus. Eis aqui o enorme projeto que se vos apresenta. Compete-vos pô-lo em prática!

… Ide também vós, por todos os lugares, sempre conscientes do desejo de (Jesus) Cristo: ‘Vim lançar fogo sobre a terra; e que quero eu senão que ele se tenha ateado?’ (Lc 12,49). Fazei com que arda este fogo que Jesus trouxe, o fogop do Espírito Santo, que queima toda a miséria humana, todo o mesquinho egoísmo, todo o mau pensamento. Deixai este fogo que se propague em seu coração”. (L’Osservatore Romano, nº 39/09/1991).

Em março de 1991, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, entre outras, o Papa dirige estas palavras à juventude em cadeia de rádio: “É tarefa dos jovens lembrar à humanidade, por palavras e pelo testemunho, que Deus é Pai de todos. (…) Exorto-vos a colocarem Cristo no centro de vossas vidas e a darem testemunho de Cristo, para construírem um mundo mais justo e mais fraterno”.

O desafio está lançado, transformar este mundo que está se estruturando como se Deus não existisse, de tal forma que as pessoas estão caindo na solidão, no vazio: drogas, alcoolismo, depressão, prostituição, ganância, corrupção, abortos, violência ... e aumenta cada vez mais o numero dos suicídios. O homem vai se afastando cada vez mais de Deus e atraindo para si a morte, pois está esquecendo que Deus é o princípio, o fim e a presença da vida. Ele é a Vida.

O homem está esquecendo que é imagem e semelhança de Deus. Que Deus lhe preparou todo um universo, o ambiente da vida, e que é a presença de Deus, a união, a intimidade com Ele que mantém a vida.

Estamos esquecendo que Deus se fez um de nós, encarnou-se, veio recuperar, resgatar em nós esta imagem e semelhança sua maculada pelo pecado. Que Ele veio resgatar e nos mostrar pessoalmente a dignidade da vida.

Esta perda da consciência daquilo que somos é visível. Basta nos perguntar sobre a postura que temos diante da vida. Basta ver a realidade do matrimônio e da família como centro de formação da vida. Olhar para o número de abortos praticados a cada ano. E tantas outras realidades onde as cenas de morte parece ser normais nos dias de hoje.

A proposta de Jesus vem ao encontro de todas essas realidades como uma proposta de VIDA, proposta de amor.

Jesus Cristo nos revela que o Pai é AMOR, que ele quer a vida de seus filhos, pecadores, e não a morte. Já o Livro de Ezequiel nos aponta para esta vontade do senhor quando diz: “Certamente não tenho prazer na morte do ímpio; mas antes na sua conversão, em que ele se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel” (Ez 33,11). Já Lucas nos apresenta as seguintes palavras de Jesus: “Os sãos não têm necessidade de médico e sim os doentes; não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento” (Lc 5,31).

Cristo tem uma proposta concreta, baseada no mandamento do amor. Esta proposta se concretiza em várias dimensões:

PERDÃO – Deus nos perdoa e vem fazer-se presente no meio de nós. Ele mostra que o perdão é essencial como caminho, como condição para voltar à verdadeira vida. Cristo é a união de Deus com os homens e disse: “Eu vim para que todos tenham vida” ( Jo 10,10).

ANÚNCIO DA BOA NOVA – Cristo ensina ao mundo qual é a Vontade de Deus, ou seja, o que é essencial para a vida do ser humano.

TESTEMUNHO – Cristo dá a sua vida pela nossa vida. Testemunha, vive tudo o que fala, e finalmente morre na cruz para nos reconciliar plenamente com Deus.

VIDA ETERNA – Ressurreição. Nos dá a razão, o sentido da fé. Garante-nos a eternidade.

Cristo mostra que todos são filhos de Deus e têm os mesmos direitos diante de Deus. Sua proposta é de fraternidade, de encontro e união entre todos. Para que isto aconteça, Ele propõe o AMOR: amor a tal ponto de amar os inimigos. Sua proposta é radical. Vai contra os valores individualistas do mundo.

A fim de que mude a situação de pecado é necessário que haja a conversão. A conversão é um “parto doído”, um sair das estruturas de pecado (do individualismo), para entrar numa nova estrutura: a comunidade do amor.

Nós já fomos perdoados por Cristo, através do seu mistério Pascal. Pelo Batismo assumimos o compromisso com Cristo: tornamo-nos cristãos. Somos herdeiros de Deus, elevados por Cristo à condição de filhos (cf. Gal 4, 1-7).

Ser cristão é reproduzir hoje a imagem de Cristo em nós. É perdoar a ponto de amar o inimigo. É anunciar ao mundo a Boa Nova que assumimos, testemunhando-a com a vida. Fazer do Evangelho, dos valores do reino a nossa conduta de vida. Viver o Evangelho no mundo de hoje como viveram as primeiras comunidades cristãs em seu tempo e em seu mundo (cf. At 2, 42 ss). Encontrar formas de mostrar ao mundo de hoje os valores nops quais nós acreditamos. Ter uma postura de vida coerente: traduzir a fé em gestos concretos, em atitude permanente. Tantas vezes temos medo de ser diferentes. Esquecemos que se é necessário conversão, temos que ser o testemunho vivo daquilo que diferencia a situação.

Ser cristão hoje, necessita “nadar contra a correnteza” que o mundo apresenta. E o próprio cristo nos alerta que o mundo nos odiará. Por isso Ele pede para vigiarmos sem cessar.

Portanto, é necessário perseverar na luta. E todos sabemos como isso é difícil. Mas o próprio Cristo nos mostra que o reino de Deus é conquistado com esta força: a força da nossa vontade, consoante com a vontade e a graça de Deus que se faz presente.

Para isso, necessitamos da oração, da leitura e reflexão da Palavra de Deus, do silêncio e da escuta, a fim de descobrirmos a Vontade de Deus que nos levará à caridade, à vivência desta proposta.

Tudo isto começa pela fé em Jesus Cristo. Como poderemos manifestar o nosso testemunho ao mundo se não estivermos convictos de que aquilo no que e em Quem acreditamos é a Verdade?

Nós afirmamos que Deus é Amor, é Vida, é Pai. Não estamos satisfeitos com a situação do mundo hodierno. Dizemos que o Evangelho é Verdade... Mas, nos perguntemos agora: quanto tempo por dia dedicamos à leitura e à meditação da Verdade – da Palavra de Deus? Como está a nossa freqüência à Eucaristia? Como tornamos presente, no cotidiano da vida, o Cristo que recebemos na Palavra e na eucaristia? Façamos um exame de consciência.

Nós, cristãos, temos as três grande virtudes: Fé, Esperança e Caridade. Estas virtudes nos identificam como cristãos. Mas, se não as vivermos, que esperança, que sinal seremos para o mundo? Não seremos sal e luz para o mundo. Como é triste um cristão sem esperanças!

Se a nossa vida no dia-a-dia, o nosso modo de ser e de viver, a partirem das menores coisas e momentos que sejam, a nossa honestidade, coerência, caridade, fidelidade, não esquentarem o coração das pessoas, não as atraírem para Deus, estamos sendo falsos cristãos, nossa vida não está sendo de acordo com a nossa fé.

Nosso momento é agora. Não importa os passos dados, mas os que estamos e estaremos dando a partir de agora.

Que São Paulo, o perseguidor que converteu-se no maior missionário e testemunho de Cristo de todos os tempos, nos sirva de modelo e inspiração em nossa vivência cristã do dia-a-dia.



Pe. Royk

Rumo ao XVI Congresso Eucarístico Nacional


Capital Federal sedia encontro durante comemoração de 50 anos de fundação da cidade



Em 2010, Brasília estará em festa. Não só pelos 50 anos de fundação da cidade, como também pelo Jubileu da Arquidiocese de Brasília e pela realização de mais um grande evento eucarístico na capital federal. O XVI Congresso Eucarístico Nacional (CEN) será realizado de 13 a 16 de maio e terá como tema Eucaristia, pão da unidade dos discípulos missionários e por lema Fica conosco, Senhor! (cf. Lc 24,29).



O Congresso Eucarístico Nacional será o ponto central das celebrações dos 50 anos da Arquidiocese de Brasília, que contarão também com uma retrospectiva histórica dos acontecimentos mais importantes da Arquidiocese como a primeira missa celebrada no marco inicial da construção da cidade em 1957 e o VIII Congresso Eucarístico Nacional, realizado em 1970.



Durante a 46ª Assembléia Geral da CNBB, realizada em abril de 2008, ao apresentar o tema e o lema do XVI Congresso Eucarístico Nacional, Dom João Braz de Aviz, Arcebispo Metropolitano de Brasília, declarou que, “para a Igreja, a realização do Congresso Eucarístico possibilita uma maior vivência da Eucaristia e é fonte inesgotável para a vida cristã, por isso deve haver um empenho para sua melhor realização”.



A programação do Congresso envolverá atividades de reflexão e estudo sobre temas atuais e relevantes para a vivência do sacramento da Eucaristia, celebrações eucarísticas, adoração ao Santíssimo Sacramento e atividades culturais. Para essa autêntica festa, toda a Igreja é convocada, e o evento deverá contar com a presença de cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos, diáconos permanentes, membros de institutos de vida consagrada, leigos e representantes de todas as dioceses do País.



O Congresso será antecedido pela realização da 48ª Assembléia Geral da CNBB, cuja missa de abertura, em 3 de maio de 2010, fará memória da Primeira Missa em Brasília, na Praça do Cruzeiro.



A Arquidiocese de Brasília, responsável pela organização do XVI CEN, vem trabalhando com empenho para providenciar toda a estrutura necessária ao Congresso. Já foram constituídas a Comissão Central e as Comissões Executivas, que trabalham em conjunto com diversos voluntários para a realização deste momento dedicado à celebração do grande dom da Sagrada Eucaristia.



Segundo Dom João Braz, “em nossos trabalhos queremos formar um corpo unido, onde cada parte desse, cada membro, e cada comissão, sejam um corpo vivo, um corpo que faz um trabalho unido a todos os outros. O Congresso Eucarístico deve ser a expressão de um trabalho de comunhão, que tem sua fonte na eucaristia”.

Papa Bento XVI fala sobre o XVI CEN


Saiba o que disse o santo padre em seu discurso às autoridades eclesiais da Conferência Nacional dos bispos do Brasil



O Santo padre, o Papa Bento XVI, falou hoje, do XVI Congresso Eucarístico Nacional que acontecerá em Brasília, entre 13 a 16 de maio.



Em discurso aos prelados da conferência Nacional dos bispos do Brasil, o Papa Bento XVI disse:



"Fica conosco, Senhor!» (cf. Lc 24, 29): estão rezando os filhos e filhas do Brasil a caminho do XVI Congresso Eucarístico Nacional, daqui a um mês em Brasília, que deste modo verá o jubileu áureo da sua fundação enriquecido com o “ouro” da eternidade presente no tempo: Jesus Eucaristia. Que Ele seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total. Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado!"

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORTE II) , 15.04.2010

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORTE II)

Alle ore 12.15 di questa mattina, il Santo Padre Benedetto XVI incontra gli Ecc.mi Presuli della Conferenza Episcopale del Brasile (Regione NORTE II), ricevuti in questi giorni, in separate udienze, in occasione della Visita "ad Limina Apostolorum", e rivolge loro il discorso che pubblichiamo di seguito:


DISCORSO DEL SANTO PADRE

Amados Irmãos no Episcopado,

A vossa visita ad Limina tem lugar no clima de louvor e júbilo pascal que envolve a Igreja inteira, adornada com os fulgores da luz de Cristo Ressuscitado. Nele, a humanidade ultrapassou a morte e completou a última etapa do seu crescimento penetrando nos Céus (cf. Ef 2, 6). Agora Jesus pode livremente retornar sobre os seus passos e encontrar-Se como, quando e onde quiser com seus irmãos. Em seu nome, apraz-me acolher-vos, devotados pastores da Igreja de Deus peregrina no Regional Norte 2 do Brasil, com a saudação feita pelo Senhor quando se apresentou vivo aos Apóstolos e companheiros: «A paz esteja convosco» (Lc 24,36).

A vossa presença aqui tem um sabor familiar, parecendo reproduzir o final da história dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 33-35): viestes narrar o que se passou no caminho feito com Jesus pelas vossas dioceses disseminadas na imensidão da região amazônica, com as suas paróquias e outras realidades que as compõe como os movimentos e novas comunidades e as comunidades eclesiais de base em comunhão com o seu bispo (cf. Documento de Aparecida, 179). Nada poderia alegrar-me mais do que saber-vos em Cristo e com Cristo, como testemunham os relatórios diocesanos que me enviastes e que vos agradeço. Reconhecido estou de modo particular a Dom Jesus Maria pelas palavras que acaba de me dirigir em nome vosso e do povo de Deus a vós confiado, sublinhando a sua fidelidade e adesão a Pedro. No regresso, assegurai-o da minha gratidão por tais sentimentos e da minha Bênção, acrescentando: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão» (Lc 24,34).

Nesta aparição, palavras - se as houve - diluíram-se na surpresa de ver o Mestre redivivo, cuja presença diz tudo: Estive morto, mas agora vivo e vós vivereis por Mim (cf. Ap 1,18). E, por estar vivo e ressuscitado, Cristo pode tornar-Se «pão vivo» (Jo 6, 51) para a humanidade. Por isso sinto que o centro e a fonte permanente do ministério petrino estão na Eucaristia, coração da vida cristã, fonte e vértice da missão evangelizadora da Igreja. Podeis assim compreender a preocupação do Sucessor de Pedro por tudo o que possa ofuscar o ponto mais original da fé católica: hoje Jesus Cristo continua vivo e realmente presente na hóstia e no cálice consagrados.

Uma menor atenção que por vezes é prestada ao culto do Santíssimo Sacramento é indício e causa de escurecimento do sentido cristão do mistério, como sucede quando na Santa Missa já não aparece como proeminente e operante Jesus, mas uma comunidade atarefada com muitas coisas em vez de estar recolhida e deixar-se atrair para o Único necessário: o seu Senhor. Ora, a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber… É óbvio que, neste caso, receber não significa ficar passivo ou desinteressar-se do que lá acontece, mas cooperar – porque tornados capazes de o fazer pela graça de Deus – segundo «a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos» (Const. Sacrosanctum Concilium, 2). Se na liturgia não emergisse a figura de Cristo, que está no seu princípio e está realmente presente para a tornar válida, já não teríamos a liturgia cristã, toda dependente do Senhor e toda suspensa da sua presença criadora.

Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa (cf. Redemptionis Sacramentum, 79)! O mistério eucarístico é um «dom demasiado grande – escrevia o meu venerável predecessor o Papa João Paulo II – para suportar ambigüidades e reduções», particularmente quando, «despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa» (Enc. Ecclesia de Eucharistia, 10). Subjacente a várias das motivações aduzidas, está uma mentalidade incapaz de aceitar a possibilidade duma real intervenção divina neste mundo em socorro do homem. Este, porém, «descobre-se incapaz de repelir por si mesmo as arremetidas do inimigo: cada um sente-se como que preso com cadeias» (Const. Gaudium et spes, 13). A confissão duma intervenção redentora de Deus para mudar esta situação de alienação e de pecado é vista por quantos partilham a visão deísta como integralista, e o mesmo juízo é feito a propósito de um sinal sacramental que torna presente o sacrifício redentor. Mais aceitável, a seus olhos, seria a celebração de um sinal que corresponda a um vago sentimento de comunidade.

Mas o culto não pode nascer da nossa fantasia; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação. A verdadeira liturgia supõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-Lo. «A Igreja pode celebrar e adorar o mistério de Cristo presente na Eucaristia, precisamente porque o próprio Cristo Se deu primeiro a ela no sacrifício da Cruz» (Exort. ap. Sacramentum caritatis, 14). A Igreja vive desta presença e tem como razão de ser e existir ampliar esta presença ao mundo inteiro.

«Fica conosco, Senhor!» (cf. Lc 24, 29): estão rezando os filhos e filhas do Brasil a caminho do XVI Congresso Eucarístico Nacional, daqui a um mês em Brasília, que deste modo verá o jubileu áureo da sua fundação enriquecido com o "ouro" da eternidade presente no tempo: Jesus Eucaristia. Que Ele seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total. Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado! Hoje e aqui, tudo isto desejo à esperançosa parcela deste Corpo que é o Regional Norte 2, ao conceder a cada um de vós, extensiva a quantos convosco colaboram e a todos os fiéis cristãos, a Bênção Apostólica.

[00519-06.01] [Texto original: Português]

[B0221-XX.01]

A Vocação Sacerdotal


A vocação sacerdotal
A vocação sacerdotal é algo que não se pode explicar e nem se compreender totalmente, pois é um mistério de Deus na vida daqueles que são chamados e escolhidos á serem ministro de deus no sacerdócio de Jesus Cristo foi o próprio Jesus quem instituiu tão sublime ministério (na ultima ceia) e dando a seus apóstolos total autoridade em celebrar os mistérios de seu corpo e de seu sangue. Algumas pessoas perguntam: como é que surge a vocação ao sacerdócio? Mas é algo que não dá pra explicar, só pode-se dizer que é um chamado que Jesus fez. Outras pessoas perguntam: porque você escolheu este caminho? Mas não se escolhe ser sacerdote, mas sim Jesus, Ele mesmo diz: “Não fostes vos que me escolhestes, mas fui eu que te escolhi, e te destinei para ir a dar frutos, e para que o vosso fruto permaneça.” ( Jo, 15,16). O mesmo Jesus que chamou Pedro e seu irmão André, Tiago e João à beira do mar da Galiléia, continua chamando hoje jovens a deixarem tudo para segui-lo e trabalhar na vinha do Senhor. O chamado do Senhor vem como uma brasa no coração, que só como o passar do tempo se pode perceber que é a voz de Deus dizendo: vem filho meu, preciso de ti para trabalhar na minha messe e salvar almas, pois ela é grande e poucos são os operários. Podemos resumir a vida sacerdotal em duas palavras: AMOR e RENUNCIA. Pois pra se tornar sacerdote do Senhor e necessário amar Cristo e nossos irmãos, e renunciar a tudo e a si próprio. Que todos os chamados e escolhidos dê o seu sim como fez Maria, a Mãe e Mestra das vocações. “Pela ordenação sacerdotal, o ordenado se torna como criança que se joga com toda a confiança nos braços do Pai ainda que não o veja. Acredita e confia nele porque Jesus disse: Não tenhas medo.” (Cf. A ordem sacerdotal- Pe. Erneste N. Roman).
Fonte: V M